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Epilepsia não pode ser tratada? É algo contagioso? Existem alguns mitos comuns que são associados a esta condição e importa esclarecer a verdade. Esta segunda-feira, 9 de fevereiro, assinala-se o Dia Mundial da Epilepsia.
“É uma doença neurológica que envolve o sistema nervoso. Fala-se em epilepsia quando ocorrem, pelo menos, dois episódios de convulsões não relacionados com a abstinência alcoólica, hipoglicémia, problemas cardíacos ou outros”, começa por dizer o website da rede de saúde CUF.
Epilepsia: Os mitos mais comuns
“Em alguns casos, basta uma convulsão para se fazer o diagnóstico da epilepsia, desde que exista um risco elevado de ocorrência de mais”, continuam. O website da Lamps Health e a associação Epilepsy Awareness Day explicaram alguns dos mitos mais comuns associados a esta condição. Saiba tudo.
Mito 1: Todas as crises epilépticas envolvem convulsões
A explicação: “Esta ideia geralmente surge da representação feita pelos media e da falta de informação por parte do público. Na realidade, as crises epilépticas podem manifestar-se de diversas maneiras, e nem todas são facilmente reconhecíveis. Algumas pessoas podem apresentar sintomas subtis, como olhar fixo, confusão ou movimentos repetitivos. É importante reconhecer a diversidade dos tipos de crises epilépticas para garantir um diagnóstico e tratamento adequados.”
Mito 2: A epilepsia é contagiosa
A explicação: “Outra ideia errada é que a epilepsia pode ser transmitida de pessoa para pessoa, como uma doença contagiosa. Este mito pode levar ao medo desnecessário e ao isolamento social para quem tem epilepsia. Na verdade, a epilepsia é uma condição neurológica que não é contagiosa de forma alguma. Não pode ser transmitida por contato físico, pelo partilhar de alimentos ou bebidas, ou qualquer outro meio de transmissão.”
Mito 3: Pessoas com epilepsia têm deficiência intelectual
A explicação: “A epilepsia é uma condição que afeta o cérebro, mas não necessariamente impacta a inteligência ou as habilidades cognitivas de uma pessoa. Esta ideia surge, muitas vezes, da falta de compreensão sobre a natureza diversa da epilepsia e seus efeitos sobre as pessoas. Doentes com epilepsia têm inteligência média ou acima da média e levam vidas bem-sucedidas em diversas áreas, incluindo estudos, artes, negócios e muito mais.”
Mito 4: Deve ser conter alguém que está a ter um convulsão
A explicação: “Um mito perigoso é que se deve conter ou imobilizar alguém que está a ter uma convulsão. Esta ideia provavelmente surge do desejo de ajudar, mas, na verdade, pode causar mais mal do que bem. Tentar conter alguém durante uma convulsão pode resultar em ferimentos tanto para a pessoa que está a ter a convulsão quanto para a pessoa que está a tentar ajudar.”
Mito 5: É uma condição para toda a vida que não pode ser tratada.
A explicação: “Não se trata necessariamente de uma sentença perpétua sem esperança de tratamento ou controlo. Esta ideia pode levar a um sentimento de impotência e desespero a quem recebe o diagnóstico de epilepsia. Na realidade, com o tratamento e o controlo adequados, muitas pessoas com epilepsia conseguem controlar as crises e levar uma vida normal.”
Mito 6: Pessoas com epilepsia são deficientes mentais
A explicação: “A epilepsia é uma condição neurológica, não uma deficiência mental ou intelectual. Este mito prejudicial tem origem em mal-entendidos históricos e continua a gerar um estigma significativo. A realidade é que a maioria das pessoas com epilepsia tem inteligência e habilidades cognitivas normais.”
Mito 7: Deve colocar algo na boca de alguém que está ter uma convulsão
A explicação: “Nunca coloque nada na boca de alguém que está a ter uma convulsão: é perigoso e pode causar ferimentos graves. Este mito perigoso já causou inúmeros ferimentos ao longo dos anos. Tentar inserir objetos na boca pode causar danos sérios.”
Mito 8: Pessoas com epilepsia não podem ter vidas normais e produtivas
A explicação: “A maioria das pessoas com epilepsia leva uma vida plena, ativa e bem-sucedida com o tratamento e acompanhamento médico adequados.”
Mito 9: Os medicamentos para a epilepsia não funcionam ou são muito perigosos
A explicação: “Os medicamentos para epilepsia são altamente eficazes e geralmente bem tolerados quando prescritos e tomados da forma correta. Os avanços no tratamento da epilepsia melhoraram drasticamente os resultados.”
Mito 10: Luzes levam a convulsões a pessoas com epilepsia
A explicação: “A epilepsia fotossensível afeta aproximadamente 3 a 5% das pessoas com epilepsia, tornando as crises desencadeadas relativamente incomuns. Isso significa que 95 a 97% das pessoas com epilepsia não são sensíveis.”
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