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À chegada à cimeira dos líderes europeus, em Bruxelas, Emmanuel Macron considerou uma imprudência ter deixado alastrar o conflito a locais de produção de hidrocarbonetos, particularmente no Qatar.
"Vários países do Golfo foram atingidos, pela primeira vez, nas suas capacidades de produção, da mesma forma que o Irão", observou o Presidente francês, pedindo uma "rápida desescalada" do conflito.
O Irão intensificou esta manhã os ataques contra infraestruturas de energia dos países do Golfo, incendiando instalações de gás natural liquefeito (GNL) do Qatar e duas refinarias de petróleo do Kuwait.
O agravamento da guerra no Médio Oriente fez disparar novamente os preços globais dos combustíveis, com o preço do gás na Europa a subir 35%.
Também as autoridades dos Emirados Árabes Unidos disseram terem sido forçadas a interromper as operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.
Para Macron, este aprofundamento do conflito constitui "uma irresponsabilidade" sobre a qual já conversou com o Presidente dos EUA, Donald Trump, e espera poder falar também com o Irão.
O Presidente francês reiterou a posição do seu país de "regressar à negociação e ao diálogo" e indicou que as prioridades incluem "tentar, ao máximo, preservar e salvar a capacidade de produção" e a reabertura das rotas marítimas, nomeadamente do estreito de Ormuz.
Macron apelou também para uma pausa nos ataques com o início de um período de celebrações religiosas na região.
Os países muçulmanos celebram, a partir de hoje, o Eid al-Fitr, festa que marca o fim do jejum do Ramadão.
"Acredito que os ânimos devem acalmar e os combates devem cessar, pelo menos por alguns dias", defendeu.
Na quarta-feira à noite, Macron tinha proposto uma "trégua nos ataques contra as infraestruturas civis, particularmente as infraestruturas energéticas e hídricas", depois de conversar com o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o emir do Qatar, o xeque Tamim bin Hamad al-Thani, mas os ataques mantiveram-se depois do apelo.
Quanto aos temas a abordar na cimeira do Conselho Europeu, Macron focou-se na competitividade, declarando que pretende "mais simplificação" e "um mercado único europeu mais profundo para avançar mais rapidamente e ser mais competitivo".
"Queremos mais investimento, nomeadamente em inovação, investigação e tecnologia. Queremos uma diversificação das nossas parcerias, que é necessária no atual contexto geopolítico", afirmou.
IN:NM
