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Irão a ferro e fogo

kok@s

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Ministros dos Negócios Estrangeiros russo e iraniano discutem guerra




O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, e o homólogo iraniano, Abas Araqchi, falaram hoje por telefone da situação na República Islâmica e dos assuntos vinculados com a navegação pelo Estreito de Ormuz.


Ministros dos Negócios Estrangeiros russo e iraniano discutem guerra





Na reunião, divulgada pelos russos, "os ministros analisaram em profundidade a evolução do conflito no Médio Oriente, os esforços empreendidos por vários Estados para reduzir as tensões e trocaram opiniões sobre o progresso das discussões no Conselho de Segurança da ONU para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e superar outras consequências da agressão não provocada de Israel e dos EUA contra a República Islâmica de Irão", segundo o comunicado oficial.



O Irão anunciou hoje que está em vias de finalizar o seu rascunho de protocolo, que vai estabelecer um novo regime de navegação no Estreito de Ormuz.



Quando terminado, o documento vai ser abordado com Omã para elaborar um protocolo conjunto, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, à agência russa Sputnik.



O chefe do Conselho de Segurança da Federação Russa, Serguéi Shoigu, afirmou hoje que Moscovo já propôs várias "opções" para a resolução pacífica do conflito às partes em confronto, que "estão sobre as mesas" de EUA, Israel e Irão.



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Guarda Revolucionária reivindica ataque a centro de dados da Amazon




A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou hoje um ataque a um centro de dados da empresa tecnológica Amazon no Bahrein, dias depois de ter anunciado que iria começar a atacar empresas norte-americanas no Médio Oriente.


Guarda Revolucionária reivindica ataque a centro de dados da Amazon




"A Guarda Revolucionária atingiu um centro de dados da Amazon no Bahrein, o que obrigou a empresa a abandonar a região", afirmou a agência iraniana Mehr.



O exército ideológico da República Islâmica não deu mais detalhes sobre o suposto ataque, que ocorre após ter anunciado na terça-feira que iria começar a bombardear empresas dos Estados Unidos na região.



A Guarda Revolucionária publicou na mesma ocasião uma lista de 18 empresas, em que também constavam a Microsoft, Apple, Google, HP, Intel, Meta, IBM, Boeing e a Nvidia, afirmando que estas deviam "esperar a destruição" das suas instalações "em todos os países da região" do Médio Oriente em retaliação por quaisquer outros "assassínios no Irão".



"Aconselhamos os trabalhadores destas instituições a abandonarem imediatamente os seus locais de trabalho para salvar as suas vidas", continuava a mesma nota.



"É igualmente aconselhado aos habitantes das zonas próximas destas empresas terroristas em todos os países da região que abandonem as suas casas no raio de um quilómetro", acrescentou o Exército ideológico do regime iraniano.



Em pouco mais de um mês de bombardeamentos ao Irão, os Estados Unidos (EUA) e Israel eliminaram mais de uma dúzia de altos responsáveis religiosos, políticos e militares da República Islâmica, entre os quais o líder supremo, Ali Khamenei (entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei), e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani.



Os EUA e Israel justificaram o ataque militar lançado ao Irão a 28 de fevereiro com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.



Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques a alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.



nm
 
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