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Notícias Já se vota na Hungria. Cerca de oito milhões de eleitores chamados às urnas numa eleição que pode retirar Orbán do poder

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Já se vota na Hungria. Cerca de oito milhões de eleitores chamados às urnas numa eleição que pode retirar Orbán do poder
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Últimas sondagens apontam para uma vantagem do partido Tisza, pelo qual concorre o conservador pró-europeu Péter Magyar.

Cerca de oito milhões de eleitores na Hungria são chamados às urnas este domingo para as eleições legislativas no país, numa eleição que pode derrubar o atual primeiro-ministro Viktor Órban, no poder desde 2016. As últimas sondagens apontam para uma vantagem do partido Tisza, pelo qual concorre o conservador pró-europeu Péter Magyar e que conseguiu, em cerca de dois anos, construir um movimento capaz de fazer sombra ao primeiro-ministro nacionalista.

A eleição tem sido acompanhada pelos líderes mundiais, num contexto em que o primeiro-ministro eleito vai ditar o posicionamento político que a Hungria assumirá no âmbito europeu. O partido do atual primeiro-ministro, da direita nacional conservadora, procura conseguir um quinto mandato consecutivo, enquanto o opositor Péter Magyar, ex-aliado de Órban que se afastou do governo, tenta colocar o partido recente Tisza no poder.

Magyar prometeu desmontar "tijolo a tijolo" o sistema político, denominado "democracia iliberal", de Orbán, restaurando o Estado de Direito e a liberdade de imprensa. A principal bandeira eleitoral é o combate à corrupção. Ao contrário de Orbán, que mantém um braço de ferro com as instituições europeias, Magyar referiu querer tornar a Hungria num aliado fiável da NATO e membro leal da União Europeia.

O partido de Órban já recebeu o apoio do presidente norte-americano Donald Trump, sendo que o vice-presidente, JD Vance, se deslocou a Budapeste na semana passada para elogiar os méritos do atual primeiro-ministro húngaro e criticar a ingerência dos "burocratas de Bruxelas". Também próximo do líder russo Vladimir Putin, Órban tem sido crítico quanto às sanções da União Europeia contra a Rússia, desde a invasão de Moscovo à Ucrânia em 2022.

Correio da Manhã
 
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