Guerra Hamas-Israel

gallosat

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fora de demagogias, mas se meia dúzia de membros parassem de postar no fórum, ía-se notar bem depressa a diferença, posso dizer
sem favor nenhum que o amigo Kokas e mais alguns estão incluídos nesse lote, não vou aqui citar nomes, porque posso me esquecer de algum, e não quero de forma alguma ser injusto com alguém.
um abraço.
 

kok@s

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fora de demagogias, mas se meia dúzia de membros parassem de postar no fórum, ía-se notar bem depressa a diferença, posso dizer
sem favor nenhum que o amigo Kokas e mais alguns estão incluídos nesse lote, não vou aqui citar nomes, porque posso me esquecer de algum, e não quero de forma alguma ser injusto com alguém.
um abraço.
Assino por baixo, claro que só não vê quem não quer ver, esta é a pura realidade que tarda em mudar, mais não digo porque já abandalhamos
este tópico, por mim não há problema, foi uma troca de ideias salutar.
 

kok@s

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Hezbollah reivindica 5 novos ataques contra posições militares israelitas




O grupo xiita libanês Hezbollah reivindicou hoje cinco novos ataques contra posições militares no norte de Israel, cujo exército bombardeou localidades no sul do Líbano.



Hezbollah reivindica 5 novos ataques contra posições militares israelitas


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O fogo cruzado entre o Hezbollah e Israel decorre desde 08 de outubro e começou com uma reação do Hezbollah à guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza.



A troca de disparos entre Israel e o grupo xiita libanês na fronteira comum é considerada a pior escalada de violência desde a guerra travada por ambos no verão de 2006.



De acordo com vários comunicados do Hezbollah, o grupo atacou hoje "equipas de espionagem" israelitas em posições militares do norte de Israel, incluindo as disputadas Quintas de Chebaa.



Segundo a agência nacional de notícias libanesa, pelo menos uma pessoa morreu e nove ficaram feridas num ataque israelita contra uma mesquita na localidade de Hula, no sul do Líbano.



Na localidade de Chihine, uma casa foi atingida por bombardeamentos israelitas, tendo do ataque resultado vários feridos, adiantou a mesma agência de notícias.



nm
 

kok@s

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Ataques israelitas em Rafah fazem "100 mortos". Dois reféns libertados


Vários ataques aéreos israelitas causaram hoje "cerca de 100 mortos" em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, disse hoje o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo islamita palestiniano Hamas.



Ataques israelitas em Rafah fazem 100 mortos. Dois reféns libertados





Num novo balanço, o Ministério elevou de 52 para "cerca de 100 mortos" a estimativa dos ataques contra a cidade situada no extremo sul de Gaza, junto à fronteira com o Egito.



O Ministério tinha indicado que os ataques atingiram 14 casas e três mesquitas em diferentes áreas de Rafah.



As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram terem realizado "uma série de ataques contra alvos terroristas na área de Shabura", uma zona de Rafah, de acordo com um comunicado.



O exército israelita acrescentou que os ataques no sul da Faixa de Gaza já terminaram, sem adiantar quaisquer informações sobre alvos ou possíveis danos e vítimas.



Também hoje, as IDF anunciaram o resgate em Rafah de dois israelitas feitos reféns durante o ataque do Hamas em solo israelita em outubro.
O exército israelita acrescentou que "três terroristas foram mortos no edifício", indicou num relatório preliminar.


De acordo com autoridades palestinianas, a operação de libertação dos reféns causou a morte de pelo menos sete pessoas.



No domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou ao exército que preparasse uma ofensiva contra Rafah, onde chegaram, nas últimas semanas, mais de 1,3 milhões de palestinianos em fuga da guerra.




nm
 

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Exército israelita anuncia resgate de dois reféns em Rafah


O exército de Israel anunciou hoje o resgate em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, de dois israelitas feitos reféns durante o ataque do movimento islamita palestiniano Hamas em solo israelita em outubro.


Exército israelita anuncia resgate de dois reféns em Rafah





Os dois reféns, identificados como Fernando Simon Marman, de 60 anos, e o cunhado, Louis Har, de 70 nascido na Argentina, estão bem de saúde e foram transferidos para centros de saúde para exames médicos, disseram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).


A libertação dos três reféns aconteceu numa operação conjunta com o serviço de segurança e informações e com a polícia israelita, em Rafah, junto à fronteira com o Egito, de acordo com um comunicado.



O porta-voz das IDF, Avichai Adrai, avançou que as forças israelitas invadiram o edifício residencial e libertaram os reféns de um apartamento no segundo andar, depois de confrontos com homens armadas.



O exército israelita acrescentou que "três terroristas foram mortos no edifício", indicou num relatório preliminar.



Adrai referiu que a força aérea israelita lançou "uma onda de ataques contra dezenas de alvos pertencentes" a uma brigada afiliada ao Hamas para permitir que os agentes conseguissem levar os reféns ao local onde foram recolhidos de helicóptero.



A mulher de Louis Har, Clara Marman, de 62 anos, a irmã Gabriela Leimberg, de 59, e a sobrinha, Mia, de 17, tinham sido libertadas em 28 de novembro, no âmbito de uma trégua negociada pelo Qatar e pelos Estados Unidos entre o Hamas e Israel.



De acordo com autoridades palestinianas, a operação agora lançada por Israel em Rafah causou a morte de pelo menos sete pessoas.


Testemunhas citadas pela agência de notícias Associated Press mencionaram pelo menos 17 ataques aéreos, além de disparos de helicópteros.



A família de Fernando Simon Marman e Louis Har tinha sido raptada pelo Hamas num colonato durante o maior ataque do movimento islamita em solo israelita, em 07 de outubro, que desencadeou o conflito com o grupo palestiniano na Faixa de Gaza.


O ataque do Hamas fez mais de 1.100 mortos e cerca de 250 reféns, sendo que mais de 100 continuam em cativeiro.



O anúncio da libertação dos dois reféns ocorreu horas depois das IDF terem lançado vários ataques aéreos contra Rafah. Inicialmente, o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, disse os ataques tinham causado 52 mortos.



O exército de Israel disse ter realizado "uma série de ataques contra alvos terroristas na área de Shabura", uma zona de Rafah, de acordo com um comunicado.



No domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou ao exército que preparasse uma ofensiva contra Rafah, onde chegaram, nas últimas semanas, mais de 1,3 milhões de palestinianos em fuga da guerra.




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orban89

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Tribunal dos Países Baixos ordena que governo neerlandês suspenda venda de peças de F-35 a Israel​


 

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Hamas anuncia morte de três reféns em ataques israelitas em Gaza


As brigadas Ezzedin Al-Qasam, 'braço armado' do Hamas, anunciaram hoje a morte de três dos oito reféns israelitas que terão ficado gravemente feridos num ataque israelita na Faixa de Gaza.


Hamas anuncia morte de três reféns em ataques israelitas em Gaza





"Anunciamos a morte de três dos oito detidos sionistas que ontem (domingo) referirmos terem ficado gravemente feridos nos bárbaros ataques sionistas na Faixa de Gaza", indicou o ramo militar do movimento islamita Hamas em mensagem no Telegram.



O comunicado indicia que não foram fornecidas as identidades dos mortos "até que se saiba a evolução dos restantes feridos".



Na noite de domingo, as brigadas Ezzedin Al-Qasam informaram sobre a morte de dois dos reféns e de mais oito feridos
"Os contínuos bombardeamentos sionistas na Faixa [de Gaza] durante as últimas 96 horas provocaram a morte de dois prisioneiros e ferimentos graves em outros oito. O inimigo é plenamente responsável pelas vidas destes prisioneiros e pelos contínuos bombardeamentos e agressões", advertiu o grupo.




O comunicado precisa que a situação dos feridos era "cada vez mais crítica devido à incapacidade de lhes proporcionar tratamento adequado".



A formação armada também reivindicou a morte de dez soldados israelitas na cidade de Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza.



Segundo os últimos dados fornecidos por Israel, cerca de 130 reféns permanecem na Faixa de Gaza, admitindo-se que 28 estejam mortos.
Na madrugada de hoje, Israel resgatou com vida dois reféns que estavam retidos num edifício do centro de Rafah, extremo sul da Faixa de Gaza, onde se encontram cerca de 1,5 milhões de deslocados flagelados por intensos bombardeamentos que estão a provocar dezenas de mortos civis.




OS reféns são Fernando Simón Marman, 61 anos, de dupla nacionalidade argentina e israelita, e Norberto Luís Har, 70 anos, seu cunhado.


Ambos haviam sido sequestrados com outros familiares do 'kibbutz' Nir Yitzhak, perto do enclave, em 07 de outubro.



Este foi o segundo resgate de reféns com sucesso promovido pelas forças israelitas, após terem recuperado com vida a militar Ori Megidish em finais de outubro, quando se iniciou a operação terrestre na Faixa de Gaza.



O conflito em curso entre Israel e o Hamas, que desde 2007 governa na Faixa de Gaza, foi desencadeado pelo ataque do movimento islamita em território israelita em 07 de outubro.



Nesse dia, 1.139 pessoas foram mortas, na sua maioria civis mas também perto de 400 militares, segundo os últimos números oficiais israelitas. Cerca de 240 civis e militares foram sequestrados, com Israel a indicar que 134 permanecem na Faixa de Gaza.



Em retaliação, Israel, que prometeu destruir o movimento islamita palestiniano, bombardeia desde então a Faixa de Gaza, onde, segundo o governo local liderado pelo Hamas, já foram mortas pelo menos 29.000 pessoas -- na maioria mulheres, crianças e adolescentes -- e feridas mais de 67.000, também maioritariamente civis.



As agências da ONU indicam ainda que 156 funcionários foram mortos em Gaza desde 07 de outubro.



A ofensiva israelita também tem destruído a maioria das infraestruturas de Gaza e perto de dois milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas, a quase totalidade dos 2,3 milhões de habitantes do enclave.



A população da Faixa de Gaza também se confronta com uma crise humanitária sem precedentes, devido ao colapso dos hospitais, o surto de epidemias e escassez de água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.



Desde 07 de outubro, pelo menos 392 palestinianos também já foram mortos pelo Exército israelita e por ataques de colonos na Cisjordânia e Jerusalém Leste, territórios ocupados pelo Estado judaico, para além de se terem registado 6.650 detenções e mais de 3.000 feridos.



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Responsável local do Hezbollah ferido em ataque israelita no Líbano




Um responsável local do movimento xiita libanês Hezbollah ficou hoje gravemente ferido num ataque israelita que atingiu a sua viatura no sul do Líbano, anunciou uma fonte dos serviços de segurança libaneses.




Responsável local do Hezbollah ferido em ataque israelita no Líbano






"Um ataque israelita atingiu, na localidade de Bint Jbeil, um responsável local do Hezbollah que ficou gravemente ferido", declarou a mesma fonte citada pela agência noticiosa AFP.



Segundo a agência de notícias libanesa ANI, "um 'drone' inimigo atingiu uma viatura perto do hospital de Bint Jbeil", uma cidade situada perto da fronteira com Israel.



Em comunicado, Avichay Adraee, porta-voz do Exército israelita, indicou que "um dos aviões atingiu uma viatura na região de Marun el-Ras onde se encontravam elementos do Hezbollah".




O porta-voz disse ainda que diversas infraestruturas do partido foram destruídas em Aadeise e Khiam, e ainda "dois edifícios militares e uma instalação militar" em Marun el-Ras, Tayr Harfa e al-Jebbaine.




Em Tayr Harfa, segundo a ANI, duas pessoas foram gravemente feridas num bombardeamento israelita contra uma casa.



O Hezbollah anunciou de seguida a morte de dois dos seus combatentes, enquanto as Brigadas Al-Qods, o ramo militar da Jihad islâmica palestiniana, anunciava em comunicado que dois dos seus membros foram mortos "na fronteira com a Palestina ocupada, no sul do Líbano".
Nos últimos cinco dias Israel efetuou três ataques dirigidos que feriram responsáveis libaneses ou palestinianos.



No sábado, um responsável do Hamas palestiniano foi ferido e duas pessoas mortas num 'raide' dirigido à sua viatura numa localidade a 40 quilómetros da fronteira.



Na sequência do ataque do Hamas em Israel em 07 de outubro, Israel e o Hezbollah têm-se envolvido em intensos bombardeamentos e centrados na região da fronteira comum.



Pelo menos 240 pessoas, na maioria combatentes do Hezbollah, já foram mortos no sul do Líbano desde essa data, indica a agência noticiosa AFP. O Exército refere-se a 15 mortos do lado israelita.




nm
 

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"Massacre" e operações humanitárias "às portas da morte". Rafah em alerta


Recorde-se que Israel está a planear um ataque a Rafah, apesar dos avisos em sentido contrário dos aliados e organizações internacionais, alarmadas com potenciais consequências humanitárias. Aos cerca de 200 mil habitantes que residiam na cidade, juntaram-se mais de 1,3 milhões de deslocados.


Massacre e operações humanitárias às portas da morte. Rafah em alerta





O conflito no Médio Oriente continua no centro das atenções e, numa altura em que há um rasto de destruição na Faixa de Gaza, com mais de 28 mil vítimas mortais a lamentar, teme-se um agravamento da situação devido às operações militares israelitas em Rafah. Ao longo dos últimos dias, seguem-se os apelos para impedir um "massacre" e seguem os esforços diplomáticos de países terceiros para tentar chegar a uma nova trégua no pequeno enclave.



Quais os últimos acontecimentos?



Na terça-feira, o subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários da ONU, Martin Griffiths, alertou que as operações militares israelitas em Rafah poderão levar a um "massacre" em Gaza e colocar as já frágeis operações humanitárias "às portas da morte". Num apelo direto ao governo de Israel, Griffiths voltou a avisar para "as consequências perigosas" de qualquer invasão terrestre a esta cidade, que está localizada no sul da Faixa de Gaza e junto à fronteira com o Egito.



"O cenário que há muito temíamos está a desenrolar-se a uma velocidade alarmante. Mais de metade da população de Gaza - bem mais de um milhão de pessoas - está amontoada em Rafah, encarando a morte de frente: têm pouco para comer, quase nenhum acesso a cuidados médicos, nenhum lugar para dormir, nenhum lugar seguro para onde ir", descreveu, em comunicado, referindo-se à população da Gaza como "vítimas de um ataque sem paralelo na sua intensidade, brutalidade e alcance".




Antes, o secretário-geral da ONU, António Guterres, já tinha alertado para o "colapso na ordem pública" em Gaza. Questionado pelos jornalistas sobre qual seria a sua mensagem para Netanyahu caso conseguisse falar com o primeiro-ministro israelita na iminência de um ataque a Rafah, Guterres remeteu para a sua "particular preocupação com a deterioração das condições e da segurança para a entrega de ajuda humanitária em Gaza".




"Há um colapso na ordem pública. Ao mesmo tempo, temos restrições impostas por Israel que não melhoram e limitam a distribuição humanitária. Por outro lado, os mecanismos de resolução de conflitos para proteger a prestação de ajuda humanitária em relação às operações humanitárias não são eficazes", avaliou, em declarações à imprensa em Nova Iorque.




"E assim, a minha sincera esperança é que as negociações para a libertação de reféns e alguma forma de cessação das hostilidades sejam bem-sucedidas para evitar uma ofensiva total sobre Rafah, onde está localizado o núcleo do sistema humanitário e que teria consequências devastadoras", afirmou ainda o secretário-geral.




Já num debate de alto nível do Conselho de Segurança da ONU, Guterres alertou ainda que quatro em cada cinco das pessoas mais famintas do mundo estão em Gaza, onde "ninguém tem o que comer", e advertiu que provocar deliberadamente fome a civis pode constituir crime de guerra.



"Estou consternado em dizer que o nosso mundo hoje está repleto de exemplos da relação devastadora entre fome e conflito", disse, dando Gaza como um dos exemplos.



"Em Gaza, ninguém tem o que comer. Das 700 mil pessoas mais famintas do mundo, quatro em cada cinco habitam aquela pequena faixa de terra", frisou.




Continuam esforços para trégua



Ao mesmo tempo que o presidente egípcio, Abdelfatah al Sisi, e o diretor da CIA, William Burns, concordaram em manter uma "coordenação intensiva" para alcançar uma trégua na Faixa de Gaza, o grupo pró-iraniano Hezbollah também vinha dizer que só interromperá os seus ataques contra Israel com um cessar-fogo no enclave. Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, acusou ainda os mediadores estrangeiros, num discurso transmitido na televisão, de procurem aliviar as tensões no sul do Líbano e servirem os interesses de Israel.



De notar que, ao mesmo tempo que as conversações entre Al Sisi e Burns decorriam, a cidade de Rafah foi alvo de fogo de artilharia do exército israelita pela primeira vez desde o anúncio de uma incursão terrestre na zona.



Recorde-se que Israel está a planear um ataque à cidade, apesar dos avisos em sentido contrário dos aliados e organizações internacionais, alarmadas com potenciais consequências humanitárias.



Em Rafah, aos cerca de 200 mil habitantes que residiam na cidade, juntaram-se mais de 1,3 milhões de deslocados vindos no centro e norte do enclave palestiniano, na sequência dos numerosos ataques do exército israelita contra posições do Hamas tanto em Gaza (norte) como em Khan Yunis (centro/sul), iniciados em 7 de outubro de 2023.



Apesar de governos e organizações não-governamentais internacionais terem avisado que os palestinianos já não têm para onde ir, Benjamin Netanyahu insiste na ideia, alegando a necessidade de erradicar o Hamas, movimento islamita palestiniano que atacou Israel há quatro meses, e sem dar pormenores sobre o destino da população.




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orban89

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Espanha e Irlanda pedem "revisão urgente" do acordo UE-Israel​


 

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Exército israelita lançou ataques aéreos contra o Líbano


O exército israelita lançou hoje ataques aéreos contra o Líbano, aumentando o receio de uma escalada entre os dois países, após meses de trocas de tiros diárias no contexto da guerra na Faixa de Gaza.


Exército israelita lançou ataques aéreos contra o Líbano





O exército não avançou mais pormenores nesta fase sobre os ataques, que surgiram depois de um foguete disparado do Líbano ter ferido hoje várias pessoas no norte de Israel, segundo fontes médicas israelitas.




Desde o dia seguinte ao sangrento ataque do Hamas contra Israel, a 07 de outubro, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, o movimento xiita libanês Hezbollah tem como alvo posições militares israelitas na fronteira, em apoio ao movimento islamita palestiniano, seu aliado.


Israel, por seu lado, bombardeia regularmente o sul do Líbano e efetua ataques dirigidos contra oficiais do Hezbollah.



O exército não forneceu mais pormenores nesta fase sobre os ataques, enquanto os meios de comunicação libaneses informaram que três aldeias, Adchit, Sawaneh e Chehabiyeh, tinham sido atingidas.



Os ataques ocorreram depois de um foguete disparado do Líbano ter ferido hoje várias pessoas no norte de Israel , de acordo com fontes médicas israelitas. Segundo os serviços de emergência Magen David Adom, sete pessoas ficaram feridas, incluindo cinco na cidade de Safed.



Um fotógrafo da agência noticiosa France-Presse (AFP) viu médicos e soldados a transportar num helicóptero militar um ferido do hospital de Safed para outra unidade médica.



O Hezbollah pró-iraniano ainda não reivindicou a responsabilidade pelo ataque com mísseis.



A violência entre o exército israelita e o Hezbollah provocou a deslocação de dezenas de milhares de pessoas de ambos os lados da fronteira.
Terça-feira, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que "quando a agressão em Gaza parar e houver um cessar-fogo, o tiroteio também vai parar no sul do Líbano".



"Se eles alargarem o confronto, nós também o faremos", declarou Hassan Nasrallah, em resposta às repetidas ameaças dos responsáveis israelitas de lançar uma guerra contra o Líbano.



Em mais de quatro meses, pelo menos 243 pessoas, incluindo 175 combatentes do Hezbollah e 30 civis, foram mortas no sul do Líbano, segundo uma contagem da AFP.



Do lado israelita, 15 pessoas foram mortas, incluindo nove soldados e seis civis, de acordo com o exército.



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Israel. Turquia mostra-se "disposto a reconstruir Gaza com o Egito"


O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, mostrou-se hoje disponível para reconstruir Gaza em colaboração com o Egito, após uma reunião com o seu homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, no Cairo.


Israel. Turquia mostra-se disposto a reconstruir Gaza com o Egito





"A médio prazo estamos dispostos a reconstruir Gaza em colaboração com o Egito", reconheceu o Presidente turco, durante uma conferência de imprensa conjunta, na qual apoiou a posição egípcia de rejeitar a deslocação do povo palestiniano de Gaza.




"A população de Gaza não deve ser exilada. As tentativas de despovoar Gaza são inaceitáveis. Apoiamos a posição egípcia sobre este assunto. O Governo israelita deve abandonar a sua política de massacres em Rafah", acrescentou Erdogan.



O líder turco condenou ainda o Governo israelita pela sua "política de ocupação, destruição e massacres", reafirmando o seu compromisso com a ajuda humanitária e lembrando que o seu país transferiu "cerca de 34.000 toneladas de material humanitário para a região".



Erdogan acrescentou que a Turquia acolheu cerca de 700 palestinianos que chegaram através do Egito para lhes oferecer tratamento médico.



Por sua vez, o Presidente egípcio agradeceu a ajuda humanitária enviada pela Turquia para a Faixa de Gaza, embora lamentando que essa ajuda esteja a demorar muito para entrar no enclave, devido às "restrições impostas por Israel".



Al-Sisi disse ter chegado a um acordo com Erdogan sobre a necessidade de alcançar um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e impor a tranquilidade na Cisjordânia "para retomar o processo de paz o mais rapidamente possível", até que seja possível instituir um Estado palestiniano.



Esta foi a primeira visita que Erdogan faz ao Egito nos últimos 12 anos, depois de uma primeira aproximação a Al-Sisi durante o Campeonato do Mundo de Futebol de 2022 no Qatar, depois de uma fase de tensão entre os dois países.



O Presidente egípcio lembrou que após um período de aproximação entre Cairo e Ancara, as relações comerciais e de investimento entre os dois países experimentaram um "crescimento constante" que fez do Egito "o primeiro parceiro comercial da Turquia em África".



Erdogan concordou com esta perspetiva e referiu que o comércio deve ser "a nova locomotiva" das relações bilaterais, recordando que há investimentos em curso no valor de mais de três mil milhões de euros entre os dois países.



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kok@s

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Hezbollah e israelitas confirmam morte de alto responsável islamita


O movimento xiita libanês Hezbollah anunciou hoje a morte de três dos seus membros, incluindo um alto responsável, em bombardeamentos realizados no sul do Líbano pelo exército israelita, que também já confirmou essas mortes.


Hezbollah e israelitas confirmam morte de alto responsável islamita





O Hezbollah declarou que os mortos são Ali Mohammad al- Debs, conhecido como 'Haider', Hassan Ibrahim Issa e Hussein Ahmad Aqil, de acordo com o canal de televisão libanês Al-Manar, ligado ao movimento xiita libanês.



Al-Debs seria um alto responsável grupo xiita -- que também atua como partido político no Líbano -, segundo fontes de segurança citadas pelo jornal libanês 'L'Orient-Le Jour'.



De acordo com as mesmas fontes, Al-Debs já havia sobrevivido a um ataque com 'drones' realizado por Israel durante a semana.



O exército israelita também confirmou hoje a morte Al-Debs e de dois outros combatentes num ataque ao Líbano.



"Ontem (quarta-feira) à noite, um comandante das forças Radwan do Hezbollah, Ali Mohammad al-Debs, o seu adjunto, Ibrahim Issa, e outro terrorista foram mortos", afirmou o exército israelita num comunicado.



Uma fonte de segurança de Israel indicou que os três membros do Hezbollah foram mortos nos ataques realizados na quarta-feira.



Os militares israelitas realizaram um ataque massivo contra o sul do Líbano na quarta-feira, após o lançamento de projéteis pela milícia xiita contra a cidade israelita de Safed, que provocou a morte de uma pessoa.



Hoje, Israel realizou novos bombardeamentos contra o país vizinho.



As tensões entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão, aumentaram após a morte no início de janeiro do número dois do Hamas, Saleh al-Arouri, e de seis outros membros do grupo islamita palestiniano, incluindo dois altos funcionários do braço armado do grupo, as Brigadas al-Qassam, num atentado bombista atribuído ao exército israelita em Beirute.



Os confrontos na fronteira entre Israel e Líbano intensificaram-se desde o início da guerra de Israel contra o Hamas - que tem o apoio do Hezbollah - na Faixa de Gaza, em 07 de outubro de 2023.




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Israel diz ter recuperado "controlo operativo" do norte de Gaza


O exército israelita anunciou hoje que completou uma "incursão seletiva" de duas semanas no norte da Faixa de Gaza, que permitiu recuperar o "controlo operativo" na zona, onde tinham ressurgido os combates com militantes do grupo islamita Hamas.


Israel diz ter recuperado controlo operativo do norte de Gaza





As tropas e forças especiais israelitas, apoiadas por fogo naval e de artilharia, iniciaram a incursão a partir da zona de Al Shati, "atravessaram a cidade de Gaza em menos de duas horas e obtiveram o controlo operativo. Isto reflete o estado debilitado do Hamas no norte" do enclave, indicou o porta-voz do Exército.



O porta-voz referiu-se a "um novo método de operações ofensivas para combater o terrorismo" e assegurou que os soldados "eliminaram infraestrutura terrorista, localizaram material de informações, confiscaram armas e eliminaram terroristas".



Disse ainda que foi "localizado e destruído um túnel subterrâneo que continha elementos dos serviços de informações do Hamas e estava situado sob a sede da UNRWA", a agência da ONU para os refugiados palestinianos.



Na quarta-feira, assegurou ainda o porta-voz, a Força aérea israelita matou Ahmed Ghul, "um comandante do batalhão Al Shati do Hamas que participou no massacre de 07 de outubro" e manteve detida uma militar israelita, "posteriormente assassinada".



O Exército israelita iniciou a ofensiva terrestre na Faixa de Gaza em finais de outubro a partir da zona norte do enclave e tinha reivindicado o controlo total dessa região, mas nas últimas semanas os combates recrudesceram com milícias do Hamas eventualmente provenientes do sul, região que as tropas israelitas também invadiram por terra.



Ainda hoje, o Exército irrompeu no Hospital Naser, em Khan Yunis, o mais importante do sul do enclave, após 25 dias de cerco, e disse possuir "informação credível" de que diversos reféns israelitas foram retidos pelo Hamas no edifício, e que poderiam existir "cadáveres de sequestrados".



Apesar da crescente rejeição internacional, o Governo de Benjamin Netanyahu garante que vai prosseguir o ataque terrestre em direção a Rafah, no extremo sul do enclave e junto à fronteira com o Egito, onde se concentram cerca de dois milhões de palestinianos expulsos de outras regiões do enclave, que sobrevivem confrontados com uma crise humanitária sem precedentes.



A UNRWA indicou hoje que os ataques israelitas destruíram ou danificaram gravemente cerca de 70 por cento das infraestruturas civis na cidade de Gaza.



Numa mensagem nas redes sociais acompanhada de um vídeo de 'drone' mostrando centenas de edifícios arrasados, incluindo "viviendas, hospitais e escolas", a agência da ONU destacou que 84 por cento das instalações de saúde da cidade de Gaza foram afetadas pelos ataques.




O conflito em curso entre Israel e o Hamas, que desde 2007 governa na Faixa de Gaza, foi desencadeado pelo ataque do movimento islamita em território israelita em 07 de outubro.



Nesse dia, 1.139 pessoas foram mortas, na sua maioria civis mas também perto de 400 militares, segundo os últimos números oficiais israelitas. Cerca de 240 civis e militares foram sequestrados, com Israel a indicar que 134 permanecem na Faixa de Gaza.



Em retaliação, Israel, que prometeu destruir o movimento islamita palestiniano, bombardeia desde então a Faixa de Gaza, onde, segundo o governo local liderado pelo Hamas, já foram mortas cerca de 29.000 pessoas -- na maioria mulheres, crianças e adolescentes -- e feridas mais de 68.000, também maioritariamente civis. Cerca de 8.000 corpos permanecem debaixo dos escombros, segundo as autoridades locais.



As agências da ONU indicam ainda que 156 funcionários foram mortos em Gaza desde 07 de outubro.



A Comissão de Proteção dos Jornalistas, associação com sede em Nova Iorque, revelou ainda que 70 dos 99 jornalistas e trabalhadores da comunicação social mortos em 2023 foram-no "em ataques israelitas a Gaza".



A ofensiva israelita também tem destruído a maioria das infraestruturas de Gaza e perto de dois milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas, a quase totalidade dos 2,3 milhões de habitantes do enclave.



A população da Faixa de Gaza também se confronta com uma crise humanitária sem precedentes, devido ao colapso dos hospitais, o surto de epidemias e escassez de água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.



Desde 07 de outubro, pelo menos 392 palestinianos também já foram mortos pelo Exército israelita e por ataques de colonos na Cisjordânia e Jerusalém Leste, territórios ocupados pelo Estado judaico, para além de se terem registado 6.650 detenções e mais de 3.000 feridos.



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Rebeldes Huthis do Iémen reivindicam ataque a "petroleiro britânico"


Os rebeldes Huthis do Iémen reivindicaram hoje a autoria do ataque a um "petroleiro britânico" no Mar Vermelho, noticiado no dia anterior pelas agências de segurança e pelo Departamento de Estado norte-americano.



Rebeldes Huthis do Iémen reivindicam ataque a petroleiro britânico





"As forças navais das forças armadas iemenitas levaram a cabo uma operação que visou o petroleiro britânico Pollux no Mar Vermelho com um grande número de mísseis navais", declarou o porta-voz militar, Yahya Saree.



A agência britânica de segurança marítima UKMTO e a Ambrey, uma empresa de segurança especializada no transporte marítimo, registaram uma explosão perto de um navio ao largo da cidade de Mokha.



"O navio e a sua tripulação estão a salvo", informou a UKMTO, enquanto a Ambrey referiu danos ligeiros.



O Departamento de Estado norte-americano afirmou que um míssil lançado do Iémen atingiu um "navio de bandeira panamiana a caminho da Índia que transportava petróleo bruto".



Desde novembro, os Huthis intensificaram os ataques a navios mercantes no Mar Vermelho e no Golfo de Aden, obrigando muitos armadores a contornar esta zona marítima vital para o comércio internacional.



Os rebeldes iemenitas apoiados por Teerão afirmam estar a atacar navios ligados a Israel "em solidariedade" com os palestinianos na Faixa de Gaza, onde Israel está em guerra com o Hamas, na sequência do ataque sem precedentes do movimento islamita palestiniano em solo israelita, a 07 de outubro de 2023.



Desde janeiro, também atacaram navios britânicos e norte-americanos em resposta a ataques contra as suas posições por parte dos Estados Unidos e do Reino Unido, que afirmam estar a "defender" a liberdade de navegação.



Os Huthis, considerados terroristas por Washington, reivindicaram na quinta-feira a responsabilidade por outro ataque contra "um navio britânico" no Golfo de Aden.



Os rebeldes afirmaram na sexta-feira que "não hesitarão em levar a cabo e alargar as suas operações militares para defender o Iémen e afirmar a sua solidariedade com o povo palestiniano".



Os rebeldes controlam a capital Sana e grandes extensões de território no noroeste do Iémen, um país que vive uma guerra civil desde 2014.




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Hezbollah volta a atacar base militar no norte de Israel com artilharia


O Hezbollah disse hoje que, pelo segundo dia, lançou um novo ataque de 'rockets' (foguetes de artilharia) contra uma base militar no norte de Israel, em resposta aos ataques aéreos israelitas no leste do Líbano.


Hezbollah volta a atacar base militar no norte de Israel com artilharia




Na segunda-feira, Israel anunciou que tinha atingido posições do Hezbollah em Baalbeck (leste do Líbano) pela primeira vez desde o início da guerra em Gaza, matando dois combatentes do Partido de Deus.


Em comunicado divulgado hoje, o Hezbollah afirmou ter "atingido a base de controlo aéreo de Meron", no norte de Israel, "com uma grande salva de foguetes de artilharia".


O Hezbollah afirmou que esta operação foi "uma resposta à agressão israelita nos arredores de Baalbeck".



O grupo xiita pró-iraniano já tinha anunciado na segunda-feira à noite que tinha disparado 60 foguetes contra uma base do Exército israelita nos Montes Golã.


A região de Baalbeck, região Bekaa, que faz fronteira com a Síria, é um reduto do Hezbollah, que mantém na zona uma significativa presença militar.



Desde o início da guerra em Gaza, a 07 de outubro do ano passado, o Hezbollah tem vindo a atacar diariamente posições militares israelitas, demonstrando apoio ao grupo Hamas que controla o enclave palestiniano.



Israel tem efetuado ataques a aldeias no Líbano, junto à fronteira e operações contra oficiais do Hezbollah.



Pelo menos 284 pessoas, na maioria combatentes do Hezbollah e grupos aliados, e 44 civis, foram mortos nos últimos quatro meses, de acordo com uma contagem da Agência France Presse.



O Exército de Israel diz que sofreu 10 baixas militares e que seis civis foram mortos durante o mesmo período.



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Hamas estuda possibilidade de cessar fogo de 40 dias e troca de reféns


Nestes dias, Hamas tentaria recuperar hospitais e padarias.


Hamas estuda possibilidade de cessar fogo de 40 dias e troca de reféns





O Hamas estará a estudar uma proposta de cessar-fogo de 40 dias e uma troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos, avança o El Pais. Esta hipótese terá sido abordada numa reunião entre o Qatar, o Egito, Israel e os Estados Unidos, realizada em Paris este fim de semana.



Durante esta interrupção nas operações militares, o objetivo seria restaurar hospitais e padarias de Gaza, destruídas durante o conflito, iniciado em outubro. Isto porque, segundo a publicação espanhola, das centenas de lojas na Faixa de Gaza apenas 15 estão, atualmente, em funcionamento.




Durante estes 40 dias, 500 camiões de ajuda humanitária poderiam entrar na zona do enclave por dia e poderiam montar milhares de tendas de campanha para alojar os desalojados.



O projeto prevê igualmente que o Hamas liberte 40 reféns israelitas, incluindo mulheres, crianças com menos de 19 anos, idosos com mais de 50 anos e doentes, enquanto Israel libertaria cerca de 400 prisioneiros palestinianos e não os voltaria a prender.



Esta série de conversações sobre tréguas parece ser a iniciativa mais séria das últimas semanas para pôr termo aos combates no enclave palestiniano e garantir a libertação dos reféns israelitas e estrangeiros.



Os mediadores intensificaram os esforços para garantir um cessar-fogo na esperança de evitar um ataque israelita à cidade de Rafah, onde mais de um milhão de pessoas deslocadas estão abrigadas perto da fronteira egípcia.



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Israel mantém ofensiva e número de mortos ultrapassa os 30 mil em Gaza


O exército israelita continua com a ofensiva em todo o território da Faixa de Gaza, quando o número de palestinianos mortos ultrapassou os 30 mil, segundo as autoridades do Hamas, noticiou hoje a imprensa internacional.


Israel mantém ofensiva e número de mortos ultrapassa os 30 mil em Gaza





No norte do enclave palestiniano, onde a crise humanitária é mais grave, os hospitais colapsam devido a falta de energia e os habitantes começam a morrer de fome e sede, segundo a agência de notícias EFE.



As forças de defesa de Israel (FDI) "continuam a operar" no bairro de Zaytun, na Cidade de Gaza, onde "tropas mataram terroristas, destruíram túneis, localizaram inúmeras armas e cinco poços de lançamento de foguetes", disse um porta-voz do exército, acrescentando ainda que um avião de combate abriu fogo sobre "duas células terroristas que dispararam" contra soldados israelitas.



Enquanto isso, no centro da Faixa de Gaza, os soldados israelitas disseram ter identificado "uma célula terrorista que se aproximava das tropas terrestres e ordenaram a um avião que a eliminasse" e, em outro incidente, um combatente que se aproximava das tropas foi eliminado" com recurso a um 'drone'.



Em Khan Yunis, a região mais importante no sul do enclave palestiniano, "as tropas mataram terroristas e desmantelaram as suas infraestruturas", além de terem "eliminado quatro terroristas que tentaram instalar um dispositivo explosivo", acrescentou o porta-voz israelita.



Em 146 dias de guerra entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas, que governa de facto a Faixa de Gaza desde 2007, morreram quase 30 mil habitantes de Gaza, 70% dos quais eram crianças e mulheres.



Há mais de 70 mil feridos e cerca de oito mil desaparecidos sob os escombros e outros locais aos quais as ambulâncias não conseguiram aceder, enquanto os hospitais continuam a colapsar por falta de energia e de suprimentos médicos.



Na quarta-feira, os hospitais Kamal Adwana e Al-Awda, ambos localizados no norte da Faixa de Gaza, anunciaram a suspensão total dos seus serviços.



Pelo menos seis crianças morreram em hospitais daquela área devido à desnutrição e desidratação nos últimos dois dias.



O norte do enclave -- onde, segundo o Hamas, vivem cerca de 700 mil civis - foi a região mais atingida pela crise humanitária sem precedentes, nomeadamente com a destruição massiva de casas, o colapso de hospitais, o surto de epidemias e a crescente escassez catastrófica de água potável, alimentos, medicamentos, eletricidade e combustível.



Dada a dificuldade de introdução da ajuda humanitária por via terrestre, vários países - incluindo a Jordânia, o Egito, o Qatar, a França e os Emirados Árabes Unidos - lançaram pacotes com alimentos e provisões a partir do ar na quarta-feira, uma estratégia que beneficiou, pela primeira vez, os habitantes do norte do enclave palestiniano.




Quase todos os 2,3 milhões de residentes de Gaza foram deslocados à força, muitos destes repetidamente, sem conseguirem encontrar um local seguro para permanecer.



Neste contexto, a comunidade internacional pressiona cada vez mais por um cessar-fogo que facilite as condições de vida dos habitantes de Gaza, bem como a libertação dos mais de cem reféns que o Hamas mantém sequestrados em Gaza.



No entanto, apesar das árduas negociações entre Israel e o Hamas através de mediadores, não foi alcançado um acordo, aparentemente porque o grupo islamita palestiniano apela a um cessar-fogo definitivo, algo que o Estado hebreu rejeita.




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Negociadores internacionais voltam a tentar acordo para trégua em Gaza


Representantes do Egito, do Hamas, do Qatar e dos Estados Unidos prosseguem hoje, no Cairo, as negociações com vista a uma trégua em Gaza, após "progressos significativos", noticiou um canal de televisão egípcio.



Negociadores internacionais voltam a tentar acordo para trégua em Gaza






Segundo a Agência France Prece, trata-se de uma estação de televisão "próxima" dos serviços secretos egípcios.



Como mediadores, o Egito, o Qatar e os Estados Unidos tentam obter uma trégua na guerra desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, a 07 de outubro do ano passado.




Um acordo de tréguas permitiria a libertação de reféns detidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinianos detidos por Israel.




No domingo, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, pediu um cessar-fogo temporário de seis semanas na Faixa de Gaza, que Israel e o Hamas estão a negociar, seja posto em prática "imediatamente".



"Dada a imensa escalada de sofrimento em Gaza, deve haver um cessar-fogo imediato durante, pelo menos, as próximas seis semanas, [o plano] que está atualmente sobre a mesa", disse Kamala Harris em Selma, no Estado norte-americano do Alabama, onde fez um discurso para comemorar o aniversário da marcha pelos direitos civis.




Harris vai reunir-se hoje na Casa Branca com um membro do Gabinete de Guerra israelita, Benny Gantz, um encontro no qual deverá reiterar a posição dos Estados Unidos de pretender um cessar-fogo temporário para levar mais ajuda humanitária a Gaza e libertar os reféns.



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Guerra em Gaza reacende acusações de "dualidade de critérios" na ONU


A guerra em Gaza, iniciada há cinco meses, reacendeu o debate sobre "dualidade de critérios" na ONU, com os Estados Unidos acusados de menosprezarem o sofrimento dos palestinianos relativamente ao dos ucranianos, afirma o International Crisis Group (ICG).


Guerra em Gaza reacende acusações de dualidade de critérios na ONU





Dado que os Estados Unidos vetaram três resoluções do Conselho de Segurança que apelavam a um cessar-fogo imediato no enclave, "os seus críticos afirmaram que Washington e muitos dos seus aliados europeus se preocupam menos com o sofrimento dos palestinianos em Gaza do que com o sofrimento dos civis ucranianos" face à invasão pela Rússia, constata num novo artigo Richard Gowan, do ICG, organização independente voltada para a resolução e prevenção de conflitos armados internacionais.



Em relação à agressão de Moscovo contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, diplomatas norte-americanos em Nova Iorque enquadraram a Rússia como uma potência "imperial" ao mesmo tempo que reuniam níveis impressionantes de apoio a Kiev na Assembleia Geral.



Contudo, a comunidade internacional - e muitos dos países que se aliaram à Ucrânia e aos EUA há dois anos - observam agora que os Estados Unidos não estão a responder da mesma forma em relação a Gaza e acusam Washington de cumplicidade do que consideram ser a violência colonialista israelita, ao mesmo tempo que ignoram os apelos da Assembleia Geral para um cessar-fogo.



Um dos países que mais tem acusado Washington de "dualidade de critérios" é, sem surpresas, a Rússia, que tem feito uso desse argumento praticamente em todas as sessões sobre a guerra em Gaza.



Por outro lado, os Estados Unidos lembram frequentemente "que a Federação Russa é um país que não contribui para a resolução de crises humanitárias", numa troca de palavras e acusações que tem levado à erosão da diplomacia na ONU em temas ligados à Ucrânia e a Gaza.



Porém, parece cada vez mais unânime a opinião de que, com a sua posição sobre Gaza, Washington prejudicou a sua própria diplomacia.



"Embora as invocações da Rússia sobre a dualidade de critérios por parte dos EUA possam ser cínicas -- alguns diplomatas árabes sentem que Moscovo está a explorar a causa palestiniana para os seus próprios fins -- muitos observadores ocidentais concordam que Washington causou automutilação diplomática em relação a Gaza", advogou Gowan.



De facto, os Estados Unidos vêm sofrendo pressão interna e externa em relação ao forte apoio a Israel, uma situação que ameaça ter especial impacto no Governo de Joe Biden em ano eleitoral, com vários protestos pró-Palestina a exigir uma mudança imediata de postura.



Enquanto não houver um fim decisivo para as hostilidades -- ou um horizonte político para um Estado palestiniano -- o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU continuarão a discutir sobre o conflito israelo-palestiniano, acredita o especialista.



"A administração de Biden também terá dificuldade em ganhar força se se apresentar como um líder moral nas crises fora de Gaza", defendeu ainda Gowan, salientando que "muitos diplomatas em Nova Iorque" ponderam já as perspetivas de uma segunda Presidência de Donald Trump, o candidato presidencial favorito dos republicanos.
"É verdade que os EUA forneceram a Israel um escudo diplomático na ONU durante crises passadas, absorveram os danos à reputação e seguiram em frente. Mas, embora diplomatas e observadores inveterados da ONU possam tratar a duplicidade de critérios como um risco profissional, a forma como os EUA lidaram com esta guerra pode ter efeitos mais duradouros na opinião pública global em relação à administração Biden", apontou.



Além dos danos à reputação norte-americana, Richard Gowan considerou que também a reputação da ONU foi prejudicada com este conflito, uma vez que o fracasso do Conselho de Segurança em contornar os três vetos dos EUA enfatizou as limitações da Organização.



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