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Notícias Kharg, a pequena ilha iraniana que pode ser fulcral na guerra do petróleo

Lordelo

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A ofensiva de Israel e dos EUA contra o Irão pode gerar uma grave crise económica e prova disso foi o aumento substancial no preço do gasóleo esta segunda-feira e a promessa de que esses aumentos vão continuar já na próxima semana.


No início desta semana, Donald Trump garantiu que a "guerra estava quase a acabar", naquilo que seria um sinal de esperança e confiança para os mercados.


Nesse mapa do petróleo, hoje palco de uma guerra, há uma pequena ilha de importância vital... e que quase passa despercebida. Trata-se da ilha de Kharg.


Com apenas 24 quilómetros quadrados, esta está localizada no Golfo Pérsico, a menos de 30 quilómetros da costa do Irão e a 483 quilómetros a noroeste do estreito de Ormuz.


E para quem não sabe, este pequeno território alberga a maior infraestrutura petrolífera iraniana, com mais de 90% da sua superfície a pertencer às companhias petrolíferas e às suas terminais.


Segundo o 20 minutos, que cita dados da IRNA (Agência de Notícias da República Islâmica) mais de 95% das exportações de petróleo do país são feitas a partir deste local.


Em Kharg, movimentam-se diariamente até 7 milhões de barris de petróleo bruto, de acordo com a Agência de Informação Energética dos EUA.


Ataque a Kharg pode acontecer?


A tomada desta ilha "cortaria o fornecimento de petróleo ao Irão" e poderia influenciar as negociações a favor dos EUA, refere o especialista Petras Katinas, investigador em clima, energia e defesa do Royal United Services Institute.


Contudo, arriscar bombardear a ilha, poderia também ter as suas consequências. Segundo o mesmo especialista, um ataque às suas instalações puniria o Irão, mas, ao mesmo tempo, provocaria uma volatilidade ainda maior no mercado energético


Para além disso, qualquer tentativa de tomar a ilha provavelmente exigiria uma operação terrestre, algo que os EUA querem evitar. E, a par disso, isso torná-la-ia também alvo do Irão pois Teerão poderia considerar um ato de autossabotagem para destruir o oleoduto que a abastece.


Assim, segundo o 20 minutos, uma operação militar à ilha pode ser equacionada mas está repleta de riscos que podem impulsionar ainda mais os preços do petróleo, algo que não beneficia ninguém.

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