Preocupações com canis e gatis municipais chegam à Assembleia da República

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O CDS-PP questionou as 308 câmaras do país sobre as condições dos canis e gatis municipais face ao elevado número de cartas sobre o assunto que a bancada tem recebido, disse o deputado João Rebelo.

«As questões sobre os canis e gatis são um dos maiores temas dos `e-mails' que os cidadãos nos enviam. É uma preocupação recorrente. Este é um momento em que há um maior abandono de animais, os canis estão cheiíssimos», afirmou João Rebelo, em declarações à Agência Lusa.

Ao todo, foram 616 os requerimentos que a bancada do CDS-PP tem feito chegar desde o final do mês passado às 308 câmaras municipais sobre este tema.

A lotação das instalações, se as houver, quanto tempo é que os animais ficam nos canis/gatis, qual a percentagem de animais que tem como destino a adopção, o regresso aos donos e o abate, se as condições proporcionadas são suficientes e qual o destino das carcaças dos animais após o abate são as questões colocadas pelo deputado João Rebelo.

«Não há dados sobre isso», frisou o deputado, que integra a Sociedade Protectora dos Animais e acompanha este assunto na bancada parlamentar.

O deputado adiantou que «as câmaras estão a responder» e que, depois de reunidas as respostas, pretende reunir uma base de dados nacional e posteriormente publicar «um memorando» sobre o tema no site do CDS-PP na Internet.

João Rebelo destacou que o abandono de animais aumenta no verão, quando as famílias vão de férias, e que a crise tem levado também muitas pessoas não só a abandonar os cães ou gatos mas também a deixar de contribuir voluntariamente com alimentação e outros mantimentos.

Muitas vezes, acrescentou, a única solução que existe para impedir que os cães e gatos fiquem ao abandono são os canis ou gatis da responsabilidade das autarquias.


Lusa/SOL
 
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