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Sindicato da PSP diz que Governos não devem "recorrer às polícias como arma de ação política"
Associação sindical admite ainda "algumas reservas relativamente aos propósitos do governo no que diz respeito à ação identificada".
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) afirmou esta terça-feira que os governos não devem "recorrer às polícias como arma de ação política", a propósito da ação recente da PSP no Martim Moniz, em Lisboa.
"Os governos podem e devem determinar a política de segurança do ponto de vista político e no sentido genuíno e único de preservação da segurança às populações; os governos não se devem imiscuir ou recorrer às polícias como arma de ação política por disputas ou agendas partidárias", apontou a associação sindical em comunicado.
Numa reação a uma "operação especial de prevenção criminal" realizada pela PSP no passado dia 19 no Martim Moniz, criticada por vários partidos e organizações da sociedade civil, a ASPP/PSP considera que "importa aferir se as operações policiais levadas a cabo estão ou não a ser instrumentalizadas politicamente ou mesmo partidariamente" e "se a operação [na rua do Benformoso, no Martim Moniz] serviu para propósitos políticos, e se isso coloca a PSP como um instrumento político ao serviço do governo".
O comunicado da associação sindical admite ainda "algumas reservas relativamente aos propósitos do governo no que diz respeito à ação identificada".
Para a direção da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, "as polícias devem fazer o seu trabalho com isenção e sem se submeter à direção, aparentemente operacional, do primeiro-ministro, ou sem se submeter a orientações com propósitos assentes em contexto e debate político".
A operação policial em causa decorreu durante a tarde de quinta-feira, 19 de dezembro, quando um forte dispositivo policial cercou a rua do Benformoso, onde há uma grande comunidade de cidadãos do subcontinente indiano, e revistou dezenas de pessoas, que ficaram entre uma a duas horas viradas para a parede.
Dois homens, ambos de nacionalidade portuguesa, foram detidos, um por posse de arma proibida e droga e outro por suspeita de pelo menos oito crimes de roubo.
No mesmo dia, O primeiro-ministro considerou que esta operação da PSP foi "muito importante" para criar "visibilidade e proximidade" no policiamento e para aumentar a sensação de tranquilidade dos cidadãos portugueses.
Para a associação sindical, "o sentimento de segurança não se resolve apenas com operações deste calibre e de forma isolada", mas também "com polícias dignificados e com condições de trabalho, com polícias que transpareçam uma imagem de isenção, independência e transparência na sua ação, imunes a tentações de condicionamento político".
Entretanto, a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) decidiu abrir um processo administrativo "de natureza não disciplinar" sobre a operação da PSP no Martim Moniz e pretende reunir informações para análise interna, explicou hoje o organismo em comunicado.
A IGAI abriu "por sua iniciativa, um processo administrativo, com solicitação de informações à PSP sobre a referida operação", indicou o inspetor-geral da Administração Interna, juiz desembargador Pedro Figueiredo, à edição de hoje do semanário Expresso.
Correio da Manhã

Associação sindical admite ainda "algumas reservas relativamente aos propósitos do governo no que diz respeito à ação identificada".
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) afirmou esta terça-feira que os governos não devem "recorrer às polícias como arma de ação política", a propósito da ação recente da PSP no Martim Moniz, em Lisboa.
"Os governos podem e devem determinar a política de segurança do ponto de vista político e no sentido genuíno e único de preservação da segurança às populações; os governos não se devem imiscuir ou recorrer às polícias como arma de ação política por disputas ou agendas partidárias", apontou a associação sindical em comunicado.
Numa reação a uma "operação especial de prevenção criminal" realizada pela PSP no passado dia 19 no Martim Moniz, criticada por vários partidos e organizações da sociedade civil, a ASPP/PSP considera que "importa aferir se as operações policiais levadas a cabo estão ou não a ser instrumentalizadas politicamente ou mesmo partidariamente" e "se a operação [na rua do Benformoso, no Martim Moniz] serviu para propósitos políticos, e se isso coloca a PSP como um instrumento político ao serviço do governo".
O comunicado da associação sindical admite ainda "algumas reservas relativamente aos propósitos do governo no que diz respeito à ação identificada".
Para a direção da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, "as polícias devem fazer o seu trabalho com isenção e sem se submeter à direção, aparentemente operacional, do primeiro-ministro, ou sem se submeter a orientações com propósitos assentes em contexto e debate político".
A operação policial em causa decorreu durante a tarde de quinta-feira, 19 de dezembro, quando um forte dispositivo policial cercou a rua do Benformoso, onde há uma grande comunidade de cidadãos do subcontinente indiano, e revistou dezenas de pessoas, que ficaram entre uma a duas horas viradas para a parede.
Dois homens, ambos de nacionalidade portuguesa, foram detidos, um por posse de arma proibida e droga e outro por suspeita de pelo menos oito crimes de roubo.
No mesmo dia, O primeiro-ministro considerou que esta operação da PSP foi "muito importante" para criar "visibilidade e proximidade" no policiamento e para aumentar a sensação de tranquilidade dos cidadãos portugueses.
Para a associação sindical, "o sentimento de segurança não se resolve apenas com operações deste calibre e de forma isolada", mas também "com polícias dignificados e com condições de trabalho, com polícias que transpareçam uma imagem de isenção, independência e transparência na sua ação, imunes a tentações de condicionamento político".
Entretanto, a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) decidiu abrir um processo administrativo "de natureza não disciplinar" sobre a operação da PSP no Martim Moniz e pretende reunir informações para análise interna, explicou hoje o organismo em comunicado.
A IGAI abriu "por sua iniciativa, um processo administrativo, com solicitação de informações à PSP sobre a referida operação", indicou o inspetor-geral da Administração Interna, juiz desembargador Pedro Figueiredo, à edição de hoje do semanário Expresso.
Correio da Manhã