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Primeiros socorros: como agir em situações de emergência

billshcot

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Nov 10, 2010
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Os primeiros socorros são a resposta rápida e inicial a uma emergência médica, através da aplicação de técnicas simples e eficazes para reduzir a gravidade da situação, melhorando as hipóteses de sobrevivência de uma vítima e diminuindo o seu grau de sofrimento.

São, por isso, a primeira ajuda a prestar a uma pessoa para impedir o agravamento do seu estado de saúde, antes de poder receber cuidados especializados. Saber o que fazer e (especialmente) o que não fazer pode significar a diferença nestes casos.

Posição Lateral de Segurança
A colocação de uma vítima inconsciente em posição lateral de segurança evita por um lado que a língua impeça a passagem do ar e garante também a drenagem pela boca, de saliva ou outros fluídos, que poderiam contribuir para a obstrução, causando pneumonia ou asfixia.

Segundo o site do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), estes são os passos que deve seguir:

Ajoelhe-se e alinhe o corpo da vítima, que deve ficar com os braços estendidos ao longo do corpo. Retire-lhe óculos e objetos volumosos dos bolsos.
Coloque o braço da vítima que está junto a si dobrado, com a palma da mão virada para cima e ao nível da cabeça.
Permaneça onde está e pegue na outra mão da vítima. Dobre-lhe o braço por forma a cruzar o peito e a colocar as costas da mão na face da vítima do seu lado. Após este movimento, segure do lado oposto ao seu a perna da vítima na zona do joelho, levante-a e dobre-a.
Utilize a perna dobrada para ajudar a rolar a vítima para o seu lado. Durante este movimento mantenha uma mão a apoiar a cabeça da vítima enquanto a faz rolar.
Certifique-se que a vítima está a respirar.
Ligue 112 e fique atento a alterações do estado da vítima enquanto aguarda pelo socorro.

Como utilizar o número de Emergência 112
Em caso de doença súbita ou de acidente grave deve contactar os serviços de emergência médica através do número 112 (número europeu de socorro). Tome nota de algumas informações importantes a transmitir ao telefone:

Informar claramente sobre o número de vítimas, discriminar se é homem, mulher, grávida, criança e fornecer estimativa de idades.
Dar indicações precisas sobre o estado da vítima e relatar de forma simples o tipo de acidente: queda, desmaio, atropelamento, eletrocussão, etc.
Descrever o local da emergência (se possível a morada exata) acompanhada de pontos de referência.
Pedir ao interlocutor que repita a mensagem a fim de ver se esta foi devidamente entendida.
Procurar um documento e contatar a família da vítima. Acalmar e, se possível, pedir informações à vítima sobre o sucedido.
Promover um ambiente calmo, afastando curiosos e evitando comentários.
Os primeiros socorros consistem, conforme a situação, na aplicação de técnicas simples e eficazes como proteção de feridas, imobilização de fraturas, controlo de hemorragias externas, desobstrução das vias respiratórias e realização de manobras de suporte básico de vida.

Mostramos, a seguir, alguns procedimentos, recorrentes em crianças e adultos, que podem ser aplicados por qualquer pessoa.

Afogamento
O que fazer?

Retirar imediatamente a vítima de dentro de água.
Verificar se está consciente, se respira e se o coração bate.
Colocar a vítima de barriga para baixo e com a cabeça virada para um dos lados.
Comprimir a caixa torácica 3 a 4 vezes, para fazer sair a água
Se a vítima não respira, deitá-la de costas e iniciar de imediato os procedimentos do algoritmo do Suporte Básico de Vida. Logo que a vítima respire normalmente, colocá-la em Posição Lateral de Segurança e mantê-la confortavelmente aquecida.

Se o afogamento se deu no mar ou num rio, o socorrista não deve:

Lançar-se à água se não souber nadar muito bem
Procurar salvar um afogado que está muito longe de terra
Deixar-se agarrar pela pessoa que quer salvar
Desmaio / Perda súbita de consciência
O desmaio é provocado por falta de oxigénio no cérebro, à qual o organismo reage de forma automática, com a perda de consciência e queda brusca e desamparada do corpo. Normalmente, o desmaio dura 2 a 3 minutos. Tem diversas causas: excesso de calor, fadiga, jejum prolongado, permanência de pé durante muito tempo, etc.

Palidez, suores frios, falta de força e pulso fraco são alguns dos sintomas.

O que fazer?

Se nos apercebermos de que a pessoa está prestes a desmaiar:

Sentá-la
Colocar-lhe a cabeça entre as pernas
Molhar-lhe a testa com água fria
Dar-lhe de beber chá ou café açucarados
Se a pessoa já estiver desmaiada:

Deitá-la com a cabeça de lado e as pernas elevadas
Desapertar-lhe as roupas
Mantê-la confortavelmente aquecida, mas, sempre que possível, em local arejado.
Logo que recupere os sentidos, dar-lhe uma bebida açucarada
Consultar posteriormente o médico
Golpe de Calor/Insolação
O golpe de calor ou insolação é uma situação resultante da exposição prolongada ao calor, num local fechado e sobreaquecido (por ex., dentro duma viatura fechada, ao sol) ou da exposição prolongada ao sol, nomeadamente na praia.

Dores de cabeça, tonturas, vómitos, excitação e inconsciência são alguns dos sintomas.

O que fazer?

Deitar a vítima em local arejado e à sombra.
Elevar-lhe a cabeça.
Desapertar-lhe a roupa.
Colocar-lhe compressas frias na cabeça.
Dar-lhe a beber água fresca, se a vítima estiver consciente.
Se estiver inconsciente, colocá-la em posição lateral de segurança.
A insolação é sempre grave, em especial nas crianças, e pode provocar hemorragia cerebral. Esta situação necessita de transporte urgente para o Hospital.

Estado de Choque
O estado de choque caracteriza-se por insuficiência circulatória aguda com deficiente oxigenação dos órgãos vitais. As causas podem ser muito variadas: traumatismo externo ou interno, perfuração súbita de órgãos, emoção, frio, queimadura, intervenções cirúrgicas, etc. Não tratado, o estado de choque pode conduzir à morte.

Palidez, olhos mortiços, suores frios, prostração (imobilidade e ausência de reação) e náuseas são alguns dos sintomas. Num estado de agravado, o pulso está fraco, a respiração superficial e pode levar à inconsciência.

O que fazer?

Se a vítima estiver consciente:

Deitá-la em local fresco e arejado.
Desapertar as roupas, não esquecendo gravatas, cintos e soutiens
Tentar manter a temperatura normal do corpo.
Levantar as pernas a 45º
Ir conversando para acalmá-la.
Ligar para o 112.
Se a vítima não estiver consciente deve colocá-la na Posição Lateral de Segurança. Deve aguardar a chegada dos serviços de emergência para que a vítima seja transportada para o hospital.

Nunca deve tentar dar de beber à vítima.

Feridas
Uma ferida tem quase sempre origem traumática, que além da pele (ferida superficial) pode atingir o tecido celular subcutâneo e muscular (ferida profunda).

O que fazer?

Antes de tudo, lavar as mãos e calçar luvas descartáveis.
Proteger provisoriamente a ferida com uma compressa esterilizada.
Lavar, do centro para os bordos da ferida, com água e sabão, solução de clorhexidina, por ex. Hibiscrub, ou similar, utilizando compressas.
Secar a ferida com uma compressa através de pequenos toques, para não destruir qualquer coágulo de sangue.
Desinfectar com anti-séptico, por ex. Betadine em solução dérmica. Depois de limpa, se a ferida for superficial e de pequenas dimensões, deixá-la preferencialmente ao ar, ou então aplicar uma compressa esterilizada.
Se a ferida for mais extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infetados (ou se contiver corpos estranhos), deverá proteger apenas com uma compressa esterilizada e encaminhar para tratamento por profissionais de saúde. É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.

Se houver hemorragia:

Se as compressas ficarem saturadas de sangue, colocar outras por cima, sem nunca retirar as primeiras.
Fazer durar a compressão até a hemorragia parar (pelo menos 10 minutos).
Se a hemorragia parar, aplicar um penso compressivo sobre a ferida.
Se se tratar de uma ferida dos membros, com hemorragia abundante, pode ser necessário aplicar um garrote. O garrote pode ser de borracha ou improvisado com uma tira de pano estreita ou uma gravata. Como aplicar o garrote:

Aplicar o garrote entre a ferida e o coração, mas o mais perto possível da ferida e sempre acima do joelho ou do cotovelo,de acordo com a localização da ferida que sangra.
Aplicar o garrote por cima da roupa ou sobre um pano limpo bem alisado colocado entre a pele e o garrote;
Colocar o garrote à volta do membro ferido; se o garrote for improvisado com uma tira de pano ou gravata, dar dois nós, entre os quais se coloca um pau, que poderá ser rodado até a hemorragia estancar.
O que não deve fazer:

Tocar nas feridas sangrantes sem luvas.
Utilizar o material (luvas, compressas, etc.) em mais de uma pessoa.
Soprar, tossir ou espirrar para cima da ferida.
Utilizar mercurocromo ou tintura de metiolato (deve utilizar Betadine dérmico).
Fazer compressão directa em locais onde haja suspeita de fracturas ou de corpos estranhos encravados, ou junto das articulações.
Tentar tratar uma ferida mais grave, extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infectados, ou que contenha corpos estranhos.
Fraturas
Em caso de fratura ou suspeita de fractura, o osso deve ser imobilizado. Qualquer movimento provoca dores intensas e deve ser evitado.

Sinais e Sintomas

Dor intensa no local, edema (inchaço) e perda total ou parcial dos movimentos.

Encurtamento ou deformação do membro lesionado.

O que fazer?

Expor a zona da lesão (desapertar ou se necessário cortar a roupa).
Verificar se existem ferimentos.
Tentar imobilizar as articulações que se encontram antes e depois da fractura, utilizando talas apropriadas ou, na sua falta, improvisadas.
Note bem:

As fracturas têm de ser tratadas no Hospital.

As talas devem ser sempre previamente almofadadas e bastante sólidas. Quando improvisadas, podem ser feitas com barras de metal ou varas de

madeira.

Se se utilizarem talas insufláveis, estas devem ser desinsufladas de 15 em 15 minutos para aliviar a pressão que pode dificultar a circulação do sangue.

O que não fazer:

Tentar fazer redução da fratura, isto é, tentar encaixar as extremidades do osso partido.
Provocar apertos ou compressões que dificultem a circulação do sangue.
Procurar, numa fratura exposta, meter para dentro as partes dos ossos que estejam visíveis.
Este e outros exemplos de procedimentos em caso de emergências podem ser consultados no Manual de Primeiros Socorros.

Não sendo socorrista, e tratando-se de um acidentado de maior gravidade, o crucial é saber comunicar o caso com os serviços de emergência da forma mais eficaz possível.

Saber informar pode salvar uma vida!

*Os conteúdos são informativos e não pretendem substituir pareceres de cariz profissional e científico.
 
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