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Neydjane Pinto, de 25 anos, ficou com uma compressa vaginal no interior do corpo durante quatro dias, após o parto realizado na passada sexta-feira, dia 6, no Hospital Distrital de Santarém (HDS). A bebé nasceu bem, mas o parto foi atribulado. “Foi praticamente todo feito por uma médica estagiária, com as indicações de um médico. Fizeram um corte no períneo e depois era preciso suturar, mas ela não estava a lidar bem com a sutura. De repente foram os dois chamados para outro trabalho de parto e deixaram-me sozinha com a bebé e o pai dela” contou ao CM a cidadã brasileira, que vive em Portugal há três anos.
“Passaram uns minutos e entrou uma enfermeira que pediu desculpa e que terminou de fazer a sutura”. Depois do parto, Neydjane começou a sentir dores, não se conseguia sentar e tinha de amamentar em pé, além de ter tido febre: “Só conseguia estar deitada ou em pé”. Garante que não foi realizado qualquer exame, apenas lhe foi prescrito Paracetamol e teve alta no domingo, dia 8. Já em casa, no Cartaxo, as dores aumentaram e a febre também. “Sentia muita dificuldade para andar e para urinar. Uma das maiores aflições foi que por ter parado de beber água fiquei sem leite e isso afetou-me psicologicamente”, afirmou.
Na terça-feira, dia 10, cerca das 14 horas, é que percebeu a origem do problema. “Fiz muita força para urinar e saiu parte da compressa. Tinha um cheiro muito forte.
O meu marido ligou para o 112. O socorrista tentou remover a compressa mas disse que tínhamos de ir para o hospital, porque eu devia estar com uma infeção”.
IN:CM
