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Notícias Mãe e filha morrem após refeição contaminada. Cinco médicos investigados

Lordelo

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Ago 4, 2007
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Uma mulher e a sua filha de 15 anos morreram após consumirem uma refeição de natal “contaminada”.


Antonella Di Ielsi, de 50 anos, e Sara Di Vita, de 15, morreram com poucas horas de diferença, depois de terem comido uma refeição de peixe, cogumelos e mexilhão durante esta época festiva.


As autoridades creem que mãe e filha, ambas de nacionalidade italiana, morreram depois de ter desenvolvido uma hepatite fulminante, ou seja, insuficiência hepática aguda, por envenenamento.


Sara deslocou-se duas vezes até às urgências e foi mandada de volta para casa até que o seu estado piorou de forma abrupta e acabaria por morrer pelas 23h de sábado, no Hospital Cardarelli. Já Antonella foi internada pouco depois, após ter começado a queixar-se dos mesmos sintomas da filha.


Segundo o médico Vincenzo Cuzzone "o quadro clinico [da jovem] sofreu uma reviravolta muito rara, que levou à sua morte, apesar dos cuidados prestados".


Segundo o boletim médico divulgado à imprensa, "houve insuficiência hepática, seguida por uma série de eventos, um após o outro, a uma velocidade extraordinária, que culminaram em falência múltipla de órgãos".


Perante o sucedido, uma equipa de investigadores deslocaram-se até casa das vítimas para apreenderam alimentos e restos de comida dentro da sua residência em Pietracatella, em Itália.


Exames realizados descartaram botulismo e contaminação por veneno para ratos. A principal linha de investigação aponta para a possível presença do cogumelo Amanita phalloides, popularmente chamado de chapéu-da-morte.


O The Mirror revela ainda que o marido e pai das duas vitimas também sofreu dos mesmos sintomas e continua hospitalizado. Já a filha mais velha, de 18 anos, escapou ilesa, dado que não partilhou da mesma refeição naquele dia.


O jornal italiano Il Messaggero revela que cinco médicos do Hospital Cardarelli estão sob investigação por possível negligência.


Também o autarca local disse que toda a comunidade está em choque com a situação e que autoridades estão a trabalhar para perceber a origem dos cogumelos para que responsabilidades sejam apuradas e não haja mais famílias afetadas pela tragédia.

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