EUA investigam alegado financiamento dos talibã com fundos do Pentágono

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EUA investigam alegado financiamento dos talibã com fundos do Pentágono


Investigadores criminais dos Estados Unidos estão a analisar a alegada extorsão por empresas afegãs de segurança de quatro milhões de dólares por semana a contratados do exército norte-americano para entrega aos senhores da guerra e aos talibã.

Se as alegações forem verdadeiras, os EUA estariam a financiar involuntariamente os seus inimigos e a minarem os esforços internacionais para estabilizar o Afeganistão.

Aqueles alegados pagamentos (3,2 milhões de euros semanais) acabariam nas mãos dos senhores da guerra e dos talibã através de um contrato feito pelo Pentágono, no montante de 2,1 mil milhões de dólares, para abastecer as tropas norte-americanas com alimentação, água, combustível e munições.

Para assegurarem uma passagem segura através de áreas perigosas, as companhias de transporte terão feito pagamentos a firmas locais de segurança com ligações aos talibã e aos senhores da guerra que controlam as estradas.

Se os pagamentos não fossem feitos, as colunas de camiões seriam atacadas, de acordo com um documento militar norte-americano que detalha as alegações em investigação.

O documento adianta que as empresas contratadas poderiam estar a fazer pagamentos semanais entre dois milhões e quatro milhões de dólares a grupos insurgentes.

Uma das empresas sob escrutínio é a Watan Risk Management, uma das maiores fornecedoras de segurança no Afeganistão.

Os executivos da Watan alegadamente negociariam ou ditariam o preço da segurança numa determinada área, segundo o documento, e também avisariam as empresas de transportes que estivessem atrasadas com os pagamentos ou se recusassem a fazê-los.

Um sub comité do Senado, presidido pelo democrata John Tierney, também está a investigar as alegações de extorsão e tem agendada uma audição para terça-feira.

Tierney já afirmou que o contrato com as empresas de transporte é uma componente crítica do esforço para manter abastecidos mais de 200 postos militares de combate, espalhados pelo país.

Os abastecimentos são normalmente transportados através do Paquistão para a base aérea de Bagram, que é o principal ponto militar de redistribuição no Afeganistão, de onde depois são distribuídos para as bases no exterior.

A corrupção é frequentemente parte do ambiente de negócios no Afeganistão.

Numa audição do comité do Senado para os Assuntos Militares, a secretária de Estado Hillary Rodham Clinton reconheceu que as longas e difíceis linhas de abastecimento ao Afeganistão, a partir do porto paquistanês de Carachi, oferecem numerosas oportunidades para a fraude e a corrupção que alimentam as finanças dos talibã.


J.Noticias
 
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