Irão a ferro e fogo

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Irão volta a impôr às mulheres uso do véu islâmico a partir de sábado


O Irão vai voltar a impôr o véu islâmico às mulheres, regra que será fiscalizada com a ajuda de câmaras de vigilância, enquanto grupos de estudantes anunciaram protestos contra o regresso da medida.


Irão volta a impôr às mulheres uso do véu islâmico a partir de sábado



"A aplicação do plano do véu e a castidade começará amanhã", anunciou hoje o chefe da polícia iraniana, Ahmad Erza Radan, citado pelo diário Hammihan.


O responsável pelas forças policiais do país assegurou que "as câmaras não cometem erros" no momento de identificar as mulheres que não se cobrem com o véu, com uso obrigatório no Irão desde 1983.


Há uma semana, a polícia iraniana anunciou que iria utilizar câmaras para identificar em diversos locais as mulheres que não usam o 'hijab'.

As mulheres identificadas sem véu receberão uma mensagem de texto onde são informadas da infração. Caso reincidam, serão indiciadas e terão de comparecer em tribunal.


A lei pune as mulheres que não usam o véu com multas e penas até dois meses de prisão, mas as autoridades estão a considerar outras opções, como a privação de utilizar serviços bancários.



As autoridades também já advertiram lojas e restaurantes para que não atendam mulheres descobertas e diversos estabelecimentos já encerraram por esse motivo.


No início de abril, os ministérios da Educação e da Saúde anunciaram que não permitirão que as estudantes sem véu frequentem as universidades e institutos.


Diversas organizações estudantis anunciaram protestos para sábado contra a imposição da nova medida.


"Devemos responder às medidas repressivas do Governo com manifestações, protestos, concentrações e pichagens", indiciaram várias organizações estudantis em comunicado.


Muitas mulheres deixaram de usar o obrigatório véu islâmico como forma de protesto e desobediência civil desde a morte em setembro de Mahsa Amini, detida por não usar de forma correta o 'hijab'.



A morte de Amini que ocorreu durante a detenção originou protestos em todo o país e que se converteram num protesto político contra a República islâmica, com importante participação das universidades, institutos e colégios.



A repressão dos protestos provocou cerca de 500 mortos, incluindo diversos agentes policiais, milhares de detidos e quatro enforcamentos.


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Irão: Educação das iranianas em risco por causa de envenenamentos


A organização não-governamental (ONG) Amnistia Internacional alertou hoje que a educação de milhões de mulheres iranianas está em risco por causa dos envenenamentos em centros educativos femininos e enviou uma carta ao Procurador-Geral do Irão a exigir medidas urgentes.


Irão: Educação das iranianas em risco por causa de envenenamentos



"Os direitos à educação, saúde e vida de milhões de meninas em idade escolar estão ameaçados pelos ataques com gás em escolas femininas no Irão", denunciou a ONG num comunicado.


A organização internacional de defesa e promoção dos direitos humanos indicou que, desde novembro de 2022, mais de 100 centros educacionais para mulheres foram atacados, alguns deles por várias vezes, e que cerca de 13.000 estudantes receberam atendimento médico por envenenamento.


As alunas apresentaram sintomas como tosse, dificuldades respiratórias, irritação na garganta, dores de cabeça, náuseas ou vómitos, adiantou a Amnistia Internacional (AI).


Em março, as autoridades anunciaram a prisão de 118 pessoas por suspeitas de envolvimento nos envenenamentos, mas, apesar disso, os ataques continuam a ocorrer em todo o país.


Segundo vários grupos de ativistas, os casos mais recentes ocorreram hoje, com ataques a escolas na própria capital, Teerão, e também nas cidades de Hamedan e Dezful.


Na terça-feira, o grupo de oposição curdo-iraniano no exílio Hengaw registou ataques a 19 escolas nas cidades de Teerão, Kermanshah, Saqez, Ahvaz, Eslamshahr, Ardebil, Karaj e Urmia, que levaram à hospitalização de dezenas de estudantes.


Apesar destes registos, o ministro da Saúde iraniano, Bahram Einollahi, desvalorizou os factos, afirmando que "não existem evidências" de que as alunas tenham sido envenenadas e atribuindo "mais de 90% dos casos ao 'stress' e a travessuras".


Por esse motivo, a Amnistia Internacional decidiu enviar uma carta ao Procurador-Geral do país, Mohamad Jafar Montazeri, instando-o a iniciar uma "investigação independente, completa e eficaz" e a levar os responsáveis pelos ataques à justiça.


"As autoridades devem garantir que as meninas tenham acesso igual e seguro à educação e que sejam protegidas de qualquer forma de violência", defendeu a ONG, que pediu às autoridades iranianas que autorizem funcionários das Nações Unidas a entrar no país para ajudar a participar na investigação aos ataques.


No Irão, a educação feminina não foi questionada nos 43 anos de existência da República Islâmica e alguns pais relacionam os envenenamentos com os protestos com forte tom feminista registados nos últimos meses no país. Os protestos, que têm diminuído de intensidade, foram alvo de uma forte repressão estatal.


Os protestos desencadearam-se maioritariamente após a morte, em setembro passado, da jovem iraniana curda Mahsa Amini, de 22 anos, que morreu sob custódia policial depois de ser detida por alegado uso indevido do 'hijab' (véu islâmico).


Nos protestos participaram alunas das escolas e institutos, que tiraram os véus, gritaram palavras de ordem hostis ao regime teocrata e fizeram gestos de desprezo diante dos retratos do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e do fundador da República Islâmica, o 'ayatollah' Ruhollah Khomeini, em 1979.



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Irão. Cinquenta raparigas hospitalizadas após novos ataques em escolas


Cinquenta alunas de cerca de 10 escolas femininas no Irão foram hoje hospitalizadas após novos ataques com produtos químicos, denunciou uma organização não-governamental, num momento em que vários centros educativos femininos do país têm sido alvo de envenenamentos.

Irão. Cinquenta raparigas hospitalizadas após novos ataques em escolas



"Os ataques químicos organizados contra escolas continuam e mais 10 atentados aconteceram hoje em Teerão, Urmia, Hamedan, Qazvin, Saqez, Dezful e Ardabil", declarou o Observatório de Direitos Humanos Hengaw, antes de acrescentar que várias estudantes foram levadas para um centro médico no nordeste de Teerão devido a um ataque com "gás".


A organização não-governamental (ONG) precisou que várias estudantes foram envenenadas em Hamedan, situação semelhante à vivida em Dezful, onde a direção da escola "não permitiu a entrada das famílias para levarem as filhas e apagou fotos e vídeos dos telemóveis das raparigas".


O Governo do Irão assegurou, em meados de março, ter detido mais de uma centena de pessoas ligadas ao envenenamento de alunas em várias escolas do país.


O regime de Teerão considerou que os ataques faziam parte de uma conspiração orquestrada por países classificados como "inimigos".


Os primeiros envenenamentos foram relatados há mais de dois meses numa escola localizada em Qom, capital da província de mesmo nome.


Desde então, os ataques foram registados em outras partes do país, sendo desconhecida a real amplitude destes casos em todo o território iraniano.


A Amnistia Internacional alertou na quarta-feira que a educação de milhões de mulheres iranianas está em risco por causa dos envenenamentos em centros educativos femininos e enviou uma carta ao Procurador-Geral do Irão a exigir medidas urgentes.


"Os direitos à educação, saúde e vida de milhões de meninas em idade escolar estão ameaçados pelos ataques com gás em escolas femininas no Irão", denunciou a organização num comunicado.


A organização internacional de defesa e promoção dos direitos humanos indicou no mesmo dia que, desde novembro de 2022, mais de 100 centros educacionais para mulheres foram atacados, alguns deles por várias vezes, e que cerca de 13.000 estudantes receberam atendimento médico por envenenamento.

As alunas apresentam sintomas como tosse, dificuldades respiratórias, irritação na garganta, dores de cabeça, náuseas ou vómitos, adiantou a Amnistia Internacional.


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Irão. Clérigo muçulmano assassinado no norte do país


Um clérigo xiita foi hoje assassinado a tiro na cidade de Babolsar, no norte do Irão, num ataque realizado por um homem que posteriormente foi detido pelas autoridades, divulgou a agência de notícias estatal IRNA.

Irão. Clérigo muçulmano assassinado no norte do país



O'ayatollah' Abbas Ali Soleimani, de 75 anos, era um dos 88 membros da Assembleia de Peritos, responsável pela nomeação do líder supremo - a autoridade máxima no Irão.


Um dos responsáveis pela segurança política da província de Mazandaran, Ruhola Selagi, declarou que "o agressor foi detido graças aos esforços do dispositivo de segurança", segundo a agência de notícias iraniana Mehr.


Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre a morte do 'ayatollah' Abbas Ali Soleimani, nem há qualquer reivindicação de responsabilidade pelo ataque.


Soleimani também havia sido representante pessoal do líder supremo iraniano, 'ayatollah' Ali Khamenei, na província iraniana do Sistão-Baluchistão.


A Assembleia de Peritos, da qual era membro, é um órgão composto por 88 religiosos eleitos por oito anos por sufrágio universal direto de um grupo de candidatos aprovados pelo Conselho de Guardiões.


A Assembleia é responsável por nomear o líder supremo e supervisionar o seu trabalho, tendo poderes constitucionais para nomear outra pessoa se julgar necessário.


Em abril de 2022, um ataque realizado por supostos 'jihadistas' na cidade sagrada de Mashhad (nordeste) causou a morte de outros dois clérigos xiitas.


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Jornalistas que revelaram caso de Mahsa Amini em risco de pena de morte


A justiça iraniana acusou as jornalistas que revelaram o caso de Mahsa Amini de "colaboração com o governo hostil dos EUA, conluio contra a segurança nacional e propaganda contra o sistema", acusações que podem levar a pena de morte.

Jornalistas que revelaram caso de Mahsa Amini em risco de pena de morte



O porta-voz do poder judicial, Masoud Setayeshi, informou hoje as acusações feitas às jornalistas Nilufar Hamedi e Elahe Mohammadi por informarem a morte em setembro de Amini, a que se sucederam fortes protestos no país.


O julgamento deve começar dentro de um mês, "no Tribunal Revolucionário de Teerão", acrescentou, durante uma conferência de imprensa.


Em outubro, o Ministério das Informações e a organização de informações da Guarda Revolucionária acusaram as duas jornalistas de terem recebido treino da CIA, em "guerra híbrida", para fomentar os protestos.


Hamedi foi a jornalista que publicou uma foto de Amini no hospital, quando estava em coma e entubada, e depois outra com os pais abraçados no passeio do hospital, depois de terem sido informados da morte da filha.


Esta jornalista do diário reformista Shargh foi detida em 21 de setembro e passou grande parte da detenção em regime de isolamento.


Por sua vez, Mohammadi cobriu o funeral de Amini, na sua cidade - Saqez, no Curdistão -, onde começaram os protestos, em 17 de setembro.


Mohammadi trabalhava para o diário Hammihan e foi detida em casa, em 22 de setembro.


Hamedi e Mohammadi são apenas duas de entre uma quase centena de jornalistas detidos por fazerem o seu trabalho durante os protestos no Irão, segundo o Comité para a Proteção de Jornalistas.


Daquele total, pelo menos 72 foram libertados sob fiança.


A morte de Amini causou fortes protestos em todo o país, em que se pediu o fim da República Islâmica, protagonizados sobretudo por jovens e mulheres, que acabaram depois de uma forte repressão estatal, que causou pelo menos 500 mortos.

Há também registo de quatro enforcamentos, um dos quais em público, por participação nos protestos.



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Mais duas atrizes processadas no Irão por aparecerem em público sem véu


Duas atrizes iranianas vão responder judicialmente por aparecerem sem o véu obrigatório num evento público em Teerão, poucos dias depois de outras duas atrizes terem sido processadas pelo mesmo motivo, revelou hoje a agência iraniana Fars.


Mais duas atrizes processadas no Irão por aparecerem em público sem véu



"Após a remoção do 'hijab' por Afsaneh Baygan e Fatemeh Motamedarya, duas atrizes de cinema e de televisão, durante uma cerimónia, foi iniciada uma ação legal contra elas", revelou a agência de notícias Fars, citando um comunicado da polícia, no qual era destacado que o caso foi enviado à entidade iraniana correspondente ao Ministério Público.


Imagens das duas mulheres viralizaram nas redes sociais no domingo, após terem participado numa noite de homenagem a um famoso ator iraniano, Atila Pesyani, em Teerão.


Em 25 de abril, a polícia da capital já havia denunciado outras duas atrizes, Katayoun Riahi e Pantea Bahram, por "terem cometido o crime de retirar o 'hijab' em público" e "terem publicado fotos na internet".


A ação penal contra as atrizes surge na sequência da entrada em vigor, em meados de abril, de um novo plano da polícia para endurecer o controlo do uso do véu pelas mulheres, obrigatório desde a Revolução Islâmica de 1979.


Nos últimos meses, cada vez mais mulheres têm aparecido nas ruas sem véu, especialmente após o início do movimento de protesto desencadeado pela morte, em setembro, de Mahsa Amini, depois de ter sido detida por violar o rígido código de vestimenta.

Em meados de abril, as autoridades tinham indicado que mais de 150 estabelecimentos comerciais tinham sido encerrados em 24 horas por não terem respeitado a obrigatoriedade do uso do véu pelas funcionárias.







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Irão executa irano-sueco acusado de terrorismo


O Irão executou hoje o dissidente irano-sueco Habib Chaab, condenado à morte por terrorismo, acusado de ser o líder de um grupo separatista árabe no oeste do país, o Harakat al-Nidal.

Irão executa irano-sueco acusado de terrorismo



No Irão, as execuções são geralmente efetuadas por enforcamento.


A 12 de março, a Justiça tinha confirmado a condenação à morte "por corrupção, gestão e liderança de um grupo rebelde e conceção e execução de numerosas operações terroristas".


A Suécia reagiu, classificando a pena de morte como "um castigo desumano e irreversível". "A Suécia, tal como o resto da União Eeuropeia, condena a aplicação da pena de morte em todas as circunstâncias", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros sueco, Tobias Billstrom.

Segundo a imprensa iraniana, Chaab, também conhecido como Habib Asyud, é o líder do grupo Harakat al-Nidal, ou ASMLA (Movimento Árabe para a Libertação de Ahvaz), considerado um movimento terrorista pelas autoridades iranianas.


Desapareceu em Outubro de 2020, depois de ter viajado para Istambul, e reapareceu um mês depois na prisão no Irão.



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Dois iranianos enforcados em Teerão por blasfémia e insultos ao Islão


O Irão executou hoje duas pessoas que tinham sido condenadas à morte por blasfémia e insultos ao Islão ao publicarem na internet "conteúdos contra a religião" e por defenderem o ateísmo.


Dois iranianos enforcados em Teerão por blasfémia e insultos ao Islão



Yousef Mehrdad e Sadrollah Fazeli Zare foram enforcados por crimes contra o Islão, noticiou a agência de notícias Mizan que depende do Ministério da Justiça.


Os dois homens tinham sido condenados à morte por "envolvimento numa rede que distribuía conteúdos" contra o Islão, insultos a Maomé e promoção do ateísmo, indicam as autoridades judiciais iranianas.


A agência Mizan qualifica os dois condenados à morte como "destruidores do Islão" e, adianta, que Yousef Mehrdad estava na posse de documentos que referiam a destruição do Islão pelo fogo.


A Justiça iraniana afirmou que os dois condenados utilizaram números de telefone franceses para acionar contas em serviços de internet para levarem a cabo atividades contra a religião.


A Mizen acrescenta que os dois homens "confessaram os delitos" tendo sido presos há três anos.


O Irão adota uma postura muito severa contra o que considera "ofensas ao Islão".


De acordo com organismos internacionais, o Irão é um dos países com mais execuções por condenação à morte, destacando-se 246 enforcamentos em 2021.



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Irão. Risco de execução iminente de três manifestantes condenados à morte


Três homens condenados à morte no Irão na sequência dos protestos que eclodiram no ano passado estão em "risco iminente" de execução depois de o Supremo Tribunal ter decidido manter as sentenças, divulgou hoje a Amnistia Internacional.

Irão. Risco de execução iminente de três manifestantes condenados à morte



Majid Kazemi, Saleh Mirhashemi e Saeed Yaghoubi foram detidos em novembro de 2022 depois dos protestos na cidade de Isfahan (centro) e condenados à morte em janeiro de 2023.


Na rede social Twitter, a organização não-governamental (ONG) afirmou que os três homens foram condenados à morte por "hostilidade contra Deus" depois de serem considerados culpados de "sacar uma arma de fogo" durante os protestos.


A ONG de defesa dos direitos humanos disse estar "gravemente preocupada" com o facto de os três "estarem em risco iminente de execução (...) depois de o Supremo Tribunal do Irão confirmar as suas sentenças injustas".


Segundo a Amnistia Internacional, Majid Kazemi denunciou torturas e maus-tratos na prisão onde se encontra detido, incluindo espancamentos para obter uma "confissão".


Os opositores do regime iraniano acusam as autoridades de usarem a pena de morte como forma de intimidar a sociedade civil após meses de protestos que eclodiram em setembro de 2022, depois da morte sob custódia policial de Mahsa Amini, uma jovem iraniana curda que foi detida por alegadamente não ter respeitado o código de vestuário imposto às mulheres na República Islâmica do Irão.


Pelo menos 582 pessoas foram executadas no Irão no ano passado, o maior número desde 2015 e muito acima das 333 execuções registadas em 2021, disseram as ONG Iran Human Rights (IHR) e a Ensemble contre la Peine de Mort (ECPM) num relatório divulgado em abril.


O ritmo de execuções tem sido ainda mais intenso em 2023, com pelo menos 223 execuções registadas desde o início do ano, segundo a IHR.


Desde o final de abril, as autoridades iranianas executaram pelo menos 60 pessoas, denunciou a Human Rights Watch (HRW).


"As autoridades iranianas estão a utilizar execuções, uma punição desumana, após julgamentos injustos, como uma demonstração de força contra o seu próprio povo, que exige mudanças fundamentais", enfatizou Tara Sepehri Far, investigadora da HRW.


"A comunidade internacional deve condenar inequivocamente esta tendência assustadora e pressionar as autoridades iranianas a interromper essas execuções", exortou.


Na segunda-feira, o país executou duas pessoas que tinham sido condenadas à morte por blasfémia e insultos ao Islão ao publicarem na Internet "conteúdos contra a religião" e por defenderem o ateísmo.




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Jornalista iraniano morto a tiro no sudoeste do país


Um jornalista iraniano foi hoje morto a tiro por um atirador não identificado na província de Khuzestan, no sudoeste do Irão, segundo a agência noticiosa semioficial daquele país Tasnim.


Jornalista iraniano morto a tiro no sudoeste do país



O jornalista foi identificado como redator-chefe do diário 'Tavsa-e-Jonob' ('Expansão do Sul'), morto a tiro num café na cidade de Izé.


A agência de notícias indica ainda que o agressor conseguiu fugir após o disparo contra o jornalista, tendo a polícia iniciado uma operação de busca e captura.



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Irão executa 3 homens alegadamente envolvidos em protestos contra governo


Três homens foram executados no Irão depois de terem sido condenados à morte por "comportamentos violentos" durante os protestos antigovernamentais do ano passado, anunciaram hoje as autoridades iranianas.

Irão executa 3 homens alegadamente envolvidos em protestos contra governo



O portal Mizan, que depende do sistema de Justiça de Teerão, anunciou as execuções de Majid Kazemi, Saleh Mirhashemi e de Saeed Yaghoubi, referindo que os três homens estiveram envolvidos na morte de um polícia e de dois membros do grupo paramilitar Basij, em Isfahan, durante manifestações no passado mês de novembro.


Organizações de direitos humanos dizem que os três homens foram submetidos a atos de tortura e forçados a prestar declarações sob coação perante as câmaras da televisão do Irão.


Os protestos contra o governo do Irão eclodiram em setembro do ano passado após a morte de Mahsa Amini, 22 anos, que tinha sido detida pela polícia por violação aos códigos de indumentária impostos às mulheres e que são obrigatórios na República Islâmica desde 1979.


O número de manifestações tem vindo a diminuir nos últimos meses apesar de protestos esporádicos, nomeadamente, por parte de mulheres que recusam o uso do véu islâmico (hijab).


O Irão executou até ao momento sete pessoas alegadamente relacionadas com os protestos.


Os grupos de apoio aos direitos humanos denunciam que muitos outros cidadãos têm sido condenados em tribunais secretos e sem direito a qualquer tipo de defesa.


"A acusação [dos três homens] baseou-se em 'confissões' forçadas", disse Hadi Ghaemi, responsável pelo Centro para os Direitos Humanos no Irão, uma organização não-governamental com sede nos Estados Unidos.


Hadi Ghaemi referiu ainda que Kazemi telefonou a um familiar tendo afirmado que as autoridades o torturam, batendo-lhe nos pés com um utensílio que descarregava choques elétricos e ameaçando-o de agressão sexual.


A Amnistia Internacional, com sede em Londres também demonstrou sérias preocupações sobre este caso.



"A forma chocante como o julgamento e a condenação destes manifestantes foram conduzidos, através do sistema judicial iraniano, com recurso a 'confissões' contaminadas pela tortura, a graves falhas processuais e à falta de provas, é mais um exemplo descarado das autoridades iranianas pelo direito à vida e aos respeito por julgamentos justos", disse Diana Eltahawy, subdiretora da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e Norte de África.


Mais de 500 pessoas foram mortas durante os meses de protestos, incluindo dezenas de membros das forças de segurança que efetuaram milhares de detenções, segundo os dados das organizações não-governamentais.






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Irão. Ex-líderes mundiais instam potências a apoiar revolta popular




Cento e sete antigos Presidentes e primeiros-ministros, incluindo portugueses, enviaram hoje uma carta aberta aos líderes das potências mundiais instando-os a apoiar a revolta em curso no Irão, dias após o regime iraniano ter executado mais três manifestantes.




Irão. Ex-líderes mundiais instam potências a apoiar revolta popular





"Exortamos os vossos países a apoiar o povo iraniano na sua luta por mudança e a adotar medidas decisivas contra o atual regime [teocrático] -- isso inclui colocar a Guarda Revolucionária na lista negra e responsabilizar os dirigentes do regime pelos seus crimes contra a humanidade", lê-se na carta, divulgada pelo centro de investigação e documentação Justiça pelas Vítimas do Massacre de 1988 no Irão (JVMI), subscrita, entre outros políticos, pelo ex-chefe de Estado e de Governo Aníbal Cavaco Silva e o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.




No texto, diretamente endereçado ao Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aos líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia e aos primeiros-ministros do Reino Unido, Rishi Sunak, e do Canadá, Justin Trudeau, os signatários ressaltam que "embora qualquer mudança deva ser operada pelo povo do Irão, a comunidade internacional tem o dever de apoiar os seus direitos humanos".


Sublinham que "desde setembro de 2022, o mundo tem assistido a uma grande revolta popular no Irão, exigindo liberdade e democracia" e que, desde então, "relatos sugerem que mais de 750 manifestantes foram mortos e 30.000 presos", sustentando que "décadas de aparente silêncio e inação da comunidade internacional ajudaram a alimentar uma cultura de impunidade no Irão" que deve acabar.


"Desde os anos 1980, as autoridades do Irão executaram dezenas de milhares de manifestantes e presos políticos. Tragicamente, só no verão de 1988, mais de 30.000 prisioneiros políticos - a maioria dos quais, membros do MEK (Organização dos 'Mujahidin' do Povo Iraniano), da oposição - foram barbaramente massacrados", recordam os signatários.


Entre eles, figuram, além de dois antigos presidentes da Comissão Europeia -- Romano Prodi e Jean-Claude Juncker --, três Presidentes laureados com o prémio Nobel da Paz -- o polaco Lech Walesa, o colombiano Juan Manuel Santos e o costa-riquenho Óscar Arias Sánchez.


Reiterando que consideram "ser tempo de a liderança da República Islâmica do Irão responder pelos seus crimes", os subscritores da carta aberta encorajam os líderes ocidentais "a solidarizar-se com o povo do Irão no seu desejo de uma república secular e democrática, onde nenhum indivíduo, independentemente da religião ou origem, tenha privilégios sobre os outros".


"Através das suas palavras de ordem, o povo iraniano deixou claro que rejeita todas as formas de ditadura, seja a do Xá deposto ou o atual regime teocrático, e, logo, rejeita qualquer associação com qualquer delas", frisam.


"Acreditamos que cabe ao povo iraniano decidir o seu futuro. Contudo, reconhecemos que, durante quatro décadas, a coligação democrática Conselho Nacional da Resistência do Irão (NCRI) tem constante e incansavelmente lutado por mudança democrática", pelo que consideram que "o Plano de Dez Pontos elaborado pela presidente do NCRI, Maryam Rajavi, merece apoio".


Sobre esses dez pontos, salientam que "o seu compromisso com eleições livres, liberdade de expressão e de reunião, abolição da pena de morte, igualdade de género, separação entre religião e Estado, autonomia para as etnias do Irão e [a defesa de] um Irão não-nuclear está de acordo com os valores democráticos" que defendem.


Por último, os antigos líderes internacionais afirmam condenar "a intromissão do regime iraniano no Médio Oriente e na Europa, incluindo o seu fornecimento de 'drones' (aeronaves não-tripuladas) para apoiar a guerra da Rússia na Ucrânia e os seus ataques terroristas e ciberataques na Albânia".





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Jornalistas que revelaram caso de Mahsa Amini começaram a ser julgadas


Niloufar Hamedi e Elaheh Mohammadi arriscam pena de morte.


Jornalistas que revelaram caso de Mahsa Amini começaram a ser julgadas



A jornalista iraniana Niloufar Hamedi, que revelou o caso de Mahsa Amini, na origem de um vasto movimento de protesto no Irão, começou a ser julgada na terça-feira em Teerão.


A mulher, de 30 anos, afirmou em tribunal que "fez seu trabalho como jornalista dentro da lei e não cometeu nenhum ato contra a segurança do Irão", revelou o seu marido, Mohammad Hossein Ajorlou, no Twitter.


Esta jornalista do diário reformista Shargh foi detida em 21 de setembro e passou grande parte da detenção em regime de isolamento.



Este julgamento teve início um dia após o de Elaheh Mohammadi, de 36 anos, também ela jornalista. Por sua vez, Mohammadi cobriu o funeral de Amini, na sua cidade - Saqez, no Curdistão -, onde começaram os protestos, em 17 de setembro.


Mohammadi trabalhava para o diário Hammihan e foi detida em casa, em 22 de setembro.


Ambas as jornalistas estão detidas desde então e começaram agora a ser julgadas, à porta fechada, em processos separados. As duas correm o risco de ser condenadas a pena de morte após terem sido acusadas de "propaganda" contra a República Islâmica e conspiração contra a segurança nacional.


Niloufar Hamedi foi apresentada à seção 15 do Tribunal Revolucionário de Teerão perante o juiz Abolghasem Salavati, conhecido pela severidade dos seus vereditos em julgamentos políticos.


Segundo o marido da jornalista, a família não pôde comparecer à audiência e os advogados "não tiveram oportunidade de apresentar o seu caso".



"Não houve tempo para a defesa oral", disse Parto Borhanpour, advogado da jornalista. Os advogados protestaram contra "a falta de acesso de Niloufar Hamedi a um advogado durante sua detenção" e exigiram que o julgamento fosse realizado "publicamente", acrescentou.



Hamedi e Mohammadi são apenas duas de entre uma quase centena de jornalistas detidos por fazerem o seu trabalho durante os protestos no Irão, segundo o Comité para a Proteção de Jornalistas.
Daquele total, pelo menos 72 foram libertados sob fiança.

A morte de Amini causou fortes protestos em todo o país, em que se pediu o fim da República Islâmica, protagonizados sobretudo por jovens e mulheres, que acabaram depois de uma forte repressão estatal, que causou pelo menos 500 mortos.



Há também registo de quatro enforcamentos, um dos quais em público, por participação nos protestos.




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Irão executou desde janeiro 307 condenados à morte, segundo ONG


O Irão executou só este ano mais de 300 pessoas condenadas à morte, sobretudo em maio, atingindo recordes de mortes por enforcamento só comparáveis aos números de 2015, alertou hoje a Iran Human Rights (IHR).


Irão executou desde janeiro 307 condenados à morte, segundo ONG



Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, com sede na Noruega, desde 01 de janeiro deste ano, o Irão executou 307 pessoas, número 75 por cento superior ao registado nos primeiros cinco meses de 2022. Só em maio, foram executadas 142 pessoas, o que dá uma média de quatro por dia.


O Irão é o segundo país do mundo com o maior número de execuções anuais, a seguir à China, segundo organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional (AI), que condenam os procedimentos opacos e o facto de as confissões serem frequentemente extraídas, nomeadamente através de tortura.


Várias organizações não-governamentais afirmam que se registou um aumento do número de enforcamentos relacionados com casos de narcóticos e de homicídio, sendo as minorias étnicas desproporcionadamente visadas.


"A intensificação das execuções arbitrárias por parte da República Islâmica tem por objetivo espalhar o medo na sociedade, a fim de evitar protestos e de prolongar o regime", afirmou Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor do IHR.


"Se a comunidade internacional não reagir com mais firmeza à atual onda de execuções, centenas de outras pessoas serão vítimas da sua máquina de matar nos próximos meses", acrescentou.



Segundo a IHR, 59% dos enforcados este ano, ou seja, cerca de 180 pessoas, foram executados por motivos relacionados com o tráfico ou consumo de droga.

Mais de 20% das pessoas executadas em maio, ou seja, cerca de 30 condenados, pertenciam à minoria Baluchi, predominantemente sunita e concentrada no sudeste do país.




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Irão. Forças abrem fogo contra manifestação, há registo de vários feridos


As forças de segurança iranianas feriram várias pessoas quando abriram fogo contra um protesto desencadeado pela morte de um jovem estudante após a sua libertação, denunciaram hoje grupos de defesa de direitos humanos.

Irão. Forças abrem fogo contra manifestação, há registo de vários feridos



Os protestos eclodiram na noite de quinta-feira em Abdanan, na província ocidental de Ilam, povoada por curdos, de acordo com várias organizações não-governamentais (ONG).


As pessoas saíram às ruas para expressar a sua fúria após a morte, no final de maio, de Bamshad Soleimankhani, de 21 anos, poucos dias após a sua libertação da prisão.


Imagens de vídeo hoje divulgadas mostram pessoas a marchar nas ruas a entoar frases de ordem contra o regime iraniano quando se ouve o som de tiros. As mesmas imagens mostram manifestantes feridos.


Não foi possível verificar de imediato a autenticidade das imagens, segundo as agências internacionais.


De acordo com as organizações de defesa dos direitos humanos, pelo menos 25 pessoas ficaram feridas.


Uma vaga de protestos eclodiu em setembro no Irão após a morte de Mahsa Amini, uma jovem iraniana curda que foi detida pela chamada polícia da moralidade por alegadamente usar de forma inadequada o véu islâmico ('hijad').


Agora, embora as iniciativas de protesto sejam menos intensas do que no auge do movimento, no final do ano passado, as manifestações espontâneas de rua têm vindo a multiplicar-se.






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Três homens condenados por violação no Irão foram executados hoje


Três homens que tinham sido condenados no Irão por terem drogado e violado uma dezena de mulheres num salão de beleza no final de 2021 foram executados hoje, disseram fontes judiciais iranianas.

Três homens condenados por violação no Irão foram executados hoje



Os três condenados foram "enforcados na prisão de Bandar Abbas esta manhã", anunciou Mojtaba Ghahramani, chefe da autoridade judicial da região de Hormozgan, no sul do Irão, citado pelo portal Mizan Online.


Os três homens foram considerados culpados de "violação de várias mulheres num salão de beleza ilegal", segundo as autoridades judiciais de Teerão.


Um dos homens, médico, atraiu sete vítimas com "anúncios falsos" que prometiam cirurgias estéticas, refere o portal Mizan Online.
O homem injetava um anestésico nas vítimas que provocava adormecimento, antes de as violar.


Os outros dois homens, enfermeiros, foram também condenados por roubo de medicamentos.


O Irão executou 582 pessoas em 2022, mais do que qualquer outro país, exceto a República Popular da China, de acordo com várias organizações de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional.



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Execução pública de dois homens por ataque contra santuário xiita no Irão


Os dois homens foram enforcados ao amanhecer.


Execução pública de dois homens por ataque contra santuário xiita no Irão



O Irão executou publicamente dois homens implicados no ataque contra um santuário xiita em Chiraz, no sul do país, no qual morreram 13 pessoas em outubro passado, noticiou hoje a agência oficial iraniana Irna.


Os dois homens foram enforcados, ao amanhecer, numa rua de Chiraz, acrescentou a Irna.



O mausoléu Chah-Cheragh, alvo do ataque, é um local de peregrinação xiita muito importante no Irão.


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Irão executa cinco homens condenados por violação de uma mulher


O Irão informou que executou hoje cinco homens condenados por violarem uma mulher em maio de 2022 no noroeste do país.



Irão executa cinco homens condenados por violação de uma mulher



As execuções no Irão são geralmente realizadas por enforcamento.


Os arguidos, que tinham vários antecedentes criminais, foram detidos quatro dias após o crime, segundo a imprensa local.



No início de junho, a Amnistia Internacional (AI) informou que 282 pessoas tinham sido executadas em 2023 no Irão, "quase o dobro" do número de execuções registadas durante o mesmo período do ano passado.



O Irão executou 582 pessoas em 2022, mais do que qualquer outro país, exceto a China, de acordo com várias organizações não-governamentais de direitos humanos, incluindo a AI.



No início de julho, o poder judicial iraniano anunciou a execução de três homens condenados por drogarem e violarem uma dúzia de mulheres num salão de beleza no final de 2021.




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Jornalista que entrevistou o pai de Mahsa Amini voltou a ser detida




A jornalista iraniana que entrevistou o pai de Mahsa Amini, a jovem cuja morte deu origem a um protesto no Irão, voltou a ser detida numa prisão perto de Teerão, revelou hoje uma organização de defesa dos direitos humanos.


Irão. Jornalista que entrevistou o pai de Mahsa Amini voltou a ser detida





Citada pela agência France-Presse, a Associação de Ativistas pelos Direitos Humanos no Irão explica que a jornalista Nazila Maroufian foi detida e transferida para a prisão de mulheres em Qarchak, perto de Teerão.



Nazila Maroufian foi detida dois dias depois de ter sido libertada da prisão de Evine, em Teerão, e de ter divulgado uma imagem nas redes sociais, sem véu a cobrir o cabelo e escrevendo "Não aceitem a escravatura".


Nazila Maroufian publicou em outubro, no 'site' de informação Mostaghel Online, uma entrevista ao pai de Mahsa Amini, a jovem mulher iraniana que morreu em setembro, depois de ter sido detida pela polícia moral por usar incorretamente o véu islâmico.


Na entrevista, o pai de Mahsa Amini disse que a polícia iraniana mentiu sobre as causas da morte da jovem e que a filha terá sido atingida na cabeça enquanto estava sob custódia policial.


Por causa da entrevista, a jornalista foi informada de que tinha sido condenada a dois anos de prisão com pena suspensa por "propaganda contra o sistema" e por "espalhar notícias falsas".


A jornalista já tinha sido detida e libertada por duas vezes desde novembro.


Desde a morte de Mahsa Amini, muitas iranianas deixaram de usar véu, peça que representa para elas uma forma visível da discriminação que sofrem, que vai muito para lá da obrigatoriedade de cobrir a cabeça.


As autoridades iranianas têm recorrido a diversos métodos para repor o uso do véu islâmico com o regresso às ruas da temida polícia da moral e castigos como limpar cadáveres ou esfregar edifícios públicos.


O presidente do Irão, Ebrahim Raisí, disse na semana passada que "isto de tirar o véu vai acabar definitivamente" e acusou as mulheres que não o usam de serem "umas inconscientes".



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Irão bloqueia jornal a poucos dias de aniversário da morte de jovem curda


As autoridades do Irão bloquearam um jornal digital considerado próximo da fação reformista a menos de duas semanas do aniversário da morte violenta da jovem Mahsa Amini, que desencadeou fortes protestos na República Islâmica.



Irão bloqueia jornal a poucos dias de aniversário da morte de jovem curda



O bloqueio foi anunciado pelo próprio jornal digital Entekhab nas redes sociais, segundo a agência espanhola EFE.


"O acesso à Internet do entekhab.ir foi bloqueado há alguns momentos, na sequência de uma ordem de proibição do sítio Web emitida pela Câmara de Controlo da Imprensa do Governo", declarou o jornal.


A agência noticiosa Fars, próxima da Guarda Revolucionária, afirmou que o jornal digital foi bloqueado devido a um editorial intitulado "Leilão da marca Irão: porque é que a política externa do Irão está tão enfraquecida".



A decisão ocorreu dias depois de um tribunal de Teerão ter condenado duas jornalistas a três anos de prisão, com grande parte da pena suspensa, por conspiração e conluio.



Elnaz Mohammadi, do diário Hamamihan, e Negin Bagheri, do jornal Haft-e Sobh, terão de cumprir de um mês da pena em detenção, segundo os advogados de defesa.



O resto da pena será suspenso durante cinco anos, período durante o qual terão de frequentar cursos de ética profissional e não poderão sair do Irão.



Os meios de comunicação social iranianos não explicaram a razão das sentenças, mas Elnaz Mohammadi cobriu a morte de Amini e os protestos que se seguiram.



Elnaz é irmã de Elahe Mohammadi, uma jornalista que cobriu o funeral de Amini na sua cidade natal de Saqez, no Curdistão, e que está a ser julgada por esse motivo.



Elahe Mohammadi foi acusada de "colaboração com o governo hostil dos Estados Unidos, conluio contra a segurança nacional e propaganda contra o sistema" por ter feito a cobertura do funeral.



As acusações podem implicar a pena de morte se for condenada, segundo ativistas dos direitos humanos.



Na mesma situação está Nilufar Hamedi, a jornalista que expôs o caso de Amini e que foi acusada dos mesmos crimes que Mohammadi, estando a aguardar sentença.



Segundo o Comité para a Proteção dos Jornalistas, quase uma centena de jornalistas e fotógrafos foram detidos por terem feito a cobertura das manifestações no Irão, dos quais 72 foram libertados sob fiança.



Masha Amini, uma jovem curda de 22 anos, morreu depois de ter sido detida pela polícia da moral por alegadamente violar o código de vestuário rigoroso imposto pela República Islâmica.



A morte da Amini desencadeou manifestações em todo o Irão que foram reprimidas com violência.



Centenas de pessoas foram mortas durante os protestos, incluindo dezenas de elementos das forças de segurança.



Milhares de manifestantes foram igualmente detidos, acusados pelas autoridades de participarem em motins fomentados por Israel, o inimigo declarado do Irão, e pelos países ocidentais.



Os meios de comunicação social locais informaram recentemente que mais de 90 jornalistas foram detidos ou interrogados desde as manifestações.




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