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National Geographic Foto of the Day

orban89

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Um fantasma ameaçador


"Que grande professora e mestre é a vida selvagem", defende o biólogo Rui Duarte, distinguido três vezes na mais recente edição do Insitu – Festival de Imagem de Natureza de Vouzela. Esta fotografia, da sua autoria, sublinha a convicção.


Para um olhar menos treinado, não é fácil identificar, logo à primeira, os artrópodes de carapaça quadrada e coloração branco-amarelada que Duarte captou com a sua câmara na ilha da Boa Vista. Foi neste pedaço de terra paradisíaco do arquipélago de Cabo Verde que o biólogo-fotógrafo barcelense assumiu em 2025 o cargo de gestor de operações da Fundação Tartaruga, no âmbito de um projecto de conservação que a National Geographic deu a conhecer recentemente. Se lhe pareceram fantasmas, não está totalmente errado. Mas já lá vamos.

Sabemos que um areal como este convida espécies marinhas como a tartaruga-comum (Caretta caretta) a aí desovarem, e que, ao deter 52% das praias de areia branca de todo o arquipélago, a ilha da Boa Vista é um importante viveiro deste réptil marinho. Ora, o caranguejo-fantasma (Ocypode cursor), o maior predador natural dos ovos e crias deste invertebrado, também o sabe. Através desta imagem, recentemente premiada em Vouzela, "é possível", nas palavras do biólogo que descobriu o gosto pela fotografia no último ano da licenciatura, "imaginar a muralha ofensiva desta espécie, que cerca as tartaruguinhas de partida para a grande aventura do mar".

Actualmente, Boa Vista alberga uma das maiores populações mundiais da espécie Caretta caretta. Além do emaranhamento em redes e anzóis, da poluição luminosa, da caça e dos turistas que invadem as praias durante a sua época de nidificação, entre Junho e Outubro, enfrenta várias ameaças animais: corvos, gatos ferais, cães e, claro, estes "fantasmas".

Das cinco fotografias de Rui Duarte que chegaram à fase final do Insitu – Festival de Imagem de Natureza de Vouzela, três foram galardoadas, cada uma numa categoria diferente: "Fotografia artística", "Mamíferos" e "Invertebrados". As imagens que o biólogo submeteu "representam alguns dos meus momentos imersos na natureza, seja explorando, trabalhando ou simplesmente aprendendo". E a lição não tem fim: "Que grande professora e mestre é a vida selvagem!"
 

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A Primavera agita o sangue

Para o mocho-galego, a mudança de estação significa o início dos gritos, berros e trinados.


O mocho-galego (Athene noctua) vive aos pares, em ninhos que normalmente não são construídos de qualquer material, aproveitando fendas, buracos e outras ligeiras depressões para construir a sua casa.

Esta ave de rapina inicia a sua época de reprodução entre o final de Março e o início de Abril e anuncia-a com grande alarido, aumentando muito a sua actividade sonora com chamamentos, gritos e trinados.

No final de Abril, a fêmea põe os ovos e incuba-os ela própria durante um período de cerca de 31-33 dias. Durante este período, o macho fornece-lhe alimento. As crias nascem geralmente durante o mês de Maio e, em Setembro, já são suficientemente independentes para abandonarem o ninho dos pais.
 

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Sexta-feira Santa em Bercianos de Aliste


Hoje de manhã, nesta aldeia da provícia de Zamora, a tradição repete-se: depois de tocarem as matracas, que chamam os aldeões até à igreja, celebra-se o Levantamento da Cruz. O Cristo articulado – figura que permanece deitada na sua urna de cristal ao longo do ano – é colocado na cruz para ser velado pelos confrades anciãos até ao momento do enterro, que ocorre à tarde.


Segundo a lenda, a aldeia de Bercianos de Aliste, na província de Zamora, sobreviveu à peste e, como muitas outras, demonstrou a sua gratidão realizando uma procissão todas as Sextas-Feiras Santas. A tradição diz que a indumentária de linho branco do confrade era tecida pelas mulheres mais próximas da sua família, não exclusivamente a sua noiva, como asseveram algumas fontes, pois só os homens casados podiam pertencer à confraria.

Os solteiros e os viúvos que desejavam participar, vestiam a capa alistana. Isto conferia um valor sagrado à indumentária envergada nas procissões, porque participara na Procissão do Senhor Morto, uma vez que a bula concede indulgência plena in articulo mortis aos que a acompanham. Tendo sido utilizada num contexto ritual, a indumentária torna-se um veículo de transmissão dessa indulgência, razão pela qual não se lava até à véspera da procissão seguinte – e é utilizada pela última vez no enterro do confrade.
 

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Paz artificial?

Palmeira Jumeirah é um projecto imobiliário excêntrico que teve início em 2001. Um quarto de século depois, a prometida tranquilidade "off-shore" foi posta em causa.

Esta ilha, no Dubai, foi construída artificialmente sobre o mar, com uma base de areia compactada. Inaugurada em 2008, tornou-se uma atracção para milionários de todo o mundo em busca de exclusividade.

Vista de cima, esta ilha tem a forma de uma palmeira que se estende sobre a água, com as casas situadas nos "16 ramos". No seu conjunto, ocupa 5 quilómetros de diâmetro. Mas o mundo já não é o que era e o local que atraía milionários de todo o mundo transformou-se, nas últimas semanas, num local perigoso, alvo de alguns dos mísseis iranianos.
 

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O grito no céu


A proximidade destes dois peneireiros-comuns (Falco tinnunculus) não significa que estejam a protagonizar uma cena romântica. Muito pelo contrário.


Estas aves características do Japão eram associadas a campos abertos, mas também se adaptaram a ambientes urbanos. Além disso, os seus ninhos podem ser cavidades em falésias, ninhos de corvos abandonados ou estruturas construídas pelo homem.




 

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Um passeio por corredores antigos


Num caravançarai, beber chá não é apenas um hábito cultural. Abre-se, neste espaço, um portal para uma história centenária.


Nesta imagem, vemos um empregado a transportar uma bandeja com çayi pelas passagens abobadadas do Büyük Yeni Han, em Istambul, na Turquia.

Estes hans, também conhecidos como caravançarais, serviam outrora de estalagens à beira da estrada ao longo das principais rotas comerciais, como a antiga Rota da Seda. Os mercadores reuniam-se aqui durante a sua estadia para trocar mercadorias e ideias. Hoje em dia, estes espaços antigos continuam a estar no centro da vida em Istambul.
 

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A caminho de Atenas


Neste dia, em 1896, ocorreu a primeira maratona dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Um destes jovens subiu ao pódio.


A maratona é a única modalidade olímpica com origens numa combinação de lenda e verdade – da Grécia Antiga, claro está, onde nasceram as Olimpíadas. E como acontece com as histórias de antanho, quem conta um conto acrescenta um ponto. O historiador Heródoto, que viveu relativamente perto da vitória dos Atenienses sobre o Império Persa na Batalha de Maratona em 490 a.C., relata que o mensageiro Fidípides correu cerca de 240 km de Atenas até Esparta antes da batalha. Mais tarde, foi disseminada a versão de Plutarco, que contribuiu para popularizar a narrativa do mensageiro que morre após cumprir sua missão, ao proferir a palavra “Vencemos”. Um facto: o emissário Fidípides existiu.


Ora, nos primeiros Jogos Olímpicos de Verão da era moderna – que ocorreram na Primavera de 1896 –, a maratona foi um dos momentos mais esperados. Escreveu Elias Burton Holmes, um viajante americano, fotógrafo e inventor do travelogue, nas suas notas: “O quinto dia é o dia da grande corrida de Maratona. Sobre este acontecimento, os gregos fundaram todas as suas esperanças. ‘Se ganharmos o prémio de Maratona, esqueceremos todas as nossas derrotas’ foi o grito que se elevou da vasta maioria helénica do público que, na sexta-feira, enche o Estádio, quase diria até à asfixia.”

A caminho de Atenas, 17 atletas de 5 países disputavam o primeiro lugar. Entre eles, “três gregos e três bárbaros, com grande determinação”. Dos três atletas que aparecem na fotografia a treinar para a maratona nas vésperas do grande momento, há uma expressão facial que se destaca: o do grego Charilaos Vasilakos (no centro), um funcionário da alfândega de Atenas, que tinha ganhado a primeira prova grega e era o favorito local. Foi medalha de prata. O ouro foi para o também grego Spyridon Louis e o bronze para o húngaro Gyula Kellner.

Uma curiosidade extra: a distância actual oficial da maratona (42,195 km) só foi padronizada mais tarde, em 1908.
 
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