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Um homem que esteve duas semanas internado, após ter sido esfaqueado pela namorada, no concelho de Loures, em abril do ano passado, já perdoou a agressora. A mulher, de 30 anos, presa preventiva, ganhou mesmo com a mudança de sentido do depoimento do namorado. A juíza que avaliou o requerimento de instrução que a arguida interpôs, desagravou o crime pelo qual a arguida vinha pronunciada.
O crime ocorreu a 6 de abril de 2025, em São João da Talha, Loures. O homem saiu para ir ao café com amigos e regressou alcoolizado. Quis forçar Neuza Albino a ter relações sexuais. Mas a mulher pegou numa faca e atingiu o companheiro nas costas. Viria a ser detida e colocada em prisão preventiva na cadeia feminina de Tires.
Acusada de homicídio qualificado tentado, agravado pelo uso de arma, crime pelo qual enfrentava entre 3 anos e 2 meses, e 22 anos e 2 meses de prisão, Neuza Albino, a arguida, vai a afinal a julgamento por homicídio qualificado tentado. Trata-se de um delito punido com pena entre os 2 anos e 4 meses, e os 16 anos e 8 meses de prisão.
Durante a fase de instrução do processo, a cujo despacho o CM teve acesso, foi valorizado o depoimento do homem agredido. "Impõe-se anotar que, ao longo do seu relato, não se vislumbra o menor resquício de animosidade para com a arguida, adotando um discurso quase desculpabilizante, dizendo que gosta muito dela e a perdoou", refere o documento.
Contactado pelo CM, Pedro Pestana, advogado de Neuza Albino, disse "querer demonstrar que a arguida não quis tirar a vida ao companheiro". "Foi a única reação que a mesma teve para evitar ser obrigada a ter relações sexuais contra a sua vontade. Vamos requerer que julgamento seja com tribunal de júri", concluiu.
IN:CM
