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EUA autorizam cinco petrolíferas a retomar operações na Venezuela incluindo a espanhola Repsol
Licença determina que contratos vão ser regidos pelas leis norte-americanas.
Os Estados Unidos (EUA) autorizaram esta sexta-feira cinco gigantes petrolíferas, quatro delas europeias, entre as quais a espanhola Repsol, a retomar as operações na Venezuela sob a supervisão de Washington.
Segundo um documento publicado no site do Departamento do Tesouro norte-americano (equivalente ao Ministério das Finanças), as britânicas BP e Shell, a italiana Eni e a espanhola Repsol estão autorizadas a trabalhar no setor do petróleo e do gás na Venezuela, ao lado da norte-americana Chevron.
A licença autoriza os grupos a fazer negócios com a empresa nacional venezuelana PDVSA e as suas afiliadas.
A mesma licença determina que os contratos serão regidos pelas leis norte-americanas "e que qualquer litígio (...) será resolvido nos Estados Unidos", acrescentou o documento.
Os pagamentos devem ser feitos através de contas aprovadas pelo Tesouro dos Estados Unidos.
Outra licença, publicada ao mesmo tempo, autoriza novos investimentos, por exemplo, para explorar novos campos petrolíferos ou desenvolver atividades existentes.
Desde a incursão militar norte-americana que permitiu, no início de janeiro, a captura e detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, quer relançar a exploração dos recursos petrolíferos venezuelanos.
Trump afirmou que os dois países partilhariam os lucros.
A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou na quinta-feira que o país não iria desnacionalizar a sua indústria petrolífera após ter sido aprovada uma lei sobre hidrocarbonetos que permite a entrada de investimento estrangeiro.
"Não, não é uma medida para reverter a nacionalização, porque o petróleo e o carvão são propriedade do Estado venezuelano. A Venezuela está a estabelecer novos modelos de gestão que lhe permitem gerir a produção e a comercialização", esclareceu quando questionada sobre se a nova lei de hidrocarbonetos significa a admissão do fracasso das nacionalizações realizadas pelo chavismo nas últimas duas décadas.
A norma recente, que reabre as portas ao setor privado e reduz a carga fiscal para atrair investimentos, sublinhou ainda a líder interina, é simplesmente uma reforma das normas anteriores.
"E reformamos [a lei] para que os dividendos do investimento tenham um maior rendimento", explicou Delcy Rodriguez.
A Presidente interina garantiu igualmente que as receitas que Washington está agora a transferir para Caracas pela comercialização do petróleo venezuelano serão destinadas à reconstrução do país e à ajuda ao povo, e destacou a criação de dois fundos soberanos para garantir que os recursos assegurem proteção social e infraestruturas básicas aos cidadãos.
Durante uma visita à capital da Venezuela, o secretário de Energia norte-americano disse que as vendas de petróleo venezuelano já ultrapassaram os mil milhões de dólares e elogiou a colaboração de Caracas com Washington.
Chris Wright elogiou, numa entrevista à estação NBC News, a "cooperação incrível" de Caracas com Washington ao longo das últimas cinco semanas de negociações com Delcy Rodriguez.
Wright, que se reuniu com a Presidente interina na capital venezuelana na quarta-feira, afirmou que já foram vendidos mais de mil milhões de dólares (cerca de 841 milhões de euros, ao câmbio atual) de petróleo venezuelano e que outros cinco mil milhões de dólares são esperados nos próximos meses.
Correio da Manhã
Licença determina que contratos vão ser regidos pelas leis norte-americanas.
Os Estados Unidos (EUA) autorizaram esta sexta-feira cinco gigantes petrolíferas, quatro delas europeias, entre as quais a espanhola Repsol, a retomar as operações na Venezuela sob a supervisão de Washington.
Segundo um documento publicado no site do Departamento do Tesouro norte-americano (equivalente ao Ministério das Finanças), as britânicas BP e Shell, a italiana Eni e a espanhola Repsol estão autorizadas a trabalhar no setor do petróleo e do gás na Venezuela, ao lado da norte-americana Chevron.
A licença autoriza os grupos a fazer negócios com a empresa nacional venezuelana PDVSA e as suas afiliadas.
A mesma licença determina que os contratos serão regidos pelas leis norte-americanas "e que qualquer litígio (...) será resolvido nos Estados Unidos", acrescentou o documento.
Os pagamentos devem ser feitos através de contas aprovadas pelo Tesouro dos Estados Unidos.
Outra licença, publicada ao mesmo tempo, autoriza novos investimentos, por exemplo, para explorar novos campos petrolíferos ou desenvolver atividades existentes.
Desde a incursão militar norte-americana que permitiu, no início de janeiro, a captura e detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, quer relançar a exploração dos recursos petrolíferos venezuelanos.
Trump afirmou que os dois países partilhariam os lucros.
A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou na quinta-feira que o país não iria desnacionalizar a sua indústria petrolífera após ter sido aprovada uma lei sobre hidrocarbonetos que permite a entrada de investimento estrangeiro.
"Não, não é uma medida para reverter a nacionalização, porque o petróleo e o carvão são propriedade do Estado venezuelano. A Venezuela está a estabelecer novos modelos de gestão que lhe permitem gerir a produção e a comercialização", esclareceu quando questionada sobre se a nova lei de hidrocarbonetos significa a admissão do fracasso das nacionalizações realizadas pelo chavismo nas últimas duas décadas.
A norma recente, que reabre as portas ao setor privado e reduz a carga fiscal para atrair investimentos, sublinhou ainda a líder interina, é simplesmente uma reforma das normas anteriores.
"E reformamos [a lei] para que os dividendos do investimento tenham um maior rendimento", explicou Delcy Rodriguez.
A Presidente interina garantiu igualmente que as receitas que Washington está agora a transferir para Caracas pela comercialização do petróleo venezuelano serão destinadas à reconstrução do país e à ajuda ao povo, e destacou a criação de dois fundos soberanos para garantir que os recursos assegurem proteção social e infraestruturas básicas aos cidadãos.
Durante uma visita à capital da Venezuela, o secretário de Energia norte-americano disse que as vendas de petróleo venezuelano já ultrapassaram os mil milhões de dólares e elogiou a colaboração de Caracas com Washington.
Chris Wright elogiou, numa entrevista à estação NBC News, a "cooperação incrível" de Caracas com Washington ao longo das últimas cinco semanas de negociações com Delcy Rodriguez.
Wright, que se reuniu com a Presidente interina na capital venezuelana na quarta-feira, afirmou que já foram vendidos mais de mil milhões de dólares (cerca de 841 milhões de euros, ao câmbio atual) de petróleo venezuelano e que outros cinco mil milhões de dólares são esperados nos próximos meses.
Correio da Manhã
