Portal Chamar Táxi

Irão a ferro e fogo

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,737
Gostos Recebidos
460

Teerão intensificou ataques contra instalações de energia no Golfo




O Irão intensificou hoje os ataques contra infraestruturas de energia dos países do Golfo, incendiando instalações de gás natural liquefeito (GNL) do Qatar e duas refinarias de petróleo do Kuwait.


Teerão intensificou ataques contra instalações de energia no Golfo




O agravamento da guerra no Médio Oriente fez disparar novamente os preços globais dos combustíveis, com o preço do gás na Europa a disparar hoje 35%.



Um navio atingido incendiou-se hoje ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e outro ficou danificado perto do Qatar, numa altura em que se verifica um controlo "de facto" do Estreito de Ormuz por parte do Irão.




O Qatar, importante fornecedor de gás natural para os mercados mundiais, informou hoje que os bombeiros extinguiram um incêndio numa instalação de GNL, depois de ter sido atingida por mísseis iranianos.



A produção já tinha sido interrompida após ataques anteriores, mas o país afirmou que a última vaga de mísseis causou incêndios "consideráveis".



Um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) contra a refinaria Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, provocou um grande incêndio, segundo a agência de notícias estatal KUNA.




A refinaria é uma das maiores do Médio Oriente, com uma capacidade de produção de petróleo de 730 mil barris por dia.




As autoridades de Abu Dhabi disseram hoje que foram forçadas a interromper as operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.



Os países do Golfo condenaram os ataques iranianos contra instalações de prospeção e distribuição de energia.




As sirenes de alerta de mísseis soaram em várias outras áreas em redor do Golfo, e Israel alertou para a possibilidade de novos ataques iranianos.



O petróleo Brent, referência internacional, estava hoje acima dos 110 dólares por barril, uma subida de mais de 50% desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram a guerra a 28 de fevereiro com ataques contra o Irão.




O regime de Teerão retaliou após Israel ter atingido o campo de South Pars, o maior do mundo, localizado na costa do Golfo Pérsico e propriedade conjunta do Irão e do Qatar.




Com cerca de 80% de toda a energia gerada no Irão proveniente de gás natural, segundo a Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, o ataque ameaçou diretamente o fornecimento de eletricidade ao país.




O gás natural é também utilizado para aquecimento e para cozinhar em casas de toda a República Islâmica.




O Irão condenou o ataque a South Pars, com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, a alertar para "consequências incontroláveis" que podem afetar o mundo inteiro.




Nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump afirmou que Israel não voltaria a atacar South Pars, mas acrescentou que, se o Irão continuasse a atacar as infraestruturas energéticas do Qatar, a retaliação de Washington iria ser no sentido de destruir "completamente" toda a instalação.



Entretanto, a companhia Qatar Energy disse que um míssil atingiu hoje a "enorme instalação" de GNL em Ras Laffan, provocando um incêndio.



Um navio foi também atingido ao largo da costa do país registou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.




A Arábia Saudita também informou ter abatido, durante a noite, drones iranianos que tinham como alvo as instalações de gás natural.




Outro navio foi incendiado hoje, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e ainda não é claro se foi alvo de um ataque ou atingido por destroços perto da entrada do Estreito de Ormuz, por onde navega um quinto do petróleo mundial.




Até ao momento, mais de 20 embarcações foram atacadas durante a guerra com o Irão.




O número de mortos aumentou na terceira semana de guerra sendo que mais de 1.300 pessoas no Irão foram vítimas dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel.




Os ataques israelitas deslocaram mais de um milhão de libaneses --- aproximadamente 20% da população ---, segundo o Governo de Beirute, que afirma que 968 pessoas foram mortas.




Em Israel, 15 pessoas morreram na sequência de disparos de mísseis iranianos.




Pelo menos 13 militares norte-americanos foram mortos desde o princípio do conflito.





nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,737
Gostos Recebidos
460

Arábia Saudita ameaça Irão com resposta militar por paciência ter limites




A Arábia Saudita advertiu hoje o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques que tem sofrido, juntamente com outros países, em retaliação à ofensiva israelo-americana contra Teerão.


Arábia Saudita ameaça Irão com resposta militar por paciência ter limites





"O reino e os seus parceiros possuem capacidades significativas e a paciência que temos demonstrado não é ilimitada", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan.



Sem adiantar prazos, o ministro saudita disse que a resposta militar regional poderá ocorrer a qualquer momento.



"Poderá ser um dia, dois dias ou uma semana, não o direi", afirmou a partir da capital, Riade, após uma reunião com 11 países para abordar a situação.



Bin Farhan realçou que a Arábia Saudita "se reserva o direito de adotar ações militares, se o considerar necessário".



As autoridades sauditas confirmaram o impacto de um drone numa refinaria na cidade portuária de Yanbu, nas costas do mar Vermelho, uma zona onde horas antes tinha sido destruído um míssil balístico.



Não foram divulgadas informações sobre eventuais vítimas ou danos.



O Irão reagiu à ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro com ataques contra países do Médio Oriente com bases militares norte-americanas.



Também tem atingido complexos energéticos no golfo Pérsico, sobretudo em resposta a ataques contra infraestruturas petrolíferas iranianas, além de ter praticamente bloqueado o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.



O chefe da diplomacia saudita lamentou que "a pouca confiança" construída com o Irão após o reatamento dos laços diplomáticos em 2023, num acordo mediado pela China, tenha sido "completamente destruída", noticiou o diário saudita Arab News.



O ministro disse que a continuação dos ataques por parte do Irão poderá deixar "praticamente nada" por salvar na relação com a Arábia Saudita e a região.



"O Irão equivoca-se se acredita que os Estados do Golfo são incapazes de responder", advertiu, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).


Bin Farhan apelou a Teerão para que reconsidere as posições e ações em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, e disse que Riade "procurou de forma sincera criar um clima regional mais estável".



"As ações do Irão demonstram que a sua prioridade não é o desenvolvimento, mas sim gerir crises e exportar tensões", afirmou, também citado pelo jornal Saudi Gazette.



Além do ataque contra a refinaria de Yanbu, o Ministério da Defesa saudita anunciou a destruição nas últimas horas de cerca de 20 drones, principalmente na zona oriental do país e nos arredores de Riade.



Teerão não se pronunciou até ao momento sobre os novos ataques com aparelhos não tripulados denunciados pela Arábia Saudita.



A guerra no Médio Oriente causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão, e uma subida significativa dos preços do petróleo, fazendo recear uma crise económica global.



Perto das 10:00 em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, estava a subir 6,76%, para 114,64 dólares, pouco depois de ter aumentado mais de 10%.


Em contrapartida, o equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em abril, mostrava-se mais hesitante e recuava ligeiramente 0,53%, para 95,81 dólares.



O contrato a prazo do TTF neerlandês, considerado a referência europeia para o gás natural, subia 21,18%, para 66,24 euros por megawatt-hora, após ter aumentado 35%.



O analista da Global Risk Management Arne Lohmann Rasmussen antecipou uma pressão em alta nos preços nos próximos dias.



"A guerra entrou agora claramente numa fase em que as infraestruturas energéticas são diretamente visadas", justificou, em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP).



nm
 
Topo