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Numa conferência de imprensa conjunta entre os dois Presidentes, Macron apelou à formação de uma "coligação dos independentes" entre democracias para enfrentar a "hegemonia" da China e a "imprevisibilidade" do Presidente norte-americano, Donald Trump, que reuniria os países europeus, o Japão, a Coreia do Sul, o Canadá e alguns "grandes (países) emergentes democráticos" como a Índia e o Brasil.
No âmbito da viagem oficial de Macron a Seul, o Presidente da Coreia do Sul tratou com o homólogo francês formas de aprofundar os laços económicos e reforçar a coordenação em questões de segurança.
"O Presidente Macron e eu concordamos em compartilhar experiências e estratégias em matéria de políticas para enfrentar conjuntamente as crises económica e energética, provocadas pela guerra no Médio Oriente. Também concordamos em trabalhar juntos para reduzir a incerteza na economia global", sublinhou o dirigente sul-coreano, numa conferência de imprensa conjunta.
Lee e Macron sublinharam o compromisso de "reforçar a segurança energética", pelo que se mostraram abertos a cooperar em áreas como a energia nuclear e a eólica marinha.
Igualmente, destacaram a importância da coordenação internacional para restabelecer a passagem por Ormuz, no âmbito dos esforços de uma coligação de 40 países para lançar um plano diplomático e político que desbloqueie a situação.
"Entretanto, colaboramos para garantir rotas seguras de transporte marítimo através do estreito de Ormuz", acrescentou o Presidente asiático, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Além da energia, o Presidente francês e o homólogo sul-coreano concordaram em elevar o nível das relações bilaterais para ampliar o comércio e reforçar a cooperação em inteligência artificial.
"Partindo desta longa amizade e solidariedade, Macron e eu concordamos em elevar a nossa relação bilateral à categoria de Parceria Estratégica Global", disse Lee.
Os países anteriormente mantinham uma "parceria abrangente para o século XXI", estabelecida em 2004.
O escritório de Lee informou, antes da reunião, que os seus objetivos no âmbito desta nova associação são a consolidação da Coreia do Sul como potência diplomática do G7+, posicionar-se entre os três líderes mundiais em inteligência artificial (IA), reforçar a segurança económica e expandir a influência cultural do país, entre outros.
A cimeira entre os dois presidentes resultou na revisão de três acordos e na assinatura de onze memorandos de entendimento centrados em setores estratégicos, como a cooperação em inteligência artificial, semicondutores e tecnologias quânticas, bem como em energia nuclear e eólica marinha.
Os dois países também acordaram colaborar no desenvolvimento de cadeias de fornecimento de minerais raros.
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