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Kristin provoca o caos

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Mais de 50 carros sofreram danos em Portalegre devido a 'mar de lama'




Mais de 50 automóveis sofreram hoje danos em Portalegre devido ao 'mar de lama', com pedras à mistura, vindo da Serra de São Mamede, na sequência da passagem da depressão Leonardo, divulgou o município.


Mais de 50 carros sofreram danos em Portalegre devido a 'mar de lama'





Em comunicado, publicado nas redes sociais do município, a autarquian faz um "balanço do dia", indicando que foram registados "danos materiais em 52 veículos automóveis e vários edifícios, sem vítimas".



"De modo a prevenir situações de risco e garantir a segurança de todos, apela-se à população para que circule com especial prudência, respeite a sinalização temporária existente nos locais, utilize percursos alternativos e cumpra as recomendações das autoridades no local", lê-se no documento.



A Câmara de Portalegre acrescenta ainda que a evolução da situação está a ser "continuamente monitorizada e acompanhada" pela Proteção Civil e serviços municipais e municipalizados no terreno.



O município informa também que devido às inundações e derrocadas provocadas pela passagem da depressão Leonardo, durante a madrugada de hoje, "há várias vias cortadas ao trânsito" na cidade, nomeadamente a avenida de Santo António, onde a situação foi mais crítica, a fim de permitir a "remoção de detritos e a limpeza" de ruas e estradas.



Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e proteção Civil do Alto Alentejo especificou que os locais mais atingidos na cidade foram a avenida de Santo António e a entrada principal do Hospital de Portalegre, tendo o alerta sido dado às 06:49.



"A ribeira galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo", arrastando veículos, detritos e pedras, disse a mesma fonte, revelando que a entrada principal do hospital "ficou inoperacional".



Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.



A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.



As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.



O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.





nm
 

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De 1962 a 2010: Esta é a cronologia das maiores cheias em Portugal




Os caudais dos rios no continente português mantêm-se hoje elevados e as cheias continuam a provocar prejuízos, com o mau tempo das últimas semanas a ter já provocado 12 mortes e centenas de feridos e desalojados.


De 1962 a 2010: Esta é a cronologia das maiores cheias em Portugal





Estas são as piores cheias dos últimos anos, com alertas para Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, mas também para a bacia do Tejo ou para rios no Algarve ou a norte do país, e com previsões de mais chuva.



Mas Portugal já viveu situações dramáticas no passado, também com mortos, feridos e desalojados.



É a seguinte a cronologia dos principais acontecimentos relacionados com cheias em Portugal:




1962 - Inundações no norte e no centro do país, especialmente no Douro e no Mondego. O número de mortes, de feridos ou de desalojados não foi divulgado.



1967 - Em 25 de novembro, grandes cheias, repentinas e durante a noite, na grande Lisboa e Vale do Tejo, especialmente nos municípios de Loures, Vila Franca de Xira, Odivelas e Alenquer, provocam centenas de mortes, cerca de 500 (também se noticiou 700), embora os números oficiais sejam de 427. Milhares de pessoas ficaram desalojadas. Foi a maior tragédia do século XX provocada por cheias.



1979 - Em fevereiro, cheias na região de Santarém duram nove dias e causam dois mortos, 115 feridos e 1.187 desalojados.


1983 - Em novembro, cheias rápidas em áreas urbanas densas provocam 10 mortes em Lisboa, Loures e Cascais. Cerca de 1.800 famílias ficaram sem casa.


1997 - Também em novembro morreram 11 pessoas no baixo Alentejo e 200 famílias ficaram desalojadas devido a chuvas intensas (ciclogénese explosiva) que numa só noite provocaram cheias devido à subida das ribeiras.



2010 - Em fevereiro registam-se 47 mortes na Madeira, principalmente no Funchal e no sul da ilha. Aluviões e cheias violentas provocaram também centenas de feridos e desalojados (250 e 600, respetivamente).





nm
 

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Marinha Grande apela a cedência de plataformas elevatórias com manobrador




O Município da Marinha Grande pediu hoje a colaboração de empresas e particulares para a cedência urgente de plataformas elevatórias com manobrador para apoiar a população na recuperação dos danos provocados pela depressão Kristin.


Marinha Grande apela a cedência de plataformas elevatórias com manobrador




"Estes equipamentos são essenciais para apoiar as equipas de reparação e estabilização de estruturas, que estarão no terreno nos dias 07 e 08 de fevereiro", sábado e domingo, apelou a Câmara.



Esta é, de acordo com o município, uma forma de dar "resposta às dezenas de ocorrências que continuam a colocar em risco a segurança de famílias e edificações".



"A cedência temporária destes meios será determinante para garantir a intervenção rápida em coberturas danificadas, estruturas instáveis e edifícios com risco acrescido devido às infiltrações e ventos fortes que persistem após a tempestade".




Os interessados em colaborar devem contactar o Serviço Municipal de Proteção Civil através do email [email protected].




O ponto de encontro é no estaleiro municipal, que fica na rua do Matadouro.




Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.




O Governo decidiu na quinta-feira prolongar até ao dia 15 de fevereiro a situação de calamidade para 68 concelhos em além do pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros que já tinha anunciado, disse que a partir de hoje seriam disponibilizados 275 Espaços de Cidadão e 12 carrinhas móveis.




Admitiu ainda a possibilidade de se libertar trabalhadores de obras públicas que estejam disponíveis para prestar serviço nas localidades mais afetadas pelo mau tempo.




nm
 

Lordelo

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Homem morre após queda de telhado no concelho de Leiria​


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Segundo fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana, a vítima, em estado grave e paragem cardiorrespiratória, na sequência de queda de telhado, foi transportada para o Hospital de Santo André, em Leiria.


No hospital, foi confirmado o óbito.


O presidente da Junta de Freguesia da Ortigosa, Américo Coelho, explicou que o homem "subiu a um anexo onde estava um animal, para arranjar o telhado".


"Veio vento forte, que levantou um painel. Atingiu-o na cabeça", adiantou o autarca.


Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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orban89

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Recomendações do CPSA em caso de inundação​



 

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Quase 900 realojados em vários distritos do país, diz a Proteção Civil




Quase 900 pessoas tiveram de ser realojadas desde domingo devido ao mau tempo em Portugal continental, anunciou hoje o comandante nacional da Proteção Civil.


Quase 900 realojados em vários distritos do país, diz a Proteção Civil




"No total e até ao momento, foram deslocadas 884 pessoas, estando todas elas devidamente realojadas", disse Mário Silvestre na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.



As evacuações ocorreram em vários distritos, disse o responsável, exemplificando: 37 pessoas foram retiradas de um acampamento em Viana do Castelo, uma idosa em São Martinho do Porto (Leiria), duas em Ferreira do Zêzere (Santarém), oito em Vila Chã de Ourique (Santarém), dez em Reguengo de Valada no Cartaxo (Santarém), 200 em Alcácer do Sal (Setúbal), 18 em Alcobertas (Santarém), nove em Alpiarça (Santarém), 16 em Grândola (Setúbal) e duas em Odemira (Beja).




Mário Silvestre lembrou que há ainda localidades isoladas no Cartaxo, Coimbra e Algarve, onde uma família de Alma Daninha (Vila do Bispo) recebe apoio dos bombeiros.



Em Reguengo de Alviela, no distrito de Santarém, a Proteção Civil está a "equacionar a evacuação" preventiva da população.



Com a precipitação a manter-se, a ANEPC alerta que os efeitos "vão continuar" e sublinha que o comportamento seguro dos cidadãos é crítico nesta fase.




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.




As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.




O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.



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"Cenário de guerra" em Portalegre deixa bispo preocupado com obra




O bispo da Diocese Portalegre- Castelo Branco considerou hoje "praticamente impossível" encontrar soluções rápidas para resolver os danos causados na quinta-feira numa obra diocesana, em Portalegre, pela depressão Leonardo.


Cenário de guerra em Portalegre deixa bispo preocupado com obra




Portalegre, 06 fev 2026 (Lusa) - O bispo da Diocese Portalegre- Castelo Branco considerou hoje "praticamente impossível" encontrar soluções rápidas para resolver os danos causados na quinta-feira numa obra diocesana, em Portalegre, pela depressão Leonardo.



"Está uma obra em curso, com prazos para cumprir e é praticamente impossível, mesmo um bispo, não acredita suficientemente em milagres para esperar soluções rápidas numa situação catastrófica como esta que se pode ver", disse, considerando que a cidade alentejana viveu um "cenário de guerra e de destruição", com os danos causados pela água, lama e pedras provenientes da Serra de São Mamede.




O Centro Social Diocesano de Santo António tem em curso uma obra na avenida de Santo António, a mais afetada, com o objetivo de criar um infantário, creche e tempos livres, no antigo edifício da Escola Superior de Saúde.




O projeto, com um investimento de cerca de dois milhões de euros, é financiado "em menos de metade" pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).




Segundo Pedro Fernandes, a conclusão da obra tem como "prazo limite o final do mês de junho" e o centro social esperava cumprir todos esses prazos estipulados.




A Câmara de Portalegre indicou na quinta-feira que o 'mar de lama', com pedras à mistura, vindo da Serra de São Mamede, na sequência da passagem da depressão Leonardo, provocou danos em 52 automóveis, tendo também sido registados prejuízos em edifícios.




Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo especificou que os locais mais atingidos na cidade foram a avenida de Santo António e a entrada principal do Hospital de Portalegre, tendo o alerta sido dado às 06:49.




"A ribeira galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo", arrastando veículos, detritos e pedras, disse a mesma fonte, revelando que a entrada principal do hospital "ficou inoperacional".




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.



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Quase um milhar de feridos no hospital de Leiria desde depressão Kristin




O hospital de Leiria recebeu quase um milhar de feridos com traumas desde 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu a região, de acordo com informação dada hoje na reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil.


Quase um milhar de feridos no hospital de Leiria desde depressão Kristin




Os dados revelados indicam um acumulado de 984 feridos no Hospital de Santo André, em Leiria, que integra a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.



A reunião decorreu nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município. Nela marcaram presença várias entidades, incluindo o presidente do conselho de administração da ULS da Região de Leiria, Manuel Carvalho.



As primeiras entradas naquele hospital foram resultantes do impacto direto da depressão, na madrugada de dia 28 de janeiro, sendo que, a meio da tarde desse dia, começaram a entrar feridos na sequência de trabalhos de limpeza e reconstrução.



A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.


As autoridades nacionais não indicam o número de feridos resultantes das tempestades que têm atingido Portugal continental na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que não disponibiliza os dados.



Desde dia 30 de janeiro, a agência Lusa tem tentado, junto de várias entidades oficiais nacionais, obter o número de pessoas que ficaram feridas no país desde que a depressão Kristin assolou parte do território nacional.


Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.



A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.




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Cerca de 30 pessoas retiradas de aldeias de Azambuja por perigo de cheia




Cerca de 30 pessoas estão hoje a ser retiradas preventivamente nas localidades de Póvoa de Manique e Carvalhos, no concelho de Azambuja, devido ao risco de instabilidade num açude provocado pela chuva intensa, disse à Lusa fonte camarária.


Cerca de 30 pessoas retiradas de aldeias de Azambuja por perigo de cheia





"Temos aqui um açude, com uma quantidade significativa de água, que começou a romper e há um perigo de uma das vertentes deslizar", explicou à agência Lusa a vereadora da Proteção Civil da Câmara de Azambuja, Ana Coelho, adiantando que "por uma questão de segurança" o município está a retirar "as pessoas da Póvoa de Manique e de Carvalhos", que são as populações e as localidades que se prevê que sejam afetadas.



A autarca adiantou que as cerca de três dezenas de pessoas retiradas destas povoações, foram encaminhadas para o quartel dos Bombeiros Voluntários Alcoentre, "para se manterem em segurança".




Ana Coelho referiu que além desta situação verificada na zona mais norte deste concelho do distrito de Lisboa, continua a merecer a atenção das autoridades a subida das águas em Vila Nova da Rainha, onde na quinta-feira foi necessário retirar 10 pessoas de habitações.




"Em Vila Nova da Rainha continuam habitações em risco, não só agora também devido à depressão Marta que vem aí, em que se espera também bastante a chuva e vento, mas também relativamente às descargas das barragens e aumento de caudal da parte do rio Tejo", apontou.




Entretanto, a Estrada Nacional 3 (EN3), que atravessa esta localidade que esteve durante o dia de quinta-feira cortada ao trânsito, devido ao avanço das águas, reabriu hoje às 07:00.




Por outro lado, permanece isolada a aldeia ribeirinha do Porto da Palha, onde residem 12 pessoas.




"Neste momento, nós vamos mantendo contacto com eles e está tudo bem. Está tudo tranquilo", ressalvou.




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.



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"Coração da polícia" de Leiria destruído pelo mau tempo​



 

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Cheias obrigam ao realojamento de 26 pessoas no Cartaxo




As cheias que afetam o concelho do Cartaxo obrigaram à deslocação de 26 pessoas das zonas ribeirinhas, sobretudo na freguesia de Valada e nas localidades junto ao rio Tejo, disse hoje o presidente da Câmara, João Heitor.


Cheias obrigam ao realojamento de 26 pessoas no Cartaxo




As situações mais graves registam-se nas aldeias de Porto de Muge, Valada, Reguengo e Palhota, bem como nas povoações da Ponte do Reguengo e de Santana, onde já existem casas inundadas "de forma severa", afirmou o autarca.



Segundo João Heitor, 26 pessoas foram retiradas das suas casas nas últimas horas, oito das quais acolhidas em estruturas preparadas pelo município, enquanto as restantes seguiram para casas de familiares e amigos.




Entre os espaços utilizados estão o Centro Paroquial de Valada e o Centro Paroquial de Vila Chã de Ourique.




O município tem ainda pronta uma estrutura de reserva com capacidade para acolher pelo menos 30 pessoas, com possibilidade de aumento caso seja necessário, tendo o autarca assegurado que toda a estrutura de proteção civil e parceiros locais está mobilizada.




A principal dificuldade, neste momento, é garantir a passagem de pessoas e bens para a freguesia de Valada.




João Heitor disse ainda que, para já, não foi necessária ajuda externa adicional, mas sublinhou que o município não hesitará em solicitá-la caso a situação evolua.



"A partir do momento em que achemos que isso possa ser necessário, não vamos hesitar em pedir apoio", frisou.




As cheias, agravadas pela depressão Kristin, já provocaram danos significativos no concelho, com impactos em empresas, explorações agrícolas e culturas, além de "algumas casas que já caíram" devido ao mau tempo, segundo o autarca.




O município espera que o Cartaxo possa vir a ser incluído na declaração de calamidade nacional, para que as respostas e apoios possam ser enquadrados nas medidas de emergência.




João Heitor disse ainda que o agravamento poderá depender das descargas das barragens espanholas e portuguesas e do temporal previsto para os próximos dias.




"Pode vir a piorar de forma significativa, por isso temos de estar preparados para tudo o que possa acontecer", alertou.




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.


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