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Irão a ferro e fogo

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Washington transmite plano de 15 pontos a Teerão para pôr fim à guerra




Os Estados Unidos transmitiram ao Irão um plano de 15 pontos para pôr fim ao conflito, exigindo que entregue todo o combustível nuclear enriquecido que tem e mantenha aberto o Estreito de Ormuz, noticiaram media norte-americanos e israelitas.


Washington transmite plano de 15 pontos a Teerão para pôr fim à guerra




O New York Times e o canal de televisão israelita Channel 12 afirmam que a administração Trump transmitiu as suas exigências ao Irão, através do Paquistão, que mantém boas relações com ambas as partes.



De acordo com três fontes não identificadas citadas pelo Channel 12, os negociadores norte-americanos --- o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Donald Trump, Jared Kushner --- propõem um cessar-fogo de um mês, o tempo necessário para que as autoridades iranianas analisem os seus pedidos.




Entre os 15 pontos apresentados, os cinco primeiros dizem respeito ao setor nuclear: Washington exige que o Irão renuncie a dotar-se de armas atómicas, que entregue todo o combustível enriquecido de que dispõe numa data fixada pelas partes, e que várias instalações nucleares importantes sejam desmanteladas.




O Irão terá também de abandonar o apoio a milícias regionais e deixar de financiar ou armar grupos como o Hezbollah ou o Hamas.




É ainda proposta a imposição de limites à quantidade de mísseis de que o país poderá dispor e ao seu raio de ação.




Além disso, o Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais, deverá permanecer aberto à circulação marítima.




Em contrapartida, o Irão obteria o levantamento das sanções internacionais contra si e apoio para o seu programa nuclear civil.




A Casa Branca e o Departamento de Estado não confirmaram a informação.




Não é feita qualquer menção neste plano a uma mudança de regime no Irão, alvo desde 28 de fevereiro de ataques israelitas e norte-americanos.



Organização Marítima Internacional (OMI) afirmou hoje ter recebido do Irão a garantia de que "navios não hostis" podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que respeitem as regras de segurança e proteção.




Segundo a agência das Nações Unidas para a segurança marítima, a garantia consta de um documento, datado de domingo, emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, com pedido de que fosse divulgado, o que a OMI fez aos seus Estados-Membros e organizações não-governamentais.




"Os navios não hostis (...) podem --- desde que não participem em atos de agressão contra o Irão nem os apoiem e que cumpram integralmente as regras de segurança e proteção em vigor --- beneficiar de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com as autoridades competentes", refere o documento divulgado.




Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.



Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.




Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.




A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou a 23 de março o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis - incluindo 217 crianças -, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.




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Teerão diz ter visado com mísseis porta-aviões dos EUA




O Irão disse hoje ter visado com mísseis um porta-aviões norte-americano, obrigando-o a "mudar de posição", quando Washington diz ter um plano de paz e países terceiros promovem esforços diplomáticos para sair da escalada militar.


Teerão diz ter visado com mísseis porta-aviões dos EUA





Em comunicado, a Marinha iraniana afirmou que os disparos de mísseis obrigaram o porta-aviões "Abraham Lincoln", destacado no Golfo, "a mudar de posição".



"Assim que esta frota hostil entrar no alcance dos nossos sistemas de mísseis, será alvo de ataques poderosos", alertou o comandante da Marinha, almirante Shahram Irani, em comunicado.




As forças armadas dos Estados Unidos (EUA) ainda não confirmaram o ataque iraniano.




O anúncio, que acompanha uma forte troca de ataques entre Israel e Irão na região, ocorre numa altura em que surgem iniciativas para pôr fim a uma guerra que se prolonga há quase um mês.




O embaixador do Irão no Paquistão negou qualquer conversação com Washington.




"Ao contrário do que [o Presidente dos EUA, Donald] Trump afirma -- até agora, não houve negociações, diretas ou indiretas, entre os dois países", disse Reza Amiri Moghadam, que considerou "natural que os países amigos estejam sempre envolvidos em consultas com ambas as partes".




A imprensa iraniana ridicularizou hoje o que classificou de "mentiras" do Presidente dos EUA, com o diário conservador Javan a exibi-lo na primeira página com o nariz de Pinóquio.




Na terça-feira, Donald Trump assegurou que estavam em curso discussões para pôr fim ao conflito, com o seu enviado Steve Witkoff, o seu genro Jared Kushner, o vice-presidente, JD Vance, e o chefe da diplomacia, Marco Rubio.



Do lado iraniano, a República Islâmica tem negado quaisquer discussões.



Segundo a imprensa dos EUA e Israel, Washington propôs ao Irão um plano de paz em 15 pontos através do Paquistão, com boas relações com ambos os lados.



Segundo três fontes não identificadas citadas pela televisão israelita Channel 12, os Estados Unidos defendem um cessar-fogo de um mês para Teerão considerar as suas exigências.



Cinco dos 15 pontos dizem respeito ao programa nuclear iraniano, outros ao abandono do apoio aos aliados regionais do Irão, como o Hezbollah do Líbano ou o Hamas palestiniano. O plano também insiste na reabertura do Estreito de Ormuz à navegação.




Em troca, o Irão obteria o levantamento das sanções internacionais e apoio ao seu programa nuclear civil. Isto representa uma inversão em relação às declarações de Donald Trump no início de março, que exigiam uma "capitulação incondicional" por parte do Irão.



O Irão afirmou entretanto que "navios não hostis" podem agora "beneficiar de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz", segundo a Organização Marítima Internacional (OMI).




Quase 20% da produção mundial de hidrocarbonetos passa por este estreito estratégico, cujo quase total bloqueio de Teerão nas últimas semanas fez disparar os preços do petróleo e abrandou a atividade em todo o mundo.



Apesar da troca de mensagens, os confrontos prosseguem e a imprensa norte-americana dá conta do envio de uma unidade de elite de paraquedistas como reforço para o Médio Oriente.




A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje ter atacado o norte e centro de Israel, incluindo a área de Telavive.




Imagens da agência francesa AFP captaram rastos de foguetes a atravessar a cidade costeira de Netanya, enquanto sirenes de alerta soavam em grande parte do centro do país.




Bases militares dos EUA no Kuwait, Jordânia e Bahrein foram alvos de ataques iranianos. No Kuwait, um ataque com drone incendiou um depósito de combustível no aeroporto internacional do emirado, segundo a Autoridade de Aviação Civil.




Os países do Golfo Pérsico apelaram ao Irão para que cessasse imediatamente os seus ataques aos seus territórios e pagasse reparações, durante um debate em Genebra perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.




Por sua vez, o exército israelita voltou a anunciar ataques em Teerão.




Israel continua também a sua ofensiva no Líbano, onde pelo menos nove pessoas foram mortas durante a noite em três ataques ao sul, considerado por Israel como um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias libanesa Ani.




O exército israelita ordenou que os residentes de sete bairros nos subúrbios do sul de Beirute, outro reduto do Hezbollah já quase deserto, se retirassem em antecipação a novas operações.




Desde que o Líbano foi sujeito a uma nova guerra no seu território, após ataques do grupo xiita Hezbollah a Israel a 02 de março, os ataques israelitas mataram mais de 1.000 pessoas e deslocaram mais de um milhão, segundo as autoridades libanesas.




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Irão? "Eles estão a negociar, mas têm medo de o dizer", garante Trump




O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irão está a negociar um acordo de cessar-fogo, mas que o nega publicamente por receio de "ser assassinada pelos seus".


Irão? Eles estão a negociar, mas têm medo de o dizer, garante Trump





"Eles (líderes iranianos) estão a negociar, querem mesmo chegar a um acordo. Mas têm medo de o dizer, porque acham que, caso contrário, serão mortos pelos seus", declarou Donald Trump na quarta-feira perante deputados republicanos do Congresso durante o jantar anual do Comité Nacional Republicano, em Washington.



Desde início dos ataques israelo-norte-americanos contra o Irão, a 28 de fevereiro, foram eliminados alguns dos principais dirigentes da República Islâmica, incluindo o Líder Supremo 'Ayatollah' Ali Khamenei, sendo declarado como sucessor deste o filho Mojtaba Khamenei, que não é visto em público há várias semanas, alimentando rumores sobre o seu estado de saúde.



O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano declarou na quarta-feira que abrir negociações de paz com os Estados Unidos nesta fase seria reconhecer uma derrota e avisou que a República Islâmica prefere "continuar a resistir".



Na primeira reação oficial de Teerão à oferta de conversações por parte de Washington, Abbas Araqchi disse, na televisão estatal, que a República Islâmica "não planeia nenhuma negociação" sobre o conflito desencadeado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.



O Irão pretende "terminar a guerra nos próprios termos" e criar condições "para que nunca mais se repita", adiantou.



Em resposta aos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel em solo iraniano, Teerão lançou ondas de mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto.



Pouco antes das declarações do governante iraniano, a Casa Branca avisou que os Estados Unidos poderão "desencadear o inferno" caso o Irão cometa um "erro de cálculo" e se recuse a reconhecer a derrota militar.



O Irão "será atingido com mais força do que nunca", ameaçou a porta-voz da presidência norte-americana, que insistiu na existência de contactos diplomáticos com Teerão para pôr fim à guerra.



"As negociações continuam. São produtivas, como disse o Presidente [Donald Trump] e vão continuar a sê-lo", afirmou Karoline Leavitt sobre a iniciativa de diálogo de Washington, até agora negada por Teerão.



A estação pública Press TV já tinha noticiado que Teerão rejeitou uma proposta de 15 pontos do líder norte-americano para terminar a guerra, embora citando um responsável iraniano não identificado.



Depois disso, surgiram várias mensagens do Irão em tom de desafio à Casa Branca.



No seu discurso em Washington, Trump queixou-se da cobertura mediática da guerra, em particular de notícias e análises que questionam a sua visão triunfalista sobre o conflito, que já se arrasta há quase um mês.


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EUA "desencadearão o inferno", se Irão cometer "um erro de cálculo"




A Casa Branca avisou hoje que poderá "desencadear o inferno" caso o Irão cometa um "erro de cálculo" no conflito com os Estados Unidos (EUA) e Israel, garantindo que Washington está preparado para intensificar a resposta militar.


EUA desencadearão o inferno, se Irão cometer um erro de cálculo




Em conferência de imprensa, a porta-voz da presidência norte-americana, Karoline Leavitt, afirmou que, se Teerão "se recusar a aceitar a realidade atual" e não reconhecer a sua derrota militar, o Presidente Donald Trump "irá assegurar que será atingido com mais força do que nunca".



"O Presidente Trump não está a fazer 'bluff' e está preparado para desencadear o inferno. O Irão não deve cometer outro erro de cálculo", acrescentou Leavitt.




Apesar da retórica, a Casa Branca insistiu que continuam em curso contactos diplomáticos com o Irão para pôr fim à guerra, contrariando declarações recentes de responsáveis iranianos que negavam a existência de negociações.




Segundo Leavitt, as discussões "continuam e são produtivas", reiterando uma posição já expressa por Trump no início da semana.




Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão.




O regime de Teerão respondeu à ofensiva com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.



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Parlamento iraniano quer cobrar portagem no estreito de Ormuz




O parlamento iraniano pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial, informou a agência de notícias Tasnim.


Parlamento iraniano quer cobrar portagem no estreito de Ormuz




"Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem", afirmou o presidente da comissão de Assuntos Civis do parlamento, Mohamad Reza Rezaei Kochi, de acordo com a Tasnim.



A mesma fonte indicou que está a ser elaborado um projeto de lei para "cobrar uma taxa pela prestação de segurança aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz".




O responsável afirmou que se espera que o projeto seja finalizado na próxima semana --- o início da semana iraniana é no sábado --- e, em seguida, vai ser apresentado ao parlamento para discussão.




A República Islâmica mantém o estreito de Ormuz bloqueado "aos inimigos" desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, embora tenha permitido a passagem de petroleiros de países que considera amigos, como Tailândia ou Índia.





Este bloqueio elevou o preço do petróleo, uma vez que o estreito é fundamental para o comércio energético global, pelo que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu ao Irão que reabrisse a passagem, algo a que o país persa se recusou a fazer até ao momento.



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Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irão




A Rússia está prestes a concluir o envio gradual de drones, medicamentos e alimentos para o Irão noticiou hoje o jornal Financial Times citando fontes dos "serviços de informações ocidentais".


Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irão




Segundo o jornal britânico, altos funcionários iranianos e russos iniciaram conversações secretas sobre a entrega de drones poucos dias após os primeiros ataques contra Teerão, que começaram no passado dia 28 de fevereiro.



"Espera-se que os envios estejam concluídos até ao final deste mês", indicou a edição de hoje do Financial Times.




A confirmar-se, a entrega de aparelhos aéreos não tripulados (drones) passa a ser "a primeira prova" do apoio bélico de Moscovo a Teerão.




O porta-voz da Presidência da Rússia, Dmitri Peskov, afirmou que "estão a circular muitas falsidades", mas acrescentou que Moscovo mantém um "diálogo contínuo com a liderança iraniana".




Moscovo reconheceu ainda o envio de ajuda humanitária, incluindo mais de 13 toneladas de medicamentos entregues via Azerbaijão, segundo o jornal.




Especialistas citados pelo Financial Times, disseram que o Irão lançou mais de três mil drones de ataque unidirecionais desde o início do conflito e procura modernizar os sistemas com tecnologia russa.




A Rússia já forneceu a Teerão "informações, imagens captadas por satélite e dados sobre alvos" e, desde 2023, tem vindo a produzir drones baseados em projetos iranianos, modificados para contornar as defesas aéreas e transportar cargas mais pesadas, acrescentou o jornal britânico.



O Irão terá também solicitado sistemas de defesa aérea mais avançados, incluindo o S-400, mas Moscovo terá rejeitado o pedido por receio de "uma escalada das tensões com os Estados Unidos", além da complexidade do treino militar necessário, disseram as mesmas fontes ao Financial Times.



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Soldado israelita morto em confrontos no Líbano




Um soldado israelita foi morto em confrontos com o grupo político e militar xiita Hezbollah no sul do Líbano, afirmou hoje o exército israelita.


Soldado israelita morto em confrontos no Líbano





Com esta morte, sobe para três o número de soldados israelitas mortos na nova ofensiva contra o país vizinho, que inclui a invasão de zonas a sul do rio Litani.



O exército israelita identificou o soldado morto como Ori Greenberg, de 21 anos, membro da Unidade de Reconhecimento da Brigada Golani, depois de o Hezbollah ter reivindicado a responsabilidade por uma emboscada contra um grupo de soldados e tanques na zona entre Taibe e Qantara.



O grupo libanês afirmou que os seus militantes destruíram 10 tanques e dois tratores blindados no seu ataque contra as forças israelitas, segundo a televisão al-Manar, ligada ao Hezbollah.




Israel não confirmou se se trata do mesmo caso.




Noutro incidente, o Hezbollah reivindicou a autoria de um ataque com 'rockets' contra o quartel-general do Ministério da Defesa israelita em Telavive, descrevendo-o como "uma resposta aos contínuos ataques do inimigo contra civis, deslocações forçadas e destruição brutal de edifícios, complexos residenciais e infraestruturas civis" no Líbano.




As autoridades libanesas elevaram para quase 1.100 o número de mortos provocado pelos bombardeamentos e operações terrestres lançadas por Israel em resposta aos ataques do Hezbollah em retaliação pelo assassinato do líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, durante a ofensiva conjunta lançada a 28 de fevereiro com os Estados Unidos.




Israel já tinha lançado dezenas de bombardeamentos contra o Líbano nos últimos meses, apesar do cessar-fogo assinado em novembro de 2024, alegando estar a agir contra as atividades do Hezbollah e afirmando que, por isso, não está a violar o pacto.




No entanto, tanto as autoridades libanesas como o grupo criticaram estas ações, que foram também condenadas pelas Nações Unidas.



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Israel reivindica morte de comandante da marinha da Guarda Revolucionária




O exército eliminou o comandante da marinha da Guarda Revolucionária iraniana, anunciou hoje o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, referindo que se tratava do "responsável direto pela colocação de minas e bloqueio do estreito de Ormuz".


Israel reivindica morte de comandante da marinha da Guarda Revolucionária





Num vídeo divulgado pelo seu gabinete, Katz prometeu que Israel "continuará a caçá-los um a um", referindo-se à Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica.



"Hoje, as Forças de Defesa de Israel (FDI) eliminaram o comandante da marinha da Guarda Revolucionária [Alireza Tangsiri], numa operação precisa e letal", disse o ministro, acrescentando que "vários responsáveis" da organização também foram mortos no ataque, mas sem especificar as suas identidades.




Katz salientou que Tangsiri "foi diretamente responsável pelos atos terroristas de bombardeamento e bloqueio do estreito de Ormuz" e alegou que esta morte constitui "uma mensagem clara para todos os altos responsáveis da organização terrorista iraniana", incluindo os da Guarda Revolucionária.




"As Forças de Defesa de Israel continuarão a eliminá-los um a um", ameaçou Katz, sublinhando que a morte de Tangsiri é uma "notícia importante" para os Estados Unidos e "uma demonstração da ajuda das FDI para a abertura do estreito de Ormuz".




"Continuamos a operar no Irão com todas as nossas forças para alcançar os objetivos da guerra", acrescentou.




A morte de Tangsiri, nascido em 1964 e comandante da marinha da Guarda Revolucionária desde 2018, ainda não foi confirmada pelas autoridades iranianas.




O responsável estava sob sanções dos EUA desde junho de 2019, quando Washington o designou como terrorista.




As autoridades iranianas confirmaram, na sua última contagem, mais de 1.500 mortes resultantes da ofensiva israelo-americana, embora a organização não-governamental Ativistas dos Direitos Humanos no Irão tenha elevado o número para mais de 3.000.




Entre os mortos estão figuras proeminentes do Irão como o líder supremo, o 'ayatollah' Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respetivamente, e responsáveis das forças armadas e de outras agências de segurança.



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Irão aplaude grande onda de ataques do Hezbollah "numa só noite"




O Irão aplaudiu hoje o lançamento pelo movimento xiita libanês Hezbollah de até 87 ataques "numa só noite" contra alvos do Exército israelita, em retaliação à ofensiva ao Líbano iniciada por Israel a 02 de março.


Irão aplaude grande onda de ataques  do Hezbollah numa só noite




"Antes do início da guerra, disse numa entrevista que o Hezbollah estava mais vivo que nunca; hoje, as operações-relâmpago e os contínuos ataques de elevada qualidade, que infligiram pesadas perdas aos meios e às forças do inimigo sionista, provam-no", afirmou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, numa mensagem publicada nas redes sociais.



Qalibaf acrescentou ser por isso que "o Hezbollah é o orgulho do Islão".




"Saibam que vos espera um sem-fim de surpresas, portanto, ponham-se em guarda", afirmou, sem pormenorizar.




As autoridades libanesas elevaram o número de mortos para quase 1.100, em consequência da onda de bombardeamentos e operações terrestres lançadas por Israel em resposta aos disparos de foguetes pelo Hezbollah, em retaliação pelo assassínio do ex-líder supremo do Irão Ali Khamenei, durante a ofensiva conjunta lançada a 28 de fevereiro com os Estados Unidos contra a República Islâmica.




Israel já tinha efetuado nos últimos meses dezenas de ataques aéreos ao Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que estava a atuar contra as atividades do Hezbollah, pelo que não estava a violar o acordo.




No entanto, tanto as autoridades libanesas como o movimento xiita libanês pró-iraniano denunciaram tais ações, também condenadas pela ONU.



Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que "os Estados Unidos apoiaram o bloqueio israelita" à Faixa de Gaza, "cortando a ajuda" humanitária sob o pretexto da segurança, ao mesmo tempo que "condenam o Irão por se defender no estreito de Ormuz".




"Dois pesos e duas medidas: os crimes de Israel são aceitáveis, ao passo que a defesa do Irão contra os agressores é condenada. O Direito Internacional não é um instrumento de conveniência", sublinhou o chefe da diplomacia da República Islâmica numa mensagem divulgada nas redes sociais.




Na quarta-feira, o Ministério da Saúde do Líbano anunciou que os ataques israelitas fizeram 1.094 mortos desde o início da guerra, mais de 3.000 feridos e mais de um milhão de deslocados, o que corresponde a mais de um sexto da população.




Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do programa nuclear, que afirmou destinar-se apenas a fins civis.



Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.




Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos, incluindo Khamenei, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.




A 23 de março, a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.



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