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Segundo a imprensa israelita, o estado-maior não quer para já alargar a linha para cerca de 20 quilómetros desde a fronteira entre os dois países, a norte.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou diversas vezes nas últimas semanas que o plano passa por estabelecer uma "zona de segurança", no sul do Líbano, até o rio Litani, a cerca de 30 quilómetros da raia israelo-libanesa, com o objetivo de impedir quaisquer lançamentos de foguetes, drones ou mísseis inimigos.
O jornal Yediot Aharonot noticiou que o exército deverá apresentar em breve ao governo liderado por Benjamin Netanyahu "um plano operacional para garantir a primeira linha de aldeias (libanesas) como uma zona de segurança em profundidade".
Segundo o jornal Haaretz, que citou fontes militares, "atualmente não há planos para avançar mais para dentro do país (Líbano)", pois já foram alcançadas as localidades a cerca de 10 quilómetros do rio Litani.
Pelo menos 1.497 pessoas foram mortas, entre as quais 130 menores, e 4.639 ficaram feridas, 457 delas menores, nos bombardeamentos israelitas em curso há já mais de um mês no Líbano, após o Hezbollah recomeçar o lançamento de morteiros contra o território israelita, em resposta ao assassínio do então líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
A onda de ataques israelitas fez mais de um milhão de deslocados internos -- mais de um sexto da população libanesa -, ao passo que pelo menos outras 200 mil pessoas fugiram para a vizinha Síria, segundo dados do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
O Líbano foi a 02 de março arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que estes justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
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