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Polícia dispersa com gás lacrimogéneo manifestantes pró-Venâncio Mondlane


A polícia moçambicana dispersou hoje com vários tiros de gás lacrimogéneo um grupo de dezenas de manifestantes pró-Venâncio Mondlane que tentavam chegar ao centro da cidade de Maputo.


Polícia dispersa com gás lacrimogéneo manifestantes pró-Venâncio Mondlane






A dispersão aconteceu cerca das 14:00 locais, após alguns momentos de impasse, já com um blindado policial atravessado na rua, a poucas centenas de metros da praça da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), centro da cidade, em que o comandante da força apelou, conforme a Lusa testemunhou no local, várias vezes para o grupo não avançar, no bairro de Polana Caniça.




Com um helicóptero policial a vigiar a área, seguiu-se o lançamento de vários tiros de gás lacrimogéneo, que afastaram os manifestantes, com a polícia a manter a posição, sem novas ações, apesar do reforço de segurança no local.



O grupo de manifestantes manteve-se no local, em protesto.



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Pelo menos 36 polícias feridos em confrontos em Moçambique


Pelo menos 36 membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) ficaram feridos durante confrontos entre membros da corporação e manifestantes durante greves convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, anunciou hoje fonte oficial.


Pelo menos 36 polícias feridos em confrontos em Moçambique






"Depois da convocação, a polícia foi chamada a intervir em 58 manifestações, das quais 38 foram violentas (...) Tenho 36 membros acamados, alguns dos quais não terão mais a capacidade de trabalhar como PRM", disse o comandante geral da corporação, Bernardino Rafael.




Em conferência de imprensa em Maputo após encontro com o líder do Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), Bernardino Rafael classificou as manifestações que têm sido convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane de "violentas".



"Todos nós assistimos a essas manifestações violentas. Foram queimados carros, pneus nas rodovias, vandalizaram instituições do Estado, estabelecimentos comerciais e vandalizaram até as instalações onde trabalha a polícia, que foi parceiro principal desde o recenseamento e a campanha eleitoral", lamentou Bernardino Rafael.




Anteriormente, a polícia moçambicana tinha anunciado um membro da corporação morto e 21 feridos, entre graves e ligeiros, em consequência das manifestações em todo o país, de acordo com dados apresentados pelo porta-voz da corporação, Orlando Mudumane, em 28 de outubro.



Hoje, Bernardino Rafael pediu manifestações pacíficas e fim da violência contra a polícia.




O candidato presidencial Venâncio Mondlane apelou a uma greve geral de uma semana em Moçambique a partir de hoje, manifestações nas sedes distritais da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e marchas para Maputo em 07 de novembro.



A CNE de Moçambique anunciou no passado dia 24 a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República de 09 de outubro, com 70,67% dos votos.



Venâncio Mondlane, apoiado pelo Podemos (extraparlamentar), ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas afirmou não reconhecer estes resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.



A Frelimo reforçou ainda a maioria parlamentar, passando de 184 para 195 deputados (em 250), e elegeu todos os 10 governadores provinciais do país.



Além de Mondlane, o presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, atual maior partido da oposição), Ossufo Momade, um dos quatro candidatos presidenciais, disse que não reconhece os resultados e pediu a anulação da votação, e o candidato presidencial Lutero Simango, apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), recusou igualmente os resultados, considerando que foram "forjados na secretaria", e prometeu uma "ação política e jurídica" para repor a "vontade popular".



As manifestações convocadas por Mondlane nos dias 21, 24 e 25 degeneraram em confrontos com a polícia, de que resultaram pelo menos 10 mortos, dezenas de feridos e 500 detidos, segundo o Centro de Integridade Pública, uma organização não-governamental moçambicana que monitoriza os processos eleitorais.



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Infelizmente podemos constatar que nos dias de hoje a voz do povo já pouco vale, o mundo está a saque de ditadores que manipulam toda e qualquer eleição apenas com o intuito de se perpetuarem no poder, quando o povo se revolta, a resposta é, mate-se o povo.
 

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Mais de 300 processos de irregularidades e 265 detidos em Moçambique


Moçambique registou 305 processos relacionados com irregularidades e ilícitos eleitorais durante as eleições gerais de 09 de outubro, menos 217 em relação ao escrutínio de 2019, e 265 pessoas foram detidas, anunciou hoje o Tribunal Supremo (TS).


Mais de 300 processos de irregularidades e 265 detidos em Moçambique






Os dados apresentados em conferência de imprensa pelo porta-voz do TS, Pedro Nhatitima, indicam que, dos 305 processos, 142 correspondem a contencioso eleitoral e os outros 163 a ilícitos eleitorais, tendo os primeiros sido todos indeferidos.




Os números do TS indicam que a província da Zambézia, no centro do país, registou maior número de processos (45), sendo que 26 são de contenciosos e 19 de ilícitos eleitorais.



Cabo Delgado, no norte de Moçambique, registou menor número, com três casos de recursos de contecioso eleitoral e seis de ilícitos.



"Comparando com as últimas eleições gerais de 2019, podemos dizer que houve um decréscimo na ordem de 217 processos, atendendo que em 2019 os tribunais tramitaram cerca de 522 processos ", avançou o porta-voz do TS.



Dos 142 recursos interpostos, 70 foram do Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), 51 da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo) e 15 do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), referiu o porta-voz do TS.



O Tribunal Supremo indicou ainda que dos 142 recursos de contencioso eleitoral, 53 foram indeferidos por falta de impugnação prévia, 35 por "falta de elementos de prova", 36 por "incompetência material" e 18 por "intempestividade".



"Os recorrentes limitam-se a fazer alegações genéricas sem juntar os devidos elementos de prova (...). A lei estabelece que os recursos devem ser interposto em 48 horas após a publicação de editais e esses recursos foram interpostos fora do prazo", declarou o porta-voz do TS.



O responsável indicou que todos os 142 processos de contencioso eleitoral foram findos pelos tribunais distritais.



Já dos 163 relativos a ilícitos, 95 foram concluidos e 68 permanecem pendentes, decorrendo ainda o seu processo de análise pela justiça.



"Dos 95, 40 foram remetidos ao Ministério Público para efeitos de apuramento de responsabilidade criminal", destacou Nhatitima.



O Tribunal Supremo anunciou ainda que, em todo o processo eleitoral, 265 pessoas foram detidas e submetidas a julgamento em conexão com contencioso e ilícitos eleitorais, das quais 78 foram condenadas, 83 absolvidas e 86 aguardam pelas decisões dos tribunais.



Os dados divulgados apontam a província de Nampula com maior número de condenados (24) e Inhambane com menor número (3).



A CNE de Moçambique anunciou no passado dia 24 a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República de 09 de outubro, com 70,67% dos votos.



Venâncio Mondlane, apoiado pelo Podemos (extraparlamentar), ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas afirmou não reconhecer estes resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.



A Frelimo reforçou ainda a maioria parlamentar, passando de 184 para 195 deputados (em 250), e elegeu todos os 10 governadores provinciais do país.



Além de Mondlane, o presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, atual maior partido da oposição), Ossufo Momade, um dos quatro candidatos presidenciais, disse que não reconhece os resultados e pediu a anulação da votação, e o candidato presidencial Lutero Simango, apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), recusou igualmente os resultados, considerando que foram "forjados na secretaria", e prometeu uma "ação política e jurídica" para repor a "vontade popular".



O candidato presidencial Venâncio Mondlane apelou a uma greve geral de uma semana em Moçambique a partir de hoje, manifestações nas sedes distritais da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e marchas para Maputo em 07 de novembro.



As manifestações convocadas por Mondlane nos dias 21, 24 e 25 degeneraram em confrontos com a polícia, de que resultaram pelo menos 10 mortos, dezenas de feridos e 500 detidos, segundo o Centro de Integridade Pública, uma organização não-governamental moçambicana que monitoriza os processos eleitorais.



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Entre tensão e negociação, polícia moçambicana dispersa manifestação


Um grupo de manifestantes, apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane, marchou esta tarde desde os subúrbios de Maputo, protesto travado pela polícia já no centro da capital, com uma visível contenção policial, que até tentou negociar.



Entre tensão e negociação, polícia moçambicana dispersa manifestação




Cerca das 14 horas locais (12 horas em Lisboa), depois de quase uma hora a marcharem desde Hulene, nos subúrbios, um grupo de algumas dezenas que ia crescendo ao longo do caminho, manifestando-se pacificamente, encontrou a força policial a poucas centenas de metros da praça da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), já no centro de Maputo.



Após vários apelos para não avançarem por parte do comandante da força policial no terreno, já com um blindando atravessado na rua, à entrada do bairro Polana Caniço, num minuto os manifestantes foram desmobilizados com vários lançamentos de gás lacrimogéneo.



Com os manifestantes a recuarem, de pronto a mesma ordem para cessar a ação policial, já com a maior parte daqueles afastados do local.
Antes da intervenção, Yassin tentava "negociar" com a polícia, explicando que os jovens estavam a manifestar-se pacificamente, mas em vão.



"Temos o direito consagrado, então temos que continuar a marchar, desde o momento que seja uma marcha pacífica. O que a polícia devia era vir para proteger, não vir para atacar, que é o que está a acontecer agora. Estou muito sentido, eu vinha conversando com o próprio comandante do outro lado e ele vinha controlando as operações até chegarmos ao Xiquelene, sem nenhum sobressalto (...) parece que a manifestação tem que ser lá na zona suburbana", lamentava.



Após a ação policial, os manifestantes regressaram e seguiram-se momentos de tensão no local, entre gritos de protesto e o hino de Moçambique entoando, por alguns em joelhos, enquanto outros insistiam na negociação com a polícia, para tentar continuar a marcha, o que não chegou a acontecer, sem que fossem avançados motivos.



Ao fim de uma hora, já com alguns pneus a arder no interior do bairro, como em protestos anteriores, a polícia acabou mesmo por desmobilizar o cordão de segurança que tinha feito no local, mantendo alguns meios na envolvente.



Ainda assim, Carlos Nhiancale não aceitava, garantindo que saiu de casa para se manifestar pacificamente: "Gostaria de perguntar à polícia porque está a disparar gás lacrimogéneo porque a população está a fazer uma manifestação pacífica. É para irmos até aonde? Eles é que estão à procura de problemas. Deixem-nos marchar à vontade".



O candidato presidencial Venâncio Mondlane apelou a uma greve geral de uma semana em Moçambique a partir de hoje, manifestações nas sedes distritais da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e marchas em Maputo em 07 de novembro.



Numa ronda feita pela Lusa pela capital é visível pouco movimento ou trânsito automóvel, com estabelecimentos públicos e privados, bem como escolas e outros organismos, encerrados, apesar de alguns transportes públicos estarem a funcionar.



É também visível um reforço policial nas principais artérias da cidade, mas sem registo de problemas, enquanto alguns cafés e supermercados também estão de portas abertas.



É possível constatar que serviços de Internet como a plataforma de mensagens WhatsApp estão a operar com limitações, pelo menos em Maputo.



A polícia moçambicana enviou esta madrugada mensagens escritas para os telemóveis (SMS) pedindo à população que se abstenha de "práticas criminosas", no primeiro dia de paralisação.



Mondlane designou esta como a terceira etapa da contestação aos resultados das eleições gerais de 09 de outubro anunciados há uma semana pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), que se segue aos protestos realizados nos passados dias 21, 24 e 25.



Os protestos degeneraram em confrontos com a polícia, de que resultaram pelo menos 10 mortos, dezenas de feridos e 500 detidos, segundo o Centro de Integridade Pública, uma organização não-governamental moçambicana que monitoriza os processos eleitorais.



A CNE anunciou em 24 de outubro a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, partido no poder desde 1975, na eleição a Presidente da República de 9 de outubro, com 70,67% dos votos.




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Pelo menos 11 feridos em três dias de confrontos em Moçambique


Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas durante confrontos entre manifestantes e polícia ocorridos nos primeiros três dias de greves convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, anunciou hoje o Hospital Central de Maputo (HCM), maior unidade do país.


Pelo menos 11 feridos em três dias de confrontos em Moçambique





"Desde o dia 31 [de outubro] que foi o primeiro dia de tumultos até domingo [03 de novembro] deram entrada 11 pacientes com traumas", disse Dino Lopes, diretor do Serviço de Urgência de Adulto no HCM, durante uma conferência de imprensa.




O responsável avançou que, dos 11 pacientes que deram entrada no HCM, nove continuam internados e dois já tiveram alta hospitalar.



Dino Lopes declarou que o Hospital Central tem trabalhado com "uma escala de contingência" desde a convocação da primeira greve pelo Venâncio Mondlane e devido às manifestações, com o objetivo de assegurar o atendimento a todos os utentes que se dirigem àquela unidade hospitalar.



No entanto, voltou a alertar para o risco de apedrejamento das ambulâncias da instituição sempre que se deslocam aos locais onde há tumultos para socorrer feridos.



"Trabalhamos de forma condicionada, porque os colegas temem também tumultos que estão nos bairros periféricos e às vezes não conseguem chegar. Isso faz com que a gente trabalhe 24 horas e é sobrecarga para os colegas que se fazem ao serviço", acrescentou o porta-voz do HCM.



Venâncio Mondlane apelou a uma greve geral e manifestações durante uma semana em Moçambique, a partir de 31 de outubro, e marchas em Maputo em 07 de novembro.



O candidato presidencial designou esta como a terceira etapa da contestação aos resultados das eleições gerais de 09 de outubro, que se segue aos protestos realizados nos passados dias 21, 24 e 25 de outubro, que provocaram confrontos com a polícia, de que resultaram pelo menos 10 mortos, dezenas de feridos e 500 detidos, segundo o Centro de Integridade Pública, uma organização não-governamental moçambicana que monitoriza os processos eleitorais.



A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou em 24 de outubro a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975), na eleição a Presidente da República de 09 de outubro, com 70,67% dos votos.



Venâncio Mondlane, apoiado pelo Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos, extraparlamentar), ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas afirmou não reconhecer estes resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.




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Polícia usa gás lacrimogéneo para dispersar manifestação em Maputo


A polícia moçambicana travou hoje, no centro de Maputo, uma manifestação com poucas dezenas de pessoas em protesto contra os resultados anunciados das eleições gerais de 09 de outubro, lançando gás lacrimogéneo para dispersar.


Polícia usa gás lacrimogéneo para dispersar manifestação em Maputo






A polícia moçambicana travou hoje, no centro de Maputo, uma manifestação com poucas dezenas de pessoas em protesto contra os resultados anunciados das eleições gerais de 09 de outubro, lançando gás lacrimogéneo para dispersar.



A marcha tinha sido convocada pelo Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), que apoia a candidatura presidencial de Venâncio Mondlane, e ao fim de algumas centenas de metros, na avenida Mao Tse-Tung, elementos da polícia tentaram demover os manifestantes, que tentavam chegar à estátua de Eduardo Mondlane, na avenida com o mesmo nome.



Com os manifestantes, sem a presença visível de qualquer dirigente do Podemos, a manterem a intenção de marchar, pacificamente, empunhando pequenos cartazes de contestação aos resultados, a polícia acabou por fazer vários disparos de gás lacrimogéneo para dispersar, cerca das 10:50 locais (08:50 em Lisboa).



Com moradores na envolvente a atirarem pedras e outros objetos para o local, em protesto contra a ação da polícia, o grupo acabou por se separar, mas pouco depois, na avenida Eduardo Mondlane, uma parte dessas pessoas, que se concentrou no local, voltou a ser dispersada com novos lançamentos de gás lacrimogéneo.



Venâncio Mondlane apelou a uma greve geral e manifestações durante uma semana em Moçambique, a partir de 31 de outubro, e marchas em Maputo em 07 de novembro.



O candidato presidencial designou esta como a terceira etapa da contestação aos resultados das eleições gerais de 09 de outubro, que se segue aos protestos realizados nos passados dias 21, 24 e 25 de outubro, que provocaram confrontos com a polícia, de que resultaram pelo menos 10 mortos, dezenas de feridos e 500 detidos, segundo o Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização não-governamental moçambicana que monitoriza os processos eleitorais.



O CIP e o CDD -- Centro para a Democracia e Direitos Humanos estimam que nos confrontos dos últimos dias morreram pelo menos nove pessoas nas províncias de Nampula e Zambézia em confrontos com a polícia no contexto dos protestos pós-eleitorais.



A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou em 24 de outubro a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975), na eleição a Presidente da República de 09 de outubro, com 70,67% dos votos.



Venâncio Mondlane, apoiado pelo Podemos, extraparlamentar, ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas afirmou não reconhecer estes resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.




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Médicos marcharam em Maputo pedindo "parem de matar o nosso povo"


A pressão de algumas centenas de profissionais de saúde moçambicanos, liderados pelos médicos, gritando "parem de matar o nosso povo", concretizou hoje a primeira manifestação em Maputo desde a paralisação das atividades no âmbito da contestação aos resultados eleitorais.



Médicos marcharam em Maputo pedindo parem de matar o nosso povo






Anunciada inicialmente como uma "marcha pela saúde e pelos direitos humanos", logo cedo Napoleão Viola, presidente da Associação Médica de Moçambique (AMM), que acabou por liderar a manifestação, avisava do entendimento com a polícia para passar o protesto a uma concentração à porta da instituição por "motivos de segurança".




Perante a pressão de centenas de profissionais de saúde, que gritavam "queremos marcha", os manifestantes acabaram por seguir, primeiro, a pé, pacificamente, até ao Banco de Socorro do Hospital Central de Maputo, retornando e, em seguida, descendo a avenida Eduardo Mondlane e marchando até à estátua do histórico líder moçambicano, entre gritos de "socorro", "salvem Moçambique" e "parem de matar o nosso povo", enquanto centenas nos prédios e nos passeios aplaudiam.



Cerca das 12:00 locais (10:00 em Lisboa), já no caminho de regresso à sede da AMM, empunhando cartazes de contestação à violência pós-eleitoral e à repressão policial, sempre sem qualquer incidente ao longo de mais de duas horas, e perante a vigilância da polícia, estes profissionais gritavam: "Marchamos ou não marchamos?".




"Correu muito bem, na medida em que os objetivos foram atingidos. Primeiro passar uma mensagem de paz, de saúde e da necessidade de melhorar a questão da segurança pública, da não violência e do respeito pelos direitos humanos", afirmava, no final, Napoleão Viola.



"Segundo, conseguiu-se garantir que os colegas pudessem efetivamente, hoje, marchar com liberdade e com segurança e a polícia também conseguiu cumprir com o seu papel, também está de parabéns", acrescentava o líder da classe médica, numa marcha marcada por profissionais de bata branca e estetoscópios ao pescoço.




Esta foi a primeira manifestação, que descreveram como "apartidária", que se realizou sem intervenção da polícia -- que travou as anteriores com gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes - desde quinta-feira, quando iniciou o período de sete dias de paralisação geral e contestação pedidos pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados anunciados das eleições gerais de 09 de outubro, que deram a vitória (70,67%) a Daniel Chapo, candidato apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder desde 1975).




"É a grande lição que fica hoje, de que devemos ter a capacidade para ouvir a voz do povo. Ouvimos a voz do povo, associação ouviu, a polícia ouviu, e conseguimos garantir a segurança para todos e todos estamos felizes no final do dia", afirmava o presidente da AMM.




Durante o protesto de hoje, os médicos denunciaram que na violência dos últimos dias, nomeadamente em manifestações travadas pela polícia, pelo menos 108 pessoas foram baleadas e 16 morreram, estando os serviços de saúde sob pressão.




Fyasse, pediatra de 40 anos, garantia, ao longo da marcha, que a mensagem dos médicos moçambicanos passou: "Passamos aquilo que era o sentimento de todos os moçambicanos e principalmente nós, da área da saúde, que prezamos pela vida e pela saúde dos nossos pacientes".




Enquanto isso os colegas voltavam ao grito de protesto que marcou a marcha de hoje.



"Não matem o nosso povo, exatamente. Não matem o povo porque é uma violência. Basta", explicava o pediatra.




Iaqni de Sousa, médico de clínica geral de 30 anos, fez questão de mostrar nesta marcha "indignação" pelo que diz ser a "violação dos direitos humanos" e o "atentado à vida".




"Nós estamos a preservar a vida, esse é o nosso maior valor. É um direito fundamental para todos", atirava.




Ao lado, um estudante de medicina, que acabou de ingressar no curso, desabafava: "A polícia não tem simplesmente que tirar a vida a um ser humano".




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Maputo acorda deserta e com forte presença policial em dia de manifestação


A cidade de Maputo acordou hoje praticamente deserta, com pequenos grupos de pessoas a caminho do trabalho, apesar do encerramento quase total das atividades, e com uma forte presença de polícia e militares na rua.


Maputo acorda deserta e com forte presença policial em dia de manifestação






No dia convocado pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane para uma manifestação em Maputo contra os resultados eleitorais, há uma quase total ausência de viaturas a circular no centro da cidade, ao início da manhã, e um movimento muito tímido nos subúrbios.




Também é visível uma forte presença de forças polícias e de militares, incluindo com viaturas blindadas e elementos da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) nos locais mais sensíveis da cidade e nos bairros suburbanos, palco nos últimos dias de manifestações violentas.



Até às 08:00 locais (06:00 em Lisboa) não é conhecido qualquer tumulto na cidade e alguns trabalhadores, com as suas mochilas e marmitas, tentam caminhar para o centro da cidade, dada a ausência de transportes.



Tal como acontece há uma semana, hoje registam-se novamente fortes condicionalismos no acesso à Internet, nomeadamente redes sociais.



O anúncio pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique a 24 de outubro, em que atribuiu a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República, com 70,67% dos votos, espoletou protestos populares, convocados por Venâncio Mondlane.



Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este afirmou não reconhecer os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.



Após protestos nas ruas que paralisaram o país, Mondlane convocou novamente a população para uma paralisação geral de sete dias, desde 31 de outubro, com protestos nacionais e uma manifestação concentrada em Maputo convocada para hoje.



A Ordem dos Advogados de Moçambique alertou que "existem todos os condimentos" para que haja "um banho de sangue", apelando a "um diálogo genuíno" para que isso não aconteça.



Hoje cumpre-se o oitavo dia de paralisação e manifestações em todo o país, com a generalidade a levar à intervenção da polícia, que dispersa com tiros e gás lacrimogéneo, enquanto os manifestantes cortam avenidas, atiram pedras e incendeiam equipamentos públicos e privados.



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Polícia dispersa com gás lacrimogéneo centenas de manifestantes em Maputo


A polícia dispersou hoje com gás lacrimogéneo centenas de pessoas que tentavam sair do bairro de Maxaquene, nos arredores de Maputo, em direção ao centro da capital moçambicana para se manifestarem contra o resultado das eleições gerais.



Polícia dispersa com gás lacrimogéneo centenas de manifestantes em Maputo






A primeira carga policial, cerca das 09:20 locais (07:20 em Lisboa) levou à dispersão dos manifestantes, mas pouco depois estes voltaram a juntar-se e ripostaram ao gás lacrimogéneo lançando pedras e garrafas na direção da polícia.



Nestes confrontos, pelo menos uma pessoa ficou ferida.



Nas principais ruas de Maputo e nos bairros suburbanos há uma forte presença da polícia e militares, com viaturas blindadas e elementos da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), e os manifestantes começaram a deslocar-se a partir dos subúrbios em direção à capital moçambicana, que hoje de manhã estava praticamente deserta e com a quase totalidade das atividades e estabelecimentos encerrados.




Tal como acontece há uma semana, hoje registam-se novamente fortes condicionalismos no acesso à Internet, nomeadamente redes sociais.



O anúncio pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique a 24 de outubro, em que atribuiu a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República, com 70,67% dos votos, espoletou protestos populares, convocados por Venâncio Mondlane.




Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este afirmou não reconhecer os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.




Após protestos nas ruas que paralisaram o país, Mondlane convocou novamente a população para uma paralisação geral de sete dias, desde 31 de outubro, com protestos nacionais e uma manifestação concentrada em Maputo convocada para hoje.



A Ordem dos Advogados de Moçambique alertou que "existem todos os condimentos" para que haja "um banho de sangue", apelando a "um diálogo genuíno" para que isso não aconteça.



Hoje cumpre-se o oitavo dia de paralisação e manifestações em todo o país, com a generalidade a levar à intervenção da polícia, que dispersa com tiros e gás lacrimogéneo, enquanto os manifestantes cortam avenidas, atiram pedras e incendeiam equipamentos públicos e privados.




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Fumo negro, pilhagens, estouros e gás lacrimogéneo levam caos a Maputo


Maputo vive hoje um cenário de caos, com pilhagens, manifestantes pró-Venâncio Mondlane a colocarem pneus a arder nas avenidas principais, intransitáveis, perante um fumo negro cobre parte da cidade, entre consecutivos estouros de granadas de gás lacrimogéneo.



Fumo negro, pilhagens, estouros e gás lacrimogéneo levam caos a Maputo






Contentores do lixo e pneus em chamas, disparos de gás lacrimogéneo, incluindo granadas, na tentativa de dispersar os manifestantes, que rapidamente se reagrupavam respondendo com o arremesso de pedras e outros objetos é um cenário que se repete em várias ruas, onde é visível a presença, também, de militares.




Um dos desses cenários é na praticamente intransitável avenida Eduardo Mondlane, no coração da capital moçambicana, com vários pneus em chamas, apesar do forte aparato policial no local e os constantes disparos de gás lacrimogéneo que ecoam pela cidade, juntamente com tiros para dispersar, enquanto moradores nas janelas batem panelas em protesto.



A avenida Julius Nyerere, outra artéria central de Maputo, encontrava-se, pelas 13:00 locais (11:00 em Lisboa), encerrada ao trânsito no troço junto à Presidência da República, com a forte presença de militares no local.




Nos bairros da cidade são visíveis grupos desorganizados de manifestantes e dezenas de garrafões de água espalhados pelas ruas, que estes usam para lavar a cara após o lançamento de gás lacrimogéneo.




Durante a manhã, duas lojas -- de mobiliário e de telecomunicações - do centro comercial da marca sul-africana de supermercados Shoprite, na avenida Acordos de Lusaka, também intransitável e envolta num espesso fumo negro, juntamente com a adjacente avenida Joaquim Chissano, foram saqueadas pela população, incluindo crianças, que levaram televisores, telemóveis, impressoras e até frigoríficos, grande parte destes refugiando-se na antiga Praça de Touros da cidade, ao lado, transformada há vários anos em local de habitação.




No local, conforme a Lusa presenciou, um forte contingente policial tentou travar as pilhagens, realizadas segundo os seguranças no local "por mais de 100 pessoas", e perseguiu os autores, tendo sido feitas várias detenções, ao mesmo tempo que era dado tiro pela policia e lançado gás lacrimogéneo no local, enquanto parte recuperavam material saqueado, por entre um chão repleto de caixas de telemóveis abertas, vazias.




Noutro ponto da cidade, depois das 09:00 locais, uma marcha com centenas de pessoas, identificadas como apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane - que não reconhece os resultados anunciados das eleições gerais de 09 de outubro -, que convocou estes protestos, empunhando cartazes e tarjas, saiu do bairro da Maxaquene, subúrbios de Maputo, e só foi travada pela polícia à entrada do centro da cidade com a intervenção, repetida, da polícia, que lançou consecutivamente gás lacrimogéneo para os afastar.





A cada intervenção policial, que tinha ainda cordões de segurança com equipas cinotécnicas e militares, para impedir o acesso ao centro, os manifestantes reorganizavam-se e voltavam a tentar progredir, repetindo-se tudo, com arremesso de pedras, ações que provocaram pelo menos um ferido entre a população.




"A polícia não nos vai parar hoje. E não vamos vandalizar nada. Estamos armados? Não estamos armados. Este país é o nosso", afirmava um dos manifestantes, confessando-se cansado de "50 anos de miséria".



"Estamos a perguntar qual é a avenida em que podemos marchar", retorquia, entre declarações aos jornalistas e à polícia, já depois de por dois momentos ter sido usado gás lacrimogéneo para os tentar desmobilizar, com dezenas de disparos.



Antes, cerca das 08:00 locais, noutra artéria de saída do bairro, junto à avenida Joaquim Chissano, a polícia conseguiu demover um pequeno grupo de menos duas dezenas de manifestantes que tentava iniciar a primeira marcha pela cidade.



"O vosso problema é que quando a gente conversa convosco, vocês querem lutar connosco, não é que nós queremos agora. Nós somos todos moçambicanos, estamos a lutar entre irmãos", afirmava o chefe da força policial no local, a apelar à calma e à desmobilização ao "conversar" com os manifestantes, enquanto um grupo da polícia já estava posicionado para travar a eventual progressão.



"O senhor tem altas condições, a população está a sofrer", retorquia, na mesma conversa, um dos manifestantes, antes de o grupo recuar, mesmo que por pouco tempo.




Durante a manhã foi percetível a intenção da polícia de manter os protestos e os manifestantes nos subúrbios, evitando a progressão para o centro, o que acabou por acontecer através de pequenos grupos.



Há relatos destes confrontos, além do centro da cidade, um pouco por todos os subúrbios de Maputo.



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Maputo anoitece entre o cheiro a queimado e a gás lacrimogéneo


O centro da capital moçambicana apresentava hoje ao fim do dia um rasto de destruição, com algumas barricadas de manifestantes, apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane, travados pela polícia, a resistem entre o cheiro a queimado e gás lacrimogéneo.



Maputo anoitece entre o cheiro a queimado e a gás lacrimogéneo







Numa ronda pela cidade de Maputo ao cair da noite a Lusa constatou dezenas de focos de pneus e outros objetos em chamas ou em cinzas pelas ruas, embora com o trânsito já quase totalmente reposto em avenidas como Eduardo Mondlane e 24 de Julho, no coração da capital moçambicana, após a intervenção dos bombeiros.



Até ao início da tarde, diversos grupos de manifestantes distribuíram-se pela cidade, respondendo ao apelo de Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados anunciados das eleições gerais de 09 de outubro, e acabaram por vandalizar vários equipamentos públicos, desde semáforos a painéis publicitários, atirando pedras e garrafas à polícia, que travava o seu avanço.



O cheiro a queimado e a gás lacrimogéneo sente-se em várias ruas da cidade, praticamente desertas ao início da noite, com todo o tipo de espaços públicos e privados encerrados, como no resto do dia.



O rasto de destruição compõe-se ainda por pedras de todos os tamanhos, contentores do lixo de todas as dimensões e paus espalhados por várias ruas, e a insegurança que se sente na cidade faz com que as regras de trânsito sejam praticamente esquecidas pelos poucos condutores que arriscam sair, com receio de serem apanhados entre manifestantes e a polícia.



Ao início da noite, a polícia ainda percorria ruas a lançar gás lacrimogéneo para dispersar pequenos grupos ou a realizar detenções, alegadamente relacionadas com o saque e vandalização durante a manhã, em dois estabelecimentos comerciais do centro de Maputo.



Na entrada do bairro da Maxaquene permanecia, tal como acontecia desde as primeiras horas da manhã, um grupo de dezenas de manifestantes que não passaram para o centro da cidade devido à barreira policial ali criada, e a avenida Vladimir Lenine, que cruza aquela área, continuava cortada e ocupada por populares e pneus em chamas.


Um vaivém permanente de viaturas policiais e militares, com agentes a dispararem gás lacrimogéneo e tiros para o ar, mantinha-se, sobretudo nas avenidas Joaquim Chissano e Julius Nyerere, principais entradas e saídas da cidade.


Durante a tarde, um grupo de manifestantes que pretendia regressar a casa acabou sendo escoltado na rua por militares, sem incidentes, o que valeu os aplausos de quem se encontrava na zona da praça da Organização da Mulher Moçambicana.


A circulação em toda a envolvente da Presidência da República permanece cortada e nas imediações do Palácio da Ponta Vermelha, residência oficial do chefe de Estado, é visível um forte aparato militar, mas sem qualquer incidente conhecido.


Em várias zonas suburbanas da cidade continua a haver relatos de manifestantes desmobilizados pela ação da polícia.



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Militares chegam ao centro de Maputo para limpar vias vandalizadas


Dezenas de militares moçambicanos começaram esta noite a chegar ao centro de Maputo, carregando pás, para limparem a destruição e vandalização provocada pelas manifestações de hoje, que deixaram intransitáveis várias artérias centrais da capital, constatou a Lusa.



Militares chegam ao centro de Maputo para limpar vias vandalizadas





Ainda não eram 19h00 locais (17h00 em Lisboa) quando dois camiões de transporte de militares chegaram à avenida Acordos de Lusaka, palco esta manhã de várias ações de vandalização e saque de duas lojas, de mobiliário e telecomunicações, no centro comercial do grupo sul-africano Shoprite.



Após uma rápida formatura, de arma a tiracolo e pás nas mãos, os militares seguiram para aquela avenida e ruas adjacentes para limparem as marcas de dezenas de pneus e contentores do lixo incendiados, removendo pedras de todos os tamanhos e todo o rasto de destruição, perante o olhar surpreendido dos moradores.



"Um grande serviço que estão a fazer", desabava uma moradora, ao ver o trabalho dos militares, que retiravam destroços ainda incandescentes das mesmas ruas que, horas antes, estavam tomadas pelo caos e pela destruição, bem como o que sobrou das barricadas montadas por apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados anunciados das eleições gerais de 09 de outubro e que convocou estes protestos.



No mesmo local, horas antes, a polícia tinha travado manifestações dos apoiantes de Venâncio Mondlane com tiros para o ar e lançamento de gás lacrimogéneo, com aqueles a responderem com arremesso de pedras e garrafas.



Num trabalho que previsivelmente vai prolongar-se durante horas, face ao nível de vandalização das vias nesta zona da cidade, os militares seguiram depois em direção à avenida Joaquim Chissano, que esteve intransitável, devido a estes confrontos, durante quase todo o dia.



O ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Cristóvão Chume, reconheceu na terça-feira sinais de "intenção firme e credível de alterar" a ordem constitucional, avisando que, se o escalar da violência continuar, as Forças Armadas serão chamadas a "proteger" o Estado.



"Se o escalar da violência continuar não se coloca outra alternativa senão mudarmos as posições das forças no terreno e colocarmos as Forças Armadas a proteger aquilo que são os fins do Estado", disse o ministro, numa conferência de imprensa em Maputo, assumindo já então que os militares estão no terreno apenas no apoio às restantes forças de segurança e à população, concretizada esta noite na reposição da vandalização nas principais avenidas da cidade.



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Mondlane garante protestos de rua até reposiçao da "verdade eleitoral"


O candidato presidencial moçambicano Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados anunciados das eleições gerais de 09 de outubro em Moçambique, anunciou hoje que as manifestações de protesto são para manter até que seja reposta a verdade eleitoral.


Mondlane garante protestos de rua até reposiçao da verdade eleitoral






Mondlane, que fez o anúncio numa 'live' na rede social Facebook, acusou a polícia de estar a saquear estabelecimentos comerciais e, no bairro de Maxaquene, de ter matado duas pessoas.


"O povo está disponível para tomar o poder e vai tomar o poder. A hora já chegou e o povo já tomou o poder", frisou, referindo-se aos populares que estão nas ruas da capital moçambicana.




O anúncio pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique, em 24 de outubro, dos resultados das eleições de 09 de outubro, em que atribuiu a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República, com 70,67% dos votos, espoletou protestos populares, convocados pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.




Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este afirmou não reconhecer os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.



Após protestos nas ruas que paralisaram o país, Mondlane convocou novamente a população para uma paralisação geral de sete dias, desde 31 de outubro, com protestos nacionais e uma manifestação concentrada em Maputo convocada para hoje.



Hoje cumpre-se o oitavo dia de paralisação e manifestações em todo o país, com a generalidade a levar à intervenção da polícia, que dispersa com tiros e gás lacrimogéneo, enquanto os manifestantes cortam avenidas, atiram pedras e incendeiam equipamentos públicos e privados.



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Pelo menos 3 mortos e 66 feridos na quinta-feira em confrontos em Maputo


Pelo menos três mortos e 66 pessoas ficaram feridas durante confrontos entre manifestantes e a polícia na quinta-feira, oitavo dia das greves convocadas por Venâncio Mondlane, anunciou hoje o Hospital Central de Maputo (HCM), maior unidade do país.



Pelo menos 3 mortos e 66 feridos na quinta-feira em confrontos em Maputo







"Ontem, dia 07, [quinta-feira] em todas as nossas portas de entrada tivemos um cumulativo de 138 admitidos, dos quais a urgência de adultos teve 101 pacientes. Dos 101 pacientes, 66 foram vítimas dessas manifestações e os restantes foram por outras causas", disse o diretor do Serviço de Urgência de Adulto no HCM, Dino Lopes, em declarações à comunicação social.




Dados apresentados pelo responsável dão conta de que pelo menos três pessoas perderam a vida na quinta-feira, em resultado das manifestações.



"Dos 66 feridos, tivemos 57 possivelmente com lesões causadas por armas de fogo, quatro por queda, três por agressão física e dois feridos com armas brancas", acrescentou o diretor do Serviço de Urgência de Adulto no HCM.



Adiantou ainda que do total dos feridos, quatro pacientes encontram-se em estado grave, sendo que deste número dois necessitaram de intervenções cirúrgicas e um encontra-se sobre cuidados intensivos na maior unidade hospitalar do país.



Entre as vítimas, disse Dino Lopes, o maior grupo, com 34 feridos, têm idades compreendidas entre 25 e 35 anos de idade, seguido de 17 feridos na faixa etária entre 15 e 25 anos de idade, num dia em que o HCM afirma não ter recebido crianças feridas em resultado das manifestações.



Para responder à demanda, disse Dino Lopes, o HCM contou com o contributo de estudantes de medicina da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM), para além dos médicos de outras unidades sanitárias e de organizações não-governamentais que se voluntariaram para auxiliar na assistência aos pacientes.



O anúncio pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique, em 24 de outubro, dos resultados das eleições de 09 de outubro, em que atribuiu a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República, com 70,67% dos votos, espoletou protestos populares, convocados pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.



Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este afirmou não reconhecer os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.



Após protestos nas ruas que paralisaram o país, Mondlane convocou novamente a população para uma paralisação geral de sete dias, desde 31 de outubro, com protestos nacionais e uma manifestação concentrada em Maputo anteriormente convocada para quinta-feira, 07 de novembro.



Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados anunciados das eleições gerais de 09 de outubro em Moçambique, anunciou quinta-feira que as manifestações de protesto são para manter até que seja reposta a verdade eleitoral.




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"Grito de socorro" traz caos e violência ao centro de Maputo.


Manifestações são para manter até que seja reposta a verdade eleitoral, garante Venâncio Mondlane.


Grito de socorro traz caos e violência ao centro de Maputo. As imagens







Maputo vive um cenário de caos, com pilhagens, manifestantes pró-Venâncio Mondlane a colocarem pneus a arder nas avenidas principais, para protestar contra os resultados das eleições gerais.




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"A nossa marcha é para a reposição da verdade eleitoral, a nossa manifestação é para dar fim aos raptos e sequestros, a nossa marcha é o grito de socorro que não queremos mais terrorismo em Moçambique. Não queremos mais o assassinato do nosso povo, não queremos mais miséria quando Moçambique é um país riquíssimo", afirmou Venâncio Mondlane, num vídeo partilhado nas suas redes sociais.



O candidato presidencial garantiu, ainda, que as manifestações de protesto são para manter até que seja reposta a verdade eleitoral.



Entretanto, o caos permanece na capital do país, que ficou marcada no último dia por contentores do lixo e pneus em chamas, e disparos de gás lacrimogéneo, incluindo granadas, na tentativa de dispersar os manifestantes, que rapidamente se reagrupavam respondendo com o arremesso de pedras e outros objetos.




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Resultados das eleições



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A 24 de outubro, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique atribuiu a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República, com 70,67% dos votos.



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Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este afirmou não reconhecer os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.



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Moçambique. "Internet está a ser utilizada para a destruição do país"


O ministro dos Transportes e Comunicações moçambicano admitiu hoje que as restrições à internet, sobretudo nas redes sociais, resultou da própria ação dos operadores, para que não fosse utilizada para "destruir" o país, no contexto das manifestações pós-eleitorais.



Moçambique. Internet está a ser utilizada para a destruição do país






"É uma combinação de muitos fatores. A destruição de infraestruturas, mas também a segurança dos próprios operadores, que têm de trabalhar num ambiente de segurança. Também a responsabilidade civil dos operadores, posso dizer, quando veem que a Internet está a ser utilizada para a destruição do país", disse o ministro Mateus Magala, questionado pelos jornalistas, na província de Maputo.




"Certamente eles próprios tomaram medidas para prevenir que a Internet seja um bem coletivo, não um mal usado para destruir o nosso país", afirmou ainda.



Há praticamente duas semanas que o acesso à Internet, nomeadamente redes sociais e WhatsApp, está limitado, sendo estes habituais meios para convocação e divulgação de manifestações.



"Quando vemos violações que põe em perigo a integridade de todos os moçambicanos na nação temos que agir como tal, para que os nossos meios de comunicação não sejam usados para a destruição do país. É nesse contexto que por exemplo muitas pessoas, por causa da segurança, não se fizeram ao serviço. Será que foi o Governo que disse para eles não irem ao serviço? Não, o Governo disse 'vamos trabalhar', mas as pessoas tomaram a decisão, pela perceção do risco onde estão, que não se podiam locomover", acrescentou Magala.



O ministrou apelou à população "para pautar pelo civismo e a proteção das infraestruturas de transportes e comunicações", para "que não haja a interrupção" desses serviços no país.



O anúncio pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique, em 24 de outubro, dos resultados das eleições de 09 de outubro, em que atribuiu a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República, com 70,67% dos votos, espoletou protestos populares, convocados pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.



Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este afirmou não reconhecer os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional, que não tem prazos para esse efeito e ainda está a analisar o contencioso.



Após protestos nas ruas que paralisaram o país nos dias 21, 24 e 25 de outubro, Mondlane convocou novamente a população para uma paralisação geral de sete dias, desde 31 de outubro, com protestos nacionais e uma manifestação concentrada em Maputo na quinta-feira, 07 de novembro, que provocou o caos na capital, com diversas barricadas, pneus em chamas e disparos de tiros e gás lacrimogéneo pela polícia, durante todo o dia, para dispersar.



Venâncio Mondlane anunciou quinta-feira que as manifestações de protesto são para manter até que seja reposta a verdade eleitoral.



Pelo menos três pessoas foram mortas e 66 ficaram feridas durante confrontos entre manifestantes e a polícia na quinta-feira, oitavo dia das greves convocadas por Venâncio Mondlane, anunciou o Hospital Central de Maputo (HCM), maior unidade sanitária do país.



"Em todas as nossas portas de entrada tivemos um cumulativo de 138 admitidos, dos quais a urgência de adultos teve 101 pacientes. Dos 101 pacientes, 66 foram vítimas dessas manifestações e os restantes foram por outras causas", disse o diretor do Serviço de Urgência de Adulto no HCM, Dino Lopes.



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Mais de uma dezena de viaturas e autocarros incendiados em Maputo


Pelo menos quatro autocarros municipais, seis viaturas particulares e dois tratores foram destruídos nos últimos dias em Maputo, nas violentas manifestações pós-eleitorais na capital, bem como edifícios públicos, revelou hoje o autarca da capital moçambicana, Razaque Manhique.



Mais de uma dezena de viaturas e autocarros incendiados em Maputo







"Estes episódios causaram danos consideráveis ao nosso património e geraram transtornos para todos os munícipes. A destruição de infraestruturas essenciais afeta o dia o dia dos nossos cidadãos, prejudicam o funcionamento da cidade e representa um retrocesso nos esforços de desenvolvimento que temos implementado com tanto empenho e esforço", disse o autarca, na cerimónia que hoje assinalou o 137.º aniversário da elevação de Maputo a cidade.




Apontou que Maputo "foi palco de manifestações violentas, que resultaram na destruição de bens públicos e privados", incluindo o incêndio de edifícios municipais e do Estado.




Acrescentou que "dados preliminares" indicam que pelo menos seis viaturas particulares e dois tratores "ficaram totalmente destruídos depois de terem sido incendiados durante as manifestações", vandalizações que "vão comprometer a mobilidade urbana e a recolha de resíduos sólidos" na cidade.




"Há registo de 15 postos de semáforos em cruzamentos semaforizados que foram vandalizados, vários abrigos de paragens e de carros, quatro autocarros da Empresa de Transportes de Maputo também não escaparam a essa ação (...) registamos 52 contentores de resíduos sólidos completamente destruídos em toda a nossa cidade. Temos uma vasta extensão da rede viária danificada devido à queima de pneus", acrescentou.



Razaque Manhique reconheceu que as manifestações "surgem de anseios e desafios" que principalmente os jovens "enfrentam diariamente", mas apelou a que "todos expressem as suas preocupações de forma pacifica e construtiva".



"Em resposta a esses acontecimentos, o Conselho Municipal de Maputo reafirma o seu compromisso com a reconstrução dos bens danificados e a restauração das infraestruturas essenciais para o pleno funcionamento da nossa cidade" para "devolver a cidade de Maputo à dignidade e funcionalidade que ela merece", garantiu Manhique.



O anúncio pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique, em 24 de outubro, dos resultados das eleições de 09 de outubro, em que atribuiu a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República, com 70,67% dos votos, espoletou protestos populares, convocados pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.




Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este afirmou não reconhecer os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional, que não tem prazos para esse efeito e ainda está a analisar o contencioso.



Após protestos nas ruas que paralisaram o país nos dias 21, 24 e 25 de outubro, Mondlane convocou novamente a população para uma paralisação geral de sete dias, desde 31 de outubro, com protestos nacionais e uma manifestação concentrada em Maputo na quinta-feira, 07 de novembro, que provocou o caos na capital, com diversas barricadas, pneus em chamas e disparos de tiros e gás lacrimogéneo pela polícia, durante todo o dia, para dispersar.



Venâncio Mondlane anunciou quinta-feira que as manifestações de protesto são para manter até que seja reposta a verdade eleitoral.



Pelo menos três pessoas foram mortas e 66 ficaram feridas durante confrontos entre manifestantes e a polícia na quinta-feira, oitavo dia das greves convocadas por Venâncio Mondlane, anunciou o Hospital Central de Maputo (HCM), maior unidade sanitária do país.



"Em todas as nossas portas de entrada tivemos um cumulativo de 138 admitidos, dos quais a urgência de adultos teve 101 pacientes. Dos 101 pacientes, 66 foram vítimas dessas manifestações e os restantes foram por outras causas", disse o diretor do Serviço de Urgência de Adulto no HCM, Dino Lopes.



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Moçambique. Cinco mortos e 38 baleados no último dia de manifestações


Pelo menos cinco pessoas morreram, 38 foram baleadas e 164 detidas em Moçambique em 07 de novembro, último dia da terceira fase das manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, divulgou hoje a ONG moçambicana Plataforma Eleitoral Decide.


Moçambique. Cinco mortos e 38 baleados no último dia de manifestações







Moçambique, e sobretudo Maputo, a capital, viveram paralisações de atividades e manifestações convocadas desde 21 de outubro por Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados das eleições gerais anunciados pela Comissão Nacional de Eleições, que dão vitória à Daniel Chapo e à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder).




As manifestações, maioritariamente violentas, deixaram um rastro de destruição em Maputo, com registo de mortos, feridos, detidos, infraestruturas destruídas e estabelecimentos comerciais saqueados, sobretudo em 07 de novembro.



Segundo dados apresentados hoje por aquela Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana, três das mortes ocorreram na cidade de Maputo, uma na província de Inhambane, no sul do país, e outra na província de Tete, no centro de Moçambique.



A plataforma Decide contabilizou igualmente 38 baleados, sendo a cidade de Maputo com maior número de casos (32), seguida da província de Inhambane com três baleados, província de Maputo com um, em igual número com as províncias da Zambézia, no centro do país e de Tete.



Aquela ONG indica ainda que das 164 pessoas detidas, em confrontos entre manifestantes e a polícia, 61 casos foram registados na capital do país, 51 na Zambézia, 25 em Nampula, no norte do país, oito em Inhambane, seis na província de Maputo, quatro em Sofala, centro de Moçambique, um em Gaza, no sul, em igual número em Tete.



Acrescenta que fora do país, em resultado de manifestações de contestação dos resultados das eleições gerais em Moçambique a 09 de outubro, pelo menos sete pessoas foram detidas em Angola.



Após protestos nas ruas que paralisaram o país em 21, 24 e 25 de outubro, Mondlane convocou novamente a população para uma paralisação geral de sete dias, desde 31 de outubro, com protestos nacionais e uma manifestação concentrada em Maputo, a 07 de novembro, que provocou o caos na capital, com diversas barricadas, pneus em chamas e disparos de tiros e gás lacrimogéneo pela polícia, durante todo o dia.



Venâncio Mondlane disse na quinta-feira que as manifestações de protesto seriam para manter até que seja reposta a verdade eleitoral.



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Pelo menos seis mortos, oito baleados e nove detidos em Moçambique


A Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana Plataforma Eleitoral Decide denunciou hoje que pelo menos seis pessoas morreram esta manhã na província de Nampula, norte, e outras nove ficaram detidas em Manica, centro, em confrontos entre manifestantes e polícia.


Pelo menos seis mortos, oito baleados e nove detidos em Moçambique






Segundo dados divulgados no levantamento feito por aquela plataforma que monitoriza o processo eleitoral, pelo menos oito pessoas foram igualmente baleadas na província de Nampula, também em tumultos entre as autoridades policiais e manifestantes.




O candidato presidencial Venâncio Mondlane pediu um novo período de manifestações nacionais em Moçambique, durante três dias, a partir de hoje, em todas as capitais provinciais, incluindo Maputo, contestando o processo eleitoral.




"Vamo-nos manifestar nas fronteiras, nos portos e nas capitais provinciais (...). Vamos paralisar todas as atividades para que percebam que o povo está cansado", apelou na segunda-feira Venâncio Mondlane, sobre a "quarta etapa" de contestação ao processo das eleições gerais de 09 de outubro.




Um protesto que pediu para ser alargado aos portos e às fronteiras do país, e aos corredores de transporte que ligam estas infraestruturas, apelando à adesão dos camionistas: "Não obrigamos ninguém a aderir à manifestação. Passamos os valores da manifestação e quem quiser adere".




O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) Bernardino Rafael, disse na terça-feira que é preciso um "basta" às manifestações e paralisações, referindo que são "terrorismo urbano" com intenção de "alterar a ordem constitucional".




"Urge dizer basta às manifestações violentas com tendência de sabotagem de grandes empreendimentos que o país conquistou durante a independência e que são a esperança da geração vindoura", declarou Bernardino Rafael.




Os empresários moçambicanos estimaram na terça-feira em 24,8 mil milhões de meticais (354 milhões de euros) os prejuízos causados em dez dias de paralisações e manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, com 151 unidades empresariais vandalizadas.




"Com estas manifestações acompanhadas pelas paralisações da atividade económica, constatamos que os setores de comércio, logística e transporte foram os mais afetados, sendo que as perdas totais e impacto no PIB (Produto Interno Bruto) totalizaram 24,8 mil milhões de meticais (354 milhões de euros), que são cerca de 2,2% do nosso PIB", declarou o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma.




O Ministério Público (MP) moçambicano já instaurou 208 processos-crime para responsabilizar os autores "morais e materiais" da violência nas manifestações pós-eleitorais, anunciou também na terça-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsabilizando o candidato presidencial Venâncio Mondlane.



A PGR refere que, no "âmbito das suas competências constitucionais e legais", o MP "tem estado a instaurar processos judiciais, visando a responsabilização criminal" dos autores "morais e materiais", e "cúmplices destes atos".



"Tendo sido desencadeados, até ao momento, 208 processos-crime, nos quais se investiga homicídios, ofensas corporais, danos, incitamento a desobediência coletiva, bem como a conjuração ou conspiração para prática de crime contra a segurança do Estado e alteração violenta do Estado de direito", lê-se.




Moçambique, e sobretudo Maputo, a capital, viveram paralisações de atividades e manifestações convocadas desde 21 de outubro por Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados das eleições gerais anunciados pela Comissão Nacional de Eleições, que dão vitória a Daniel Chapo e à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder).




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Manifestantes impedem circulação na maior fronteira moçambicana


Manifestantes ocuparam hoje a estrada Nacional 4, junto à fronteira de Ressano Garcia, impedindo a circulação na maior travessia terrestre entre Moçambique e África do Sul, no primeiro de três dias de protestos convocados pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.


Manifestantes impedem circulação na maior fronteira moçambicana






A fronteira, a cerca de 90 quilómetros de Maputo, reabriu totalmente no sábado, depois de confrontos provocados por manifestantes que condicionaram a passagem durante cerca de uma semana, o que levou entretanto a um reforço policial no perímetro da fronteira, cujo acesso voltou, desde o início da manhã de hoje, a ser ocupado por pessoas em protesto.




O candidato presidencial Venâncio Mondlane pediu um novo período de manifestações nacionais em Moçambique, durante três dias, a partir de hoje, em todas as capitais provinciais, incluindo Maputo, contestando o processo eleitoral.



"Vamo-nos manifestar nas fronteiras, nos portos e nas capitais provinciais (...). Vamos paralisar todas as atividades para que percebam que o povo está cansado", apelou na segunda-feira Venâncio Mondlane, sobre a "quarta etapa" de contestação ao processo das eleições gerais de 09 de outubro.



Um protesto que pediu para ser alargado aos portos e às fronteiras do país, e aos corredores de transporte que ligam estas infraestruturas, apelando à adesão dos camionistas: "Não obrigamos ninguém a aderir à manifestação. Passamos os valores da manifestação e quem quiser adere".



O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) Bernardino Rafael, disse na terça-feira que é preciso um "basta" às manifestações e paralisações, referindo que são "terrorismo urbano" com intenção de "alterar a ordem constitucional".



"Urge dizer basta às manifestações violentas com tendência de sabotagem de grandes empreendimentos que o país conquistou durante a independência e que são a esperança da geração vindoura", declarou Bernardino Rafael.



Os empresários moçambicanos estimaram na terça-feira em 24,8 mil milhões de meticais (354 milhões de euros) os prejuízos causados em dez dias de paralisações e manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, com 151 unidades empresariais vandalizadas.



"Com estas manifestações acompanhadas pelas paralisações da atividade económica, constatamos que os setores de comércio, logística e transporte foram os mais afetados, sendo que as perdas totais e impacto no PIB (Produto Interno Bruto) totalizaram 24,8 mil milhões de meticais (354 milhões de euros), que são cerca de 2,2% do nosso PIB", declarou o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma.




O Ministério Público (MP) moçambicano já instaurou 208 processos-crime para responsabilizar os autores "morais e materiais" da violência nas manifestações pós-eleitorais, anunciou também na terça-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsabilizando o candidato presidencial Venâncio Mondlane.



A PGR refere que, no "âmbito das suas competências constitucionais e legais", o MP "tem estado a instaurar processos judiciais, visando a responsabilização criminal" dos autores "morais e materiais", e "cúmplices destes atos".



"Tendo sido desencadeados, até ao momento, 208 processos-crime, nos quais se investiga homicídios, ofensas corporais, danos, incitamento a desobediência coletiva, bem como a conjuração ou conspiração para prática de crime contra a segurança do Estado e alteração violenta do Estado de direito", lê-se.



Moçambique, e sobretudo Maputo, a capital, viveram paralisações de atividades e manifestações convocadas desde 21 de outubro por Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados das eleições gerais anunciados pela Comissão Nacional de Eleições, que dão vitória a Daniel Chapo e à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder).




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Manifestantes moçambicanos cortam acesso à fronteira com a África do Sul


Protestos de apoiantes de Venâncio Mondlane, exigindo a "reposição da verdade eleitoral", cortaram hoje a circulação em Ressano Garcia, a principal fronteira entre Moçambique e África do Sul, fortemente vigiada por dezenas de militares e polícias.



Manifestantes moçambicanos cortam acesso à fronteira com a África do Sul







Às primeiras horas da manhã já era visível a forte presença das Forças de Defesa e Segurança na fronteira, ponto de entrada das importações para a capital moçambicana e de saída das exportações sul-africanas, que usam o porto Maputo, com os veículos pesados a serem escoltados ao logo do trajeto de entrada em Moçambique por militares e polícia, fortemente armada.



Um grupo de dezenas de manifestantes, declarados apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane, reuniram-se junto à fronteira e marcharam pela vila, travando a passagem de pesados, alguns a recuar em plena estrada Nacional 4, face à proximidade dos protestos, envolvidos por dezenas de polícias e militares, que não intervieram.



"É o que estamos a ver, acho que cada dia tende a aumentar os polícias, ontem não era assim (...). Acho que os puxaram da cidade para aqui, em Maputo já não deve haver polícia", afirmou à Lusa o comerciante Finiz Matavela, de 27 anos, antes de se juntar à marcha, explicando porquê logo de seguida: "A gente votou para quem nós queremos, então a coisa não está a funcionar do jeito que a gente quer, eis a razão de estarmos aqui".



Os manifestantes iam aumentando durante o percurso no acesso à fronteira, com cartazes de apoio ao candidato presidencial Venâncio Mondlane, paus e bandeiras de Moçambique, perante a forte presença policial, que os acompanhava.




Na principal fronteira do país, que movimenta diariamente cerca de mil pesados, a quase 100 quilómetros de Maputo, são visíveis camionistas a fazerem marcha-atrás, para evitarem os manifestantes, perante o constante vai vem de polícia e militares.




"Hoje está mais", explicava também o comerciante Person Sitoe, 29 anos, de Ressano Garcia, que também se juntou aos outros manifestantes, muitos com tábuas de madeira simulando metralhadoras da polícia, na marcha que acabou por bloquear a fronteira.




"Como é que vão lutar com pessoas que só têm 20% [resultado anunciado para Venâncio Mondlane], nós só queremos ver os 70% a marchar (...) Só queremos a verdade eleitoral", acrescentava.



"A marcha sempre foi pacífica, não há tiroteios nem nada", disse ainda.



O candidato presidencial Venâncio Mondlane apelou segunda-feira a um novo período de manifestações nacionais em Moçambique, durante três dias, começando na quarta-feira, em todas as capitais provinciais e estendendo-se a portos e fronteiras, contestando o processo eleitoral.




Mondlane tinha antes convocado paralisações nos dias 21, 24 e 25 de outubro, que se seguiram outras de sete dias, desde 31 de outubro, com protestos nacionais e uma manifestação concentrada em Maputo, a 07 de novembro, que provocou o caos na capital, com diversas barricadas, pneus em chamas e disparos de tiros e gás lacrimogéneo pela polícia, durante todo o dia.



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Pelo menos cinco feridos em confrontos na quarta-feira em Maputo


Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas durante confrontos entre manifestantes e a polícia na quarta-feira, primeiro dia da quarta fase das greves e protestos convocados por Venâncio Mondlane, anunciou hoje o Hospital Central de Maputo (HCM).


Pelo menos cinco feridos em confrontos na quarta-feira em Maputo







"Ontem, 13 de novembro, recebemos um cumulativo de 203 pacientes, incluindo doenças gerais, e destes 55 foram vítimas de traumas. Dos 55, cinco é que foram vítimas das manifestações", disse o diretor do Serviço de Urgência de Adulto no HCM, o maior hospital do país, Dino Lopes, em declarações à comunicação social.




O responsável avançou que do total dos feridos durante os tumultos, dois foram vítimas de provável baleamento, sendo que dos cinco, quatro já tiveram alta hospitalar.




Dino Lopes assegurou que o HCM continua em prontidão e preparado para receber e "dar resposta" a um número elevado de pacientes recorrendo ao "plano de contingência" que a unidade hospitalar possui.



Moçambique, e sobretudo Maputo, viveram paralisações de atividades e manifestações convocadas desde 21 de outubro pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados das eleições gerais, anunciados pela CNE e que dão vitória a Daniel Chapo e à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder).




Mondlane pediu um novo período de manifestações nacionais em Moçambique, durante três dias, com inicio esta quarta-feira, em todas as capitais provinciais, incluindo Maputo, contestando o processo eleitoral.



Um protesto que Mondlane pediu para ser alargado aos portos e às fronteiras do país, e aos corredores de transporte que ligam estas infraestruturas, apelando à adesão dos camionistas.



O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) Bernardino Rafael, disse na terça-feira que é preciso um "basta" às manifestações e paralisações, referindo que são "terrorismo urbano" com intenção de "alterar a ordem constitucional".



Na terça-feira, os empresários moçambicanos estimaram em 24,8 mil milhões de meticais (354 milhões de euros) os prejuízos causados em 10 dias de paralisações e manifestações, durante as quais 151 unidades empresariais foram vandalizadas.



O Ministério Público (MP) moçambicano já instaurou 208 processos-crime para responsabilizar os autores "morais e materiais" da violência nas manifestações pós-eleitorais, anunciou também na terça-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsabilizando o candidato presidencial Venâncio Mondlane.



A PGR referiu que, no "âmbito das suas competências constitucionais e legais", o MP "tem estado a instaurar processos judiciais, visando a responsabilização criminal" dos autores "morais e materiais", e "cúmplices destes atos".



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Pelo menos 11 mortos em manifestações desde quarta-feira em Moçambique


Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 16 foram baleadas desde quarta-feira em três províncias moçambicanas nas manifestações de contestação de resultados das eleições gerais de 09 de outubro em Moçambique, indica a plataforma eleitoral Decide.


Pelo menos 11 mortos em manifestações desde quarta-feira em Moçambique






Segundo o relatório divulgado pela plataforma de monitorização eleitoral Decide, que aponta dados dos últimos dois dias, sete mortes ocorreram na província de Nampula, no norte de Moçambique, duas na Zambézia, no centro, e duas em Maputo, no sul do país.





Do total de 16 pessoas baleadas, 10 foram casos registados em protestos em Nampula, três na Zambézia e outras três em Maputo, indica ainda a Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana.




A plataforma Decide apontou ainda um total de 62 pessoas detidas nas províncias de Maputo, Manica, Nampula, Tete, Zambézia, Niassa, Gaza e cidade de Maputo.




Moçambique está hoje no terceiro dia da quarta fase de paralisações de contestação dos resultados eleitorais convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que nega a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), com 70,67% dos votos.



Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este afirmou não reconhecer os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional, que não tem prazos para esse efeito e ainda está a analisar o contencioso.



Após protestos nas ruas que paralisaram o país nos dias 21, 24 e 25 de outubro, Mondlane convocou novamente a população para uma paralisação geral de sete dias, desde 31 de outubro, com protestos nacionais e uma manifestação concentrada em Maputo na quinta-feira, 07 de novembro, que provocou o caos na capital, com diversas barricadas, pneus em chamas e disparos de tiros e gás lacrimogéneo pela polícia, durante todo o dia, para dispersar.



Venâncio Mondlane anunciou que as manifestações de protesto são para manter até que seja reposta a verdade eleitoral.



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Moçambique. Três jornalistas desaparecidos desde a detenção na 4.ª-feira


A Organização Não Governamental (ONG) Media Institute of Southern Africa (MISA Moçambique) denunciou hoje o desaparecimento de dois jornalistas sul-africanos e um moçambicano, que cobrem os protestos no país, desde quarta-feira, dia em que foram detidos.


Moçambique. Três jornalistas desaparecidos desde a detenção na 4.ª-feira







"OMISA Moçambique tomou conhecimento, com bastante preocupação, do desaparecimento, na última quarta-feira, em Maputo, de dois jornalistas sul-africanos que se deslocaram ao país para a cobertura das manifestações pós-eleitorais"; lê-se numa nota enviada à Lusa, na qual se acrescenta que além desses "mais um jornalista moçambicano, que acompanhava os colegas sul-africanos, também está desaparecido".




A ONG cita uma publicação de hoje do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) que afirma que os jornalistas sul-africanos Bongani Sizibiba e Sbonelo Mkhasibe, que trabalham para o canal nigeriano de notícias NewsCentral Africa TV, estão desaparecidos há dois dias, tendo sido vistos pela última vez em Maputo.




"A News Central TV expressa a sua profunda preocupação pela detenção da nossa corresponde sul-africana, Bongani Siziba, e do nosso operador de câmara, Sbonelo Mkhasibe, que foram detidos quando cobriam os acontecimentos em Maputo", escreve também a agência espanhola de notícias, a EFE, citando um comunicado da televisão nigeriana.



No texto, a estação televisiva da Nigéria escreve que "apesar dos esforços, não foi possível estabelecer contacto direto desde a sua detenção" e acrescenta que está a "colaborar com as autoridades relevantes e os canais diplomáticos para garantir que sejam postos em liberdade imediatamente e de forma segura".




No comunicado original que dá conta da detenção e do subsequente desaparecimento, o Centro para a Democracia e Direitos Humanos afirmou que os jornalistas "foram detidos e mantidos sem comunicações" desde quarta-feira.



"Todos os esforços para os contactar fracassaram; as autoridades não deram nenhuma explicação sobre a sua situação ou sobre os motivos pelos quais foram retidos sem contactos com o exterior", escreve a ONG.



Esta iniciativa, denuncia a organização, "mostra a intenção de silenciar a cobertura internacional da atual crise em Moçambique".



Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 16 foram baleadas desde quarta-feira em três províncias moçambicanas nas manifestações de contestação de resultados das eleições, revelou hoje a plataforma eleitoral Decide.



Moçambique está hoje no terceiro dia da quarta fase de paralisações de contestação dos resultados eleitorais convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que nega a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), com 70,67% dos votos.



Esta fase segue-se aos protestos nas ruas que paralisaram o país nos dias 21, 24 e 25 de outubro, e à paralisação geral de vários dias convocada também por Mondlane, com protestos nacionais e uma manifestação em Maputo, a 07 de novembro, que provocou o caos na capital, com barricadas, pneus em chamas e disparos de tiros e gás lacrimogéneo pela polícia, durante todo o dia, para dispersar.




Venâncio Mondlane anunciou que as manifestações de protesto são para manter até que seja reposta a verdade eleitoral.




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